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Caroline Paiva






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 FELIZ NATAL! Mas... Budistas podem comemorar o Natal?

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 473

Mensagem Qua 18 Dez 2013 - 21:32

FELIZ NATAL! Mas... Budistas podem comemorar o Natal?
A respostas é - por que não poderiam? Natal, Páscoa, nomes, propriedades, feriados, dinheiro - todas essas coisas são convenções. O Buddha nos aconselhou que usássemos as convenções com sabedoria. Se o Natal pode ser usado para praticar a bondade, a compaixão e o amor, por que um budista perderia essa oportunidade?
Eu me lembro que em uma palestra do Dhamma, Ajahn Brahmavamso comentou que um cristão o questionou se no Budismo havia Deus e, se não, quem os budistas veneravam? Ajahn Brahm perguntou de volta: "O que é Deus para os cristãos?". Ele mesmo respondeu: "Para vocês, Deus é um sinal de amor, compaixão e altruísmo, não é? Pois é justamente isso que os budistas veneram. Nós acreditamos no amor, na compaixão e no altruísmo também.". Isso foi um exemplo maravilhoso de samma-vaca, Linguagem Correta - Ajahn Brahm conseguiu deixar de lado o conceito de Deus como indivíduo ou pessoa para dirigir seu interlocutor para a única maneira de entender o Dhamma: a prática. Ao dizer que os budistas veneravam o amor e a compaixão, Ajahn Brahm conseguiu abandonar diálogos desnecessários e incentivar, primordialmente, a prática da Virtude.
É dessa maneira que precisamos olhar para a pergunta que aqui coloquei: budistas podem comemorar o Natal? Não há problema nisso! Deixemos os rituais e dogmas de lado que separam pessoas através de convenções e nos dirijamos à causa da Sabedoria: a prática da Virtude - podemos venerar o amor e a compaixão no Natal? Se sim, por que não comemorá-lo?
Uma vez a minha mãe, que é católica, me convidou a ir à igreja com ela. Nós acabamos não indo, mas é claro que eu poderia ir - por que não? Eu poderia me reunir com outras pessoas, dar as mãos e venerar o amor e a compaixão! Poderia abandonar meus apegos pela minha religião e por convenções! Que grande oportunidade para praticar, por que não ir? Afinal, Buddha não estava tão preocupado com o lugar em que você está, mas como sua mente está. Não tem problema você ir para templos de outras organizações religiosas, ou venerar um monumento judeu ou uma cruz em que esteja Jesus Cristo, ou seja lá o que for, porque no Budismo ninguém te matará por isso, não se preocupe! [rs] O centro da prática está na mente. Se você venerar Jesus Cristo na cruz, você estará se desapegando do seu Ego e estimulando o reconhecimento por uma imagem que convencionalmente representa a compaixão - isso é praticar o Budismo, não?
Citando Ajahn Brahmavamso outra vez, eu me lembro de que perguntaram a ele o que ele faria se as escrituras budistas fossem lançadas descarga a baixo, visto que muçulmanos estavam matando porque se sentiram ofendidos quando alguém jogou o Alcorão em uma privada. Ele simplesmente respondeu que chamaria o encanador. Quando ele contou isso aos seus ouvintes, ele explicou que as escrituras são importantes, mas que a essência está nas mentes e corações que praticam o Nobre Caminho Óctuplo. Buddha foi enfático ao dizer que enquanto houver pessoas praticando a quarta Nobre Verdade, ainda existirão Sotapannas, Sakadagamis, Anagamis e Arahants1. As escrituras são apenas convenções que usamos para transmitir o método prático, mas não devemos nos apegar a isso.
1 Os 4 Estágios da Iluminação em ordem de ascensão. De estágio a estágio, certos grilhões e apegos são cortados definitivamente ao perceber as coisas como de fato são. Quando certos grilhões são cortados, certos efeitos são terminantemente eliminados. O Sotapanna é aquele que entra na correnteza e compreendeu completamente a prática para Nibbana, tendo a certeza de que não renascerá mais de sete vezes e nem decairá a um reino inferior ao humano. Sakadagami é aquele que retorna uma vez mais ao reino humano. Anagami é aquele que não retorna mais a este mundo, renascendo como um Deva para realizar Nibbana. Arahant é aquele que alcançou a Iluminação completa.
Então, não devemos nos apegar a convenções e coisas do gênero. Não se apegue nem ao Budismo, porque isso nada mais é do que uma maneira de falarmos como praticar para enxergar a Verdade acessível a todos, independente de rótulos. Não é que só os Cristãos chegarão à verdade, só os Jainistas ou só os Budistas - somente aqueles que praticarem Sila, Samadhi e Pañña (Virtude, Meditação e Sabedoria) é que enxergarão as coisas como elas de fato são. Portanto, não alimente tais apegos.
Não importa onde nós estivermos, sempre devemos sustentar a Atenção Plena e cultivar samma-sankappo, Intenção Correta, isto é: a intenção pela renúncia, compaixão e amor-bondade. Isso é praticar Sila, Virtude. Ora, por que não poderíamos fazer isso numa igreja? Ainda mais, por que não no Natal?
