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 Moralidade Budista

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AutorMensagem
diegoo

Discípulos
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Masculino
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 5

Mensagem Qui 5 Jun 2014 - 20:31

Pessoal boa noite!

Bom, uma dúvida que carrego comigo agora e que antes não tinha pensado nela é sobre as ações construtivas e destrutivas, ou seja, ações morais e imorais.
Li em alguns lugares que Buda mencionou que para considerarmos uma ação como moralmente correta, devemos olhar alguns preceitos:

Intenção
Efeito da ação sobre o agente
Efeito da ação sobre o paciente
Se ela nos afasta ou nos aproxima do nibbana.

Todos esses conceitos nos transmitem a ideia de agir com os outros como gostaríamos que agissem com a gente.

De fato SS Dalai Lama, nos esclarece alguns pontos importantes sobre isso:

"Nada é absoluto, tudo é relativo. Por isso devemos julgar de acordo com as circunstâncias."

"Mentimos frequentemente para evitar sofrer. Em compensação, se somos obrigados a mentir para salvar uma vida, para proteger um ser ou guardar ensinamentos espirituais, as consequências da mentira serão inteiramente diferentes."

Então não devemos julgar se uma ação é moral ou imoral, sem antes analisarmos o contexto, ou seja, a real motivação da pessoa.

Minha dúvida quanto a esse tema é se existem mais coisas que devemos levar em conta para definir se uma ação será em sua totalidade benéfica, pois existem atitudes não totalmente boas e nem totalmente ruins. As vezes precisamos tomar ações negativas, porém com boas motivações, um exemplo disso pode ser uma história que o próprio Dalai Lama contou:

"Um homem vai até um rio, extremamente difícil e perigoso, para atravessá-lo nadando. Estão por perto duas pessoas olhando, e ambas sabem que se o homem entrar no rio, irá se afogar na correnteza. Uma das pessoas olha placidamente e não faz nada – acha que deve ser não-violenta, o que implica que não deve interferir. A segunda grita ao homem, dizendo para não entrar na água. A correnteza é muito perigosa. O homem responde: “eu não me importo. Eu vou entrar de qualquer maneira”. Eles discutem e finalmente, para evitar que o homem se afogue, a pessoa na margem atinge-o com uma pedra e ele cai inconsciente. Nesta situação, a pessoa que simplesmente fica sentada e está disposta a ver o homem entrar na água e se afogar é aquela que comete um ato de violência. A pessoa não-violenta é aquela que de fato evita que o homem morra, mesmo tendo que recorrer a um método com base na força."

Nessa história a atitude foi totalmente boa?

Obrigado Obrigado!
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Administrador

Admin
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Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 485

