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 [Vídeo] Técnicas Básicas de Meditação

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Mensagem Qui 4 Jul 2013 - 11:52

Técnicas Básicas de Meditação
Vídeo com o Venerável Thubten Lhundrup (Chris McGlone), monge tibetano, e disponibilizado pelo canal Carlos Iafelice Junior ensina as técnicas mais comuns de Meditação vigentes em todas as Escolas Budistas e enfatizadas pelo Buda como a Meditação da Respiração - tipo de meditação que o próprio Buda tinha preferência por desenvolver. O monge explica como usá-la para serenar a mente, como posicionar o corpo e ressalta: seja paciente consigo mesmo.


Última edição por Administrador em Sab 12 Out 2013 - 19:33, editado 1 vez(es)
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edward

Discípulos
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Mensagem Ter 27 Ago 2013 - 13:27

Gostaria de saber,qual objetivo da meditacao,meditar para que? Para encontrarmos paz interior,conhecer a sí mesmo?.E quando meditamos o objetivo é nao pensar em nada? E qual diferenca de meditacao e yoga(ioga)?
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Mensagem Ter 27 Ago 2013 - 18:26

Olá Edward! Bom, vamos ver no que eu posso te ajudar! Feliz 
edward escreveu:
Gostaria de saber,qual objetivo da meditacao,meditar para que? Para encontrarmos paz interior,conhecer a sí mesmo?.
De fato que, ao meditarmos, encontramos uma sensação de Paz Interior e de muito contentamento que independe das situações externas, mas há um detalhe muito importante: mesmo essa paz é Impermanente. Os ensinamentos de Buda são um pouco complexos e graduais. É como se fosse uma escada de 10 degraus, e, estando no degrau 8, você ainda não pode muito bem compreender o degrau 9. Então, para você entender melhor o objetivo da meditação, vou te resumir da seguinte forma:
Entendimento da Teoria Budista -> Virtude -> Concentração -> Sabedoria
A prática basicamente começa ao se adotar atitudes virtuosas depois que você entendeu os ensinamentos de Buda. Você ouve que "apego traz sofrimento", "não é sábio buscar o que envelhece", e assim começa a adotar preceitos de virtude. Basicamente, isso consiste em Desapego, Compaixão, Consciência e Contentamento. Você começa a aprender a viver conscientemente, atento a forma como você vive sua vida. Você começa a estar atento a sua intenção ao fazer as coisas.
O problema é que é muito difícil fazer essa atenção surgir no dia a dia, porque nos distraímos muito facilmente. Então, para que essa atenção comece a surgir no cotidiano, precisamos reservar uns instantes de treinamento reservados SOMENTE para ensinar nossa mente a estar consciente - esse é o primeiro objetivo da meditação (não termina aqui rs).
É algo muito gradual, no começo você só tem vislumbres de atenção. Com o tempo você começa a ficar consciente por mais tempo. Você começa a perceber que faz muitas coisas com a intenção de receber um elogio, de chamar a atenção, para satisfazer um desejo ou para prejudicar alguém, e descobre como sua mente é mal intencionada. Automaticamente, você começa a olhar para isso com um olhar um pouco 'desgostoso', "Puxa! Será que isso realmente vale a pena?", e começa a questionar a si mesmo. Isso fica melhor quando você tem os ensinamentos de Buda, que diz que buscar o que é impermanente é insatisfatório, e você começa a perceber isso: você está toda hora correndo atrás de uma boa comida, de um elogio, atender suas carências, e outras coisas tão frágeis que te trazem uma satisfação muito pequena além de mais desejos futuramente. Aí você começa a tentar a desenvolver Contentamento - começa a enxergar a Impermanência em sua vida, e a parar de se apegar as coisas e pessoas. Tudo isto requer um pouco de esforço: aceitar a vida como ela é, impermanente e incerta. Mas se você usar o ensinamento de Impermanência bem e for consciente, aprenderá a fazer as pazes com a vida.