O Natal é uma grande oportunidade para nossa prática! Você pode compartilhar presentes, se juntar a uma comunidade, fazer doações, montar sua árvore com Atenção Plena e realizar comemorações com sua família! Se você tirar um cristão no amigo secreto, você pode dar algo do Cristianismo, por que não? Isso seria uma maneira muito bonita de praticar o desapego - não tente converter os outros. O maior exemplo que você pode dar é através da prática, e ela pode ser feita em qualquer lugar, seja numa mesquita, num monastério, numa igreja, nos himalaias, ou na cidade. Em todos esses lugares há como praticar Virtude, há como ser gentil, há como renunciar dos próprios apegos.
Então, budistas podem comemorar o natal? Podem, desde que o façam com intenções benéficas, com compaixão e altruísmo. Talvez você não monte um presépio, que é próprio da religião cristã, mas você pode montar uma árvore ou fazer parte de projetos comunitários - tudo deve ser parte da prática da Atenção Plena e Compaixão.
[Dalai Lama]: "Todas as grandes religiões carregam a mesma mensagem que é amor, compaixão e perdão. O importante é que esta mensagem deveria fazer parte de nossas vidas diárias."
Aproveite essa data para abandonar os rótulos e convenções e olhar profundamente para o que realmente importa. Lembre-se que a questão não é o lugar nem as pessoas, a questão é a prática; pois não existem cristãos, não existem budistas, não existem pessoas boas nem pessoas ruins, o que há são atitudes boas e atitudes ruins. Ambas devem ser desapegadas - atitudes ruins não são o Eu, atitudes boas não são o Eu; porque são impermanentes. O fato é que as boas ações, o bom Kamma, nos conduz a ver as coisas como de fato são, e por isso praticamos bom Kamma, mas não devemos nos vangloriar com "Eu sou sábio! Eu sou budista! Eu sou Fulano!". Praticamos com Kamma com sabedoria e prudência. Da mesma maneira, devemos saber usar as convenções, sem nos identificarmos com elas.
Portanto, não há nomes, não há religiões e, como diria Ajahn Chah, não há Arahants e não há Bodhisattas. Todas essas coisas são convenções. Nós devemos enxergar a Impermanência e Não-eu em todos os fenômenos condicionados e, assim, veremos que nada pode ser tomado como meu Eu, mas que todos nós somos uma família no sentido de que todos estamos no mesmo barco - todos estamos lidando com a Impermanência, todos estamos envelhecendo, todos nós vamos morrer. Quando vemos dessa maneira, não usaremos mais rótulos como Cristão ou Hindu para nos separarmos, iremos apenas praticar o amor e a compaixão continuamente com desapego, a fim de conduzir a nós mesmos e aos outros seres àqueles sentimentos que conduzem ao ver as coisas como elas vêm a ser. Assim, não precisamos guerrear entre nós, dizendo que você venera Deus x, você não pode comemorar data y porque não venera o meu Deus ou você não pode ir ao meu templo porque você não é politeísta: o essencial é que todos nós veneramos o amor, a compaixão, o altruísmo, a Paz. Mas no final das contas não existe nem amor, nem compaixão, nem altruísmo e nem Paz, porque estas quatro palavras também são apenas convenções apontando para algo que deve ser praticado e experienciado.
Quando perguntaram a Ajahn Chah se o Budismo era muito diferente das outras religiões, ele respondeu:
[Ajahn Chah]: O objetivo de religiões genuínas, como o Budismo, é guiar as pessoas à felicidade proveniente de ver as coisas como elas de fato são com clareza e honestidade. Sempre que qualquer religião, sistema ou prática realizar isso, você pode chama-lo de Budismo se você quiser.
Na religião cristã, como exemplo, um dos feriados mais importantes é o Natal. Um grupo de monges ocidentais decidiram fazer no ano passado um dia especial para o Natal, com uma cerimônia de doação de presentes e compartilhamento de méritos. Outros vários dos meus discípulos questionaram isso, dizendo "Se eles são ordenados como budistas, como é que eles podem comemorar o Natal? Isso não é um feriado cristão?".
Na minha palestra do Dhamma, eu expliquei como todas as pessoas são, fundamentalmente, as mesmas. Chamá-las de europeias, americanas ou tailandesas apenas indica onde elas nasceram ou qual a cor do cabelo delas, mas todas elas têm, basicamente, o mesmo tipo de mente e corpo - tudo pertencendo à família de pessoas que nascem, envelhecem e morrem. Quando você compreende isso, as diferenças se tornam irrelevantes. Analogicamente, se o Natal é uma ocasião onde as pessoas fazem um esforço particular para realizar o que é benéfico, bondoso e solidário para os outros de alguma maneira, isso é importante e maravilhoso, não importa que sistema você use para descrever isto.
Então, eu disse aos aldeões: "Hoje nós chamaremos isso de Chrisbuddhamas1. Enquanto as pessoas estiverem praticando corretamente, elas estarão praticando Cristianismo-Budismo, e assim as coisas estão bem.".
1 Natal em inglês é Christmas. Ajahn Chah tirou o "t" e colocou "buddha" no lugar.
Eu ensinei dessa maneira para permitir que as pessoas se desapeguem de seus apegos a vários conceitos para que elas percebam o que está acontecendo de uma maneira honesta e natural. Qualquer coisa que nos inspire a ver o que é verdadeiro e a fazer o que é bom é uma prática apropriada. Você pode chama-la da maneira que você quiser." - (retirado de A Still Forest Pool1 - dhammatalks)
1 A Still Forest Pool (inglês) = Uma lagoa silenciosa na floresta (português)