Mensagem Dom 8 Jun 2014 - 22:02

Essa é uma questão realmente importante. Não adianta você se apegar ao conceito de Pecados e Virtudes - isso pode, isso não pode -, realmente depende do conceito.
É por isso que o Buddha não coloca que existem ações certas x erradas; mas ações hábeis x inábeis. A coisa não é preta e branca rs. Mas é uma escala que vai do branco, passa pelo cinza até o preto. Em cada situação, existem ações que são inábeis, ações que são hábeis e, em cada caso, algumas são mais hábeis ou inábeis do que outras.
Hábil significa habilidade, isso é, que a ação foi habilidosa e inteligente para uma determinada situação. Logo, não devemos nos apegar que cada ação é, definitivamente, certa ou errada.
Um exemplo é a Linguagem. O Buddha fala que um dos aspectos da Linguagem Correta é a linguagem gentil. Mas mesmo ele, e vários outros grandes mestres da atualidade, fazem uso de palavras difíceis e tons de voz altos às vezes. Por quê? Vai depender da intenção por trás da ação e da sua consequência. O próprio Buddha fazia uso de palavras duras (ou seja, não gentis rs) para despertar a vergonha nos seus discípulos. Logo, a intenção não era embasada em nenhum apego (nem deleite nem aversão), mas em um dos 3 pensamentos/ intenções corretos (Renúncia/ Desapego/ Frugalidade, Compaixão e Amor-bondade); e sua consequência foi hábil.
Outra coisa que eu questionava porque eu tinha a mente muito rígida: Ajahn Chah sempre dizia que seus discípulos deveriam falar pouco e cultivar o silêncio, mas ele passava horas por dia falando continuamente quando dava palestra para leigos e monges! Por que ele fica pedindo algo que ele não faz? Mas tem de olhar a ação dele de novo não só sob o aspecto da ação em si, mas também da intenção dele e da consequência de suas ações. Ele tinha a intenção de satisfazer algum desejo sensual? Ele desejava muito se sociabilizar e ficar procurando gente para conversar, ou estava usando sua linguagem conscientemente apenas para ajudar outras pessoas em vez de satisfazer desejos egocêntricos? Quais as consequências das ações dele?
Me lembro dele falando em uma palestra que ele se sentia contrariado ao ver o seu mestre, que ensinava seus alunos a comerem devagar e com atenção, comendo como um porco, fazendo barulho e mastigando rapidamente. Ele ficava remoendo sua indignação - por que seu mestre ensinava a comer devagar, mas comia rápido? Ajahn Chah então diz que ele concluiu que deveria parar de observar os outros e observar a si mesmo, e que as vezes uma pessoa dirige rápido e não sofre nenhum acidente; enquanto outros dirigem devagar e, sem atenção, provocam acidentes. Logo, ele parou de ser tão rígido e olhou de forma mais flexível para a relatividade das coisas.
É por isso que não devemos nos apressar em julgar as pessoas pelos seus comportamentos. Muitas vezes a intenção precisa ser levada em consideração.
Mas não vejo necessidade de acrescentar mais do que você colocou. Apenas a ação em sim, a intenção de quem a realiza e as consequências dela são o suficiente para considerar se uma ação é hábil ou inábil, se é benéfica ou prejudicial.

Agora, é preciso perceber que existem ações que sim, são inábeis independente do contexto, porque requerem apego para que sejam feitas.
Logo, precisamos usar as formações com sabedoria.
Aquelas ações que só podem ser realizadas com intenções inábeis devem ser abandonadas.
Aquelas ações que dependem do contexto devem ser feitas apenas sob intenções hábeis e sempre com consciência a fim de evitar qualquer descuido que leve o praticante ao apego e ao desejo por prazeres mundanos excessivos.

E que parâmetro tomar para diferenciar uma ação hábil da inábil? A ação em si; a intenção do praticante; as consequências dela. Uma ação é hábil se se baseia em Compaixão e Desapego, isto é, em buscar felicidade interna, em vez de objetivar demais felicidade externa - porque essa é a felicidade mundana desaconselhada pelo Buddha, uma vez que depende de fatores externos que são oscilatórios demais, provas muito visíveis da impermanência das coisas. Então, Compaixão e Desapego também são parâmetros importantes.
Quando compreendemos que não dá para julgar as pessoas apenas pelo seu comportamento, mas que também devemos considerar sua intenção, podemos nos treinar para nos importarmos menos com a opinião dos outros. Às vezes alguém fala que você se comporta de determinada maneira porque você quer irritar alguém ou se exibir - e pode ser que sua intenção não seja essa. É necessário consciência e Atenção Plena nesses instantes para compreender se vale a pena responder ou apenas silenciar, o que pode ser difícil sob o impulso e desejo de querer mostrar que, na verdade, nossa ação é mais digna do que parece. Mas isso seria outro apego rs. Então reconhecer o que é Virtude e Ações Hábeis é algo importante em muitos aspectos, não é?  Feliz 
Aliás, eu vi sua outra pergunta, mas eu acho que irei dar minha opinião depois com mais tempo rs.
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