Quando você desenvolve bem essa Consciência -> Contentamento -> Desapego, você pode aprender a ser compassivo, a observar o sofrimento dos outros e ajuda-las. Isso porque você descobre que se desapegar te traz tranquilidade, porque atender os seus desejos é algo muito frágil - você agarra o que cobiçava para guardar, e agarra o que era aversivo para expulsar: tudo apego te trazendo apenas satisfações muito curtas. Quando você para de depender tanto do exterior e passa a aceitar a vida, você descobre que desapegar traz uma alegria mais duradoura: como dizia Ajahn Thanissaro, trocar apego por desapego é como trocar doce por ouro - doce é algo prazeroso, mas não tanto quanto ouro. Então, quando você ajuda os outros, se desapego do seu Ego, dos seus desejos sempre centrados em te satisfazer, você aprende (tudo isso requer tempo rs) a ser mais feliz.
Toda essa prática de virtude é cíclica, não linear. Não é "Desenvolvi Consciência, agora vamos para o Contentamento", mas é que no começo você tem essa linha e depois todos desenvolvem juntos. A medida que isso acontece, sua meditação fica poderosa, porque meditação consiste basicamente disso: DESAPEGO.
Uma mente cheia de remorso, ódio, raiva e insatisfação não é capaz de estar receptiva a realidade. Somente uma mente alegre por ter ajudado aos outros, cheia de bondade e contentamento é capaz de estar concentrada. Com isso, a mente fica mais silenciosa. Então, a sensação de Paz Interior gira não só em torno da meditação, mas também de adotar uma vida virtuosa, mas não é esse o objetivo, isso é só um subproduto. Aliás, se você se apegar a sensação de prazer, vai estagnar: o objetivo do Budismo é algo atemporal, não impermanente.
Então, com uma mente concentrada, que é mais resistente aos próprios desejos e opiniões, nós podemos ver a realidade mais profundamente. Isso é o surgimento de Sabedoria.
Por isso eu disse: Virtude -> Concentração -> Sabedoria.
Ajahn Brahm diz que na meditação nossas mentes estão tão felizes e receptivas que não importa o quão dura a realidade possa ser, nós somos capazes de enxerga-la porque nossas mentes estão prontas para aceitar a realidade independente da forma como ela for. Com isso surge o Insight, ver as coisas como de fato são.
Esses Insights são muito marcantes, porque eles mudam totalmente nossas atitudes. E por isso Budismo não é apenas intelectualizar ou filosofar, mas meditar para enxergar profundamente.
É como se alguém te dissesse que se você tocar no fogo vai se queimar. Ok, você compreendeu INTELECTUALMENTE isso então tenta evitar isso, mas você ainda não viu por você mesmo. Mas, quando você acidentalmente toca o fogo, você sente aquela sensação forte e fica muito mais cuidadoso. Ou seja, a experiência de ser tocado pelo fogo é muito mais marcante do que apenas o aviso - isso porque você viu por si mesmo, não apenas ouviu alguém dizendo.
Por isso no Budismo não basta pensar e refletir, é preciso meditar, silenciar e enxergar a realidade profundamente por você mesmo. Só uma mente que transcende os próprios apegos é capaz de ver a realidade além do que ela acha que a realidade é.
De acordo com o Buda, toda essa prática requer muito tempo, mas através disso podemos conhecer o Universo e enxergar a Origem Interdependente, que diz que uma coisa depende de outra para existir. E ele sumarizou que devemos enxergar que sofrimento vem do apego, apego da ignorância. Então, através desses Insights, precisamos enxergar a ignorância e descobrir como desenraizá-la - quando isso for feito profundamente, não há mais sofrimento que nos afete e não encontraremos mais motivos para nos apegarmos por coisa alguma, isso é o Nirvana. Só que Nirvana é duas coisas: atemporal e incondicionado. Nirvana consiste em cessar, apagar. É como apegar a chama de uma vela - você diz que a vela está apagada para sempre? Quando dizemos eternidade costumamos pensar em algo ocorrendo para sempre, mas apagar é um processo ou um evento e pronto, acabou? Não precisa falar "Está apagada para sempre!", simplesmente apagou rs...
E por ser a cessação de algo, o Nirvana não é uma coisa fabricada. Logo, por não depender de outra coisa para existir, é Incondicionado - isso é a Paz Suprema.