A propósito, um feliz natal a você! Happy Christmas! Happy Chrisbuddhamas!

Que possamos venerar a paz, o amor, a compaixão e aqueles que realizaram tais atos sem se apegarem a eles.  Reverência 
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Mensagem Qua 18 Dez 2013 - 21:48

Eu queria ter mandado esse texto antes... Vai que alguém quis se tornar budista e não montou sua árvore! Se isso tiver acontecido com você, pratique a Paciência com esse Administrador atrasado hahaha! Ou talvez, hohoho! [rs] Sorridente 

Em todos os momentos, em todos os lugares e todas as datas podemos praticar o desapego e cultivar a alegria.  Grato
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Mensagem Dom 22 Dez 2013 - 13:31

Belíssimo texto, muito obrigado por compartilhar!
Agora percebo quão grande é o budismo, não importa os rótulos, as convenções mas a prática está acima de tudo

Citação :
pois não existem cristãos, não existem budistas, não existem pessoas boas nem pessoas ruins, o que há são atitudes boas e atitudes ruins

Citação :
[Ajahn Chah]: O objetivo de religiões genuínas, como o Budismo, é guiar as pessoas à felicidade proveniente de ver as coisas como elas de fato são com clareza e honestidade. Sempre que qualquer religião, sistema ou prática realizar isso, você pode chama-lo de Budismo se você quiser.


Ajahn Chah foi um grande mestre mesmo.
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