Então, não devemos nos apegar à paz que vem da meditação, ela deve ser usada para desenvolver Sabedoria. Muitos fazem isso: Virtude -> Concentração -> "AH! Alcancei o Nirvana!", mas a paz da meditação ainda é algo condicionado, fabricado. O objetivo último da meditação é enxergar a realidade como ela de fato é, desenraizar o apego completamente (e não apenas temporariamente como ocorre na meditação) para alcançar a Paz do Nirvana que por não ser fabricado, é atemporal, não impermanente. Esse é o objetivo da meditação. E, como o Buda disse num dos Suttas do Cânone:

"Quaisquer torrentes (do desejo) que existirem nesse mundo, é a atenção plena que as represa e contêm, e é através da sabedoria que elas, por fim, são bloqueadas." - Ajita-manava-puccha.
Ou seja, com a atenção devemos estar atentos às nossas mentes para evitar atitudes maléficas e desenvolver as benéficas. Com as benéficas obtemos uma mente concentrada e, com uma mente concentrada, a Sabedoria. No final das coisas, tudo é uma questão de:
Mal condicionamento -> Bom condicionamento -> Incondicionado
O problema é que alguns ouvem "Desenvolva compaixão" e dizem "Mas isso é se condicionar, eu quero o incondicionado!", só que é o bom condicionamento e a meditação que levam a sabedoria. Por isso eu te disse que no degrau 8 você não entende o degrau 10. Portanto, seja paciente e equilibrado. Refletir e contemplar é necessário para impulsionar a meditação, mas Sabedoria nunca surgirá numa mente apegada aos seus pensamentos. Por isso Buda disse Caminho do Meio - não é só meditação, nem só estudar, mas ambos de forma balanceada.
Puxa, deu para eu te resumir toda a prática budista Rindo 

edward escreveu:
E quando meditamos o objetivo é nao pensar em nada?
Pergunta perigosa rs...
Ao ler isso lembrei de uma frase do Zen Budismo: "Medite além do pensar e do não-pensar", o que significa isso? Você não pode ser nem cobiçoso nem aversivo com seus pensamentos. Ou seja, você não pode criar mais pensamentos, mas não pode expulsar. Não alimente seus pensamentos, mas nem brigue com eles. Então, eu não posso te dizer que o objetivo é não pensar em nada, porque se não você vai tentar silenciar seus pensamentos "Vão embora!", só que isso não vai funcionar.

Melhor verbo para resumir Meditação é Desapegar. Então, não seja nem cobiçoso nem aversivo, apenas solte, desapegue-se, largue. O que significa isso? Deixe seus pensamentos surgirem e desaparecerem sozinhos. Mas cuidado! Alguns ouvem isso e dizem: "Que passividade!", mas muito pelo contrário, você tem que ser alerta e ativo, porque sua mente mal treinada vai ser seduzida pelos seus pensamentos. Pedimos para você concentrar na respiração, e em dois minutos você está pensando no que sua mãe te disse ontem à noite - isso não é desapegar, mas cair no extremo da Cobiça. O que você faz? Volta a se concentrar à respiração, ou seja, se desapega. Outros, contudo, fazem como um relógio de pêndulo e vão para o outro extremo, o da Aversão. Começam a tentar expulsar o pensamento "Saia, mãe! Quero silenciar minha mente!", só que aqui vai um paradoxo para você: se quer silenciar sua mente, não queira. Enquanto você quiser, ela não ficará em silêncio. Não caia nos extremos nem da cobiça nem da aversão, apenas desapegue-se. E lembre-se que isso não é ser passivo, mas ativo. Se um pensamento te puxou, ativamente coloque sua mente de volta no lugar. Você está brigando com um pensamento? Largue-o e volte para a respiração.
O que acontece é que nossas mentes estão muito mal condicionadas, e esses condicionamentos são os combustíveis desses pensamentos. Por isso eles surgem sozinhos. Só que se você não der bola para eles, simplesmente desapegar e deixar eles soltos, você não dá mais esse combustível e por isso eles desaparecem sozinho. Com o tempo, aí você consegue ficar sem pensar em nada, só que isso demora muito e não depende de "querer não pensar", depende de "desapegar".
Se tiver ficado confuso, pergunte, porque muitos tem dificuldade para compreender. Meditação é algo sútil, é o Caminho do Meio. Não caia nos extremos do querer pensar (cobiça) nem do não-querer pensar (Aversão), apenas desapegue-se de tudo e se concentre na sua respiração. Independente do que acontecer, volte a sua respiração, e a sua mente silenciará por si mesma, não é que você quem tem de querer.
Logo, o objetivo não é nem pensar, nem pensar em nada, é desapegar, soltar os pensamentos e ver a Impermanência por si mesmo. Depois disso que vem o silêncio e, com este, sabedoria.

edward escreveu:
E qual diferenca de meditacao e yoga(ioga)?

Para ser honesto eu não sei muito a diferença. É que na verdade não existe muita diferença, ambos trabalham o corpo e a mente - mesmo no Budismo algumas escolas abordam além da meditação sentada e caminhando, também algumas meditações dinâmicas que mexem com o corpo.
A diferença é a metodologia. Quanto ao objetivo, não sei qual o objetivo do Yoga, mas a da meditação budista é compreender a realidade para dar um fim ao sofrimento - e para isso temos vários conselhos do Buda e de outros mestres.
Mas essencialmente não há muita diferença, somente na metodologia e, creio eu, quanto ao objetivo, porque pelo que já li, as pessoas nunca dizem "Yoga visa o fim do sofrimento", mas dizem algo como "Yoga visa a consciência divina, a consciência pura, compreender que a verdadeira felicidade reside dentro de você em todo o instante". As abordagens, assim, são um pouco diferentes, pelo que sei, é apenas isso.

Ajudei? Qualquer coisa, ficarei feliz em ajudar Feliz 


Última edição por Administrador em Qui 10 Out 2013 - 12:19, editado 1 vez(es)
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allanfelix

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Mensagem Ter 27 Ago 2013 - 19:46

Olá e seja bem-vindo ao fórum! 

Respondendo a sua pergunta, inicialmente eu procurei maneiras de adquirir calma e tranquilidade assim como poder controlar minhas emoções, pois sempre senti minha mente ''bagunçada'' demais e sem controle,com muitos pensamentos negativos e ... eu queria me livrar deles. Eu comecei a procurar isso que eu queria, serenidade. Apesar de ser contra o uso de drogas, eu procurei algo que me fizesse sentir melhor, como o lança-perfume, então eu usei. Mas é algo impermanente e que em 10 segundos o efeito já some. Dizem que a maconha traz tranquilidade, mas nunca cheguei a experimentar, a paz está no nosso interior, não a nossa volta, então drogas não vão te trazer tranquilidade, você simplesmente vai experimentar tal sensação diferente, mas que em alguns minutos você voltará ao seu estado normal, com seu estresse do dia-a-dia e pensamentos negativos de sempre. 

Procurei programas com sons de ondas binaurais. Como um chamado "I-Doser", tem diversos sons, uns que te dão sensação ruins e diferentes, e outros que vai te trazer relaxamento, alguns até prometem que você "eleve seu espirito" a um outro nivel, na qual você experimenta a verdadeira serenidade e vê coisas de uma forma jamais vista,como se estivesse em outra dimensão. Eu logicamente, procurei esses que dão maior relaxamento até que minha mente chegue a um outro nivel. Você fica de 30 min a 1 hora escutando esses sons no fone de ouvido deitado no escuro. Realmente ele traz alguns efeitos sim de relaxamento, mas creio que o efeito seja placebo, ou seja, você acredita tanto que aquilo ira te trazer paz e tranquilidade, que seu corpo reage a isso e você acaba experimentando, mas você só está sentido essa tranquilidade, pois você acreditou nisso, não porque o efeito era real, como a de um remedio de dor de cabeça que você toma e para a dor sem precisar que você acredite que vai passar, esse remédio pra dor de cabeça é real, já o efeito dos sons binaurais, creio que seja placebo, você precisa acreditar pra que "funcione" . 

Mas novamente estariamos entrando naquele mesmo ciclo, igual o das drogas, na qual você experimenta a paz por alguns minutos e logo volta a sua vida estressante com pensamentos negativos.

Então depois de um tempo, procurei sobre meditação e sobre a religião/filosofia que eu ja tinha interesse, por um motivo que não sei qual, ja que ninguem que conheço é budista. Então procurei sobre como meditar em varios sites, sendo que na verdade não é algo que se exige esforço, é preciso ter paciência para que consiga meditar.
Quando você começa na meditação, ao meu ver, é como você deitar numa cama sem estar com sono algum tentando dormir, você vira de um lado pro outro até que o sono surja, as vezes fica horas tentando dormir e não consegue. As pessoas que desistem da meditação são as pessoas que percebem que não conseguem dormir e levantam pra fazer algo, como assistir tv ou ir para o pc. O estado meditativo, assim como o sono nesse caso, ele vai surgir, é só ter paciência. E garanto que não há coisa melhor que você vai tentar procurar ao seu exterior do que a meditação, não são drogas que vão te trazer a paz, não são sons para relaxamento, a paz está dentro de você. Basta praticar e verá que é algo tão maravilhoso que vai se entregar a ela.

Inicialmente eu meditava para sentir aquela sensação extremamente boa de leveza e paz, é uma sensação tão boa que realmente vale a pena ter paciência até que consiga entrar em estado meditativo.

Hoje em dia, além disso, pratico para o desapego. Que é afinal isso que o budismo ensina, o desapego, desapego das suas emoções, dos seus pensamentos, deste mundo, do seu corpo. Só assim você alcançara a verdadeira paz junto com o Nirvana.

Eu sou "novato" no budismo ainda, a maioria das coisas que eu sei sobre o budismo eu descobri neste fórum recentemente. Mas garanto que o pouco que aprendi, é algo tão maravilhoso que muda sua vida!

Abraços Edward! que seu caminho seja de paz!

_________________________________________________________________________________________________
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edward

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Mensagem Ter 27 Ago 2013 - 20:54

Obrigado a todos pela ajuda, exclareci minhas duvidas,vou praticar a meditaçao para mim desapegar das coisaas,ja comecei mais nao obtive muito sucesso mais sei que o caminho é a paciencia.
Obrigado mais uma vez Muito feliz
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Mensagem Ter 27 Ago 2013 - 21:28

edward escreveu:
ja comecei mais nao obtive muito sucesso mais sei que o caminho é a paciencia.
Não desanime Edward, e lembre-se que mesmo meditadores experientes têm algumas meditações ruins: na verdade, tudo é uma lição da Impermanência.
Lembre-se também de que as meditações ruins orientam às boas, então aceite-as e não lute contra elas. Desapegue-se disso também! Rindo 
Como Ajahn Brahmavamso costuma dizer, uma meditação ruim é como um dia de trabalho, e a meditação boa é o dia de pagamento - você precisa trabalhar para receber seu salário, logo, as meditações mais complicadas fazem parte do início da prática, então seja paciente consigo mesmo.
Qualquer coisa que surgir em sua mente, largue. Se tiver uma sensação ruim no corpo, largue e apenas observe com atenção, tenha paciência e tente resistir. "Não posso pensar, não posso pensar, mas estou pensando!", desapegue-se. "Estou sentindo uma paz, mas se eu pensar vou atrapalhar tudo!", desapegue-se. "Que paz maravilhosa!", desapegue-se. "Não acredito que estou pensando de novo!", desapegue-se. Não fique preso as coisas e não desanime se cometer erros. Percebeu que está desatento? Simplesmente volte à respiração, reclamar não vai adiantar em nada.

O Caminho da Paciência é o caminho mais curto. Aqueles que querem resultados rápidos se atrasam, justamente porque querem. Querer demais deixa a mente tensa. Agora, aquele que se desapega, permite que a mente se expanda e retome seu estado natural: tranquilidade.

Compartilhe continuamente conosco como anda sua prática, e dê tempo a si mesmo. Em suma: seja compassivo consigo mesmo Reverência 
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chanel

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Mensagem Qui 29 Ago 2013 - 2:12

Essas tecnicas de meditação são otimas me ajudou muito quando comecei a praticar,no começo foi um pouco dificil, mais com muita paciencia consegui.
Recomendo a todos :)
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Spelborea

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Mensagem Dom 3 Jan 2016 - 22:35

edward escreveu:
Gostaria de saber,qual objetivo da meditacao,meditar para que? Para encontrarmos paz interior,conhecer a sí mesmo?.E quando meditamos o objetivo é nao pensar em nada? E qual diferenca de meditacao e yoga(ioga)?

Não. Meditação mesmo é a combinação de Vipassyana e Shamata, resumindo, concentração reflexiva ( que aqui adentra o pensamento intelectivo ) e unifocalizado ( aqui sim se evita a discurssão ). Técnica que se adentra após cinco anos de estudo. O Exercício de respiração é uma familiarização com esses processos, qual o objetivo? AFIAR a concentração para futuramente adentrar os outros estágios do que se chamaria de meditação.
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*Andranamum

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Mensagem Qua 31 Ago 2016 - 23:04

Se o universo é "mental", ou seja, se configurou por intermédio de um pensamento daquilo que chamamos de "Deus", "Criador", "Paramatman", ou seja o rótulo que a vã interpretação humana usa, para caracterizar ou antropomorfizar este princípio iniciador, aquelas visões que temos em meditação de divindades e lugares maravilhosos, não só são reais como são apenas a ponta do iceberg daquilo que se chama "a verdade", que todos procuramos. Mas as vezes, quase podemos "queimar os dedos" tocando em sua emanação em uma meditação. 
As divindades visualizadas, mesmo sendo arrupicas (pois não necessitam de ter forma para se manifestar), usam da matéria de planos muito mais superiores do que os ditos sonhos para se apresentar. Ao meditar em qualquer destas divindades, o que você está vendo é tão real quanto seus próprios pensamentos. E não precisamos se estender aqui para dizer o quanto os pensamentos tem efeito. Caso não tivessem, não haveria depressão, violência, etc, etc.
Meditar para mim não é deixar de pensar. é sim pensar no que é verdadeiro. Não pensar em nada não seria inconsciência? O que procuramos com a meditação não é o contrário: A consciência? Meditem sobre isso. Devemos discernir aquietar e disciplinar a mente, do ato de parar de pensar totalmente.
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Mensagem Dom 11 Set 2016 - 8:08

Olá *Andranamum, seja bem-vindo ao Fórum Sangha Online!  Bem-vindo!
Sobre ficar sem pensar, na perspectiva do Budismo isso ocorre... É que depende do que você entende por pensamento. No Budismo há os 5 agregados: forma (5 sentidos), sensação, percepção, formações mentais e consciência. Formações Mentais e Consciência são duas coisas diferentes. O cultivo da meditação, ou Samadhi, leva à aquietação desses 5 agregados. "O silenciar das formações, cessação, desapego, abandono, Nibbana" como o Buddha dizia.
Samadhi para os budistas nada mais é do que permitir que tudo isso silencie e cesse. É então que reconhecemos o que o Buddha quer dizer com "o abandono do desejo, leva à libertação do sofrimento do Samsara", porque quando deixamos a mente aquietar-se sem qualquer expectativa, então o Samsara é abandonado, gradualmente. Assim Samadhi leva a Sabedoria.

Deixo o trecho de um texto do Ajahn Liem, monge budista theravada da Tailândia, que sucedeu Ajahn Chah na liderança do monastério Wat Nong Pah Pong. É do livro "Santi - Peace beyond delusion" - págs. 28 e 29. Traduzi mais ou menos do inglês logo abaixo:

I decided to sit and walk meditation,
practicing samadhi in the same way I had done it every day.
I sat in order to relax a little before going to sleep, and felt I
was continually observing and watching. On that day I was
physically quite tired and exhausted. My limbs felt painful, and
my feet felt as if they were bruised. So I took the opportunity to
rest a little in meditation, giving my mind a break. I sat in
equanimity, and that was it: I sat not experiencing anything at all
– exactly like someone that had no thoughts, only the experience
of sitting, sitting with nothing, with no thoughts at all,
exclusively possessed of consciousness. The body felt very light
– light in the body, light in the mind. What happened felt like
being in a certain a state of experience. I wouldn't even call it
"good". It was simply something that was happening. It felt very
cool and soothing within the body. It felt like my brain – or, to
put it in better words: my head – was cool. The experience was
one of feeling completely empty, cooled down, and light. It
lasted all day and all night, whether I was standing, walking,
sitting or lying down. In fact, I was completely indifferent
towards the various feelings that I had been subject to all the
time before, since long, long ago. Aversion, anger, love, for
example, or having all kinds of fantasies and proliferations,
28
seeing things either positively or negatively, didn't exist. I was in
the state of equanimity. There was no experience of any
expressions of liking or disliking. To say that things were good
or bad – I wouldn't say that. I can only say that this is an
experience of how one feels without classifying it as good or
bad. The conditioned phenomena of the physical body are
recognised as merely phenomena of the material world (rupadhamma)
that eventually have to arrive at the point where they
disintegrate and dissolve. The thinking mind, or what we call
sankharas or mental proliferations, doesn't manifest at all. There
is only the faculty of seeing – seeing things in accordance with
the truth. Anything which manifests, appears the way it really is.
Viewing things in line with truth means the end of problems.
This experience has lasted continuously. Since that day, I haven't
seen feelings of happiness or suffering occur, or any symptoms
of aversion coming up. There is the experience of being in one’s
own, natural state. Living lightly and silently. At ease in one’s
mind. This is how it is, without having to force it to be that way. I
didn’t force anything; it is an experience in and of itself. I
understand that this arose and became manifest due to the
practice. But I don’t consider myself as good, or superior, or
being somehow special. I see this as a mode in which the
qualities of the Dhamma become evident as a result of one’s
actions.

(Eu decidi fazer meditação sentada e andando, praticando Samadhi da mesma maneira que eu vinha fazendo todos os dias. Então, eu sentei a fim de relaxar um pouco antes de dormir, e eu senti que estava continuamente observando e testemunhando. Naquele dia eu estava fisicamente cansado e exausto. Meus membros estavam doloridos, e a sensação nos meus pés era de que eles estavam moídos. Então, tomei a oportunidade de descansar um pouco em meditação, dando um intervalo para minha mente. Sentei em equanimidade, e era isso: eu sentei sem experienciar qualquer coisa afinal - exatamente como alguém que não tem pensamentos, somente com a experiência de estar sentado, sentado sem nada, com nenhum pensamento, imbuído exclusivamente de consciência. O corpo sentia-se muito leve - leve no corpo, leve na mente. O que estava acontecendo era como estar num certo estado de experiência, que eu não chamaria nem mesmo de "bom". Simplesmente, alguma coisa estava acontecendo. Era muito fresco e suavizante no interior do corpo. Era como se meu cérebro - ou, colocado em palavras melhores: minha cabeça - estava fresca. A experiência era de alguém sentindo-se completamente vazio, fresco e leve. Isso durou o dia todo e a noite toda, estivesse eu parado, caminhando, sentando ou deitando. De fato, eu estava completamente indiferente para com os diversos sentimentos que eu havia sentido antes, desde muito tempo atrás. Aversão, raiva, amor, por exemplo, ou todos os tipos de fantasias e proliferações, ver as coisas positivamente ou negativamente - isso não existia ali. Eu estava num estado de equanimidade. Não havia nenhuma experiência de expressões de gosto ou desgosto. Dizer que as coisas eram boas ou ruins - eu não diria isso. Eu só posso dizer que essa é uma experiência de como alguém se sente sem precisar classificar isso em bom ou ruim. Os fenômenos condicionados do corpo físico são reconhecidos meramente como fenômenos do mundo material (rupadhamma) que eventualmente chegam ao ponto em que se decompõem e se desintegram. A mente pensante, ou o que nos chamamos sankharas ou formações mentais, absolutamente não se manifestam. Permanece somente a faculdade de observação - vendo as coisas de acordo com a Verdade. Qualquer coisa que se manifesta, aparece da forma que ela é. Ver as coisas conforme a Verdade significa o fim de todos os problemas. Essa experiência tem durado desde então continuamente. Desde aquele dia, eu não senti sensações de felicidade ou sofrimento ocorrerem, ou qualquer sintoma de aversão surgindo. Há apenas a experiência de estar num estado próprio e natural. Vivendo levemente e silenciosamente. Com a mente em tranquilidade. Assim é, sem ter de forçar para que assim seja. Eu não forço nada; esta é uma experiência que ocorre por si mesma. Eu vejo que isso surgiu e se manifestou em decorrência da prática. Mas eu não me considero como alguém bom, superior, ou mesmo como alguém especial. Eu vejo isso como a maneira pela qual as qualidades do Dhamma se tornam evidentes como resultado das ações do indivíduo.) 

Como o Buddha diz no Dhammapada - verso 368:
O bhikkhu que permanece com amor-bondade,
dedicado aos ensinamentos do Buda,
realiza o estado de paz e felicidade,
o silenciar da condicionalidade. 


É assim que Sati (Atenção Plena - 7º Fator do Nobre Caminho Óctuplo) leva Samadhi (8º fator), que é o silenciar, a pacificação, a aquietação dos 5 agregados. Então vem a sabedoria que leva a libertação.
Paz!  Agradecimento
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