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 O que o budismo diz sobre masturbação, pornografia e prostituição?

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AutorMensagem
Letícia Torres

Discípulos
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Feminino
Idade : 18
Define-se budista? : Não
Mensagens : 6

Mensagem Seg 29 Jun 2015 - 15:14

É mal visto?
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Convidado

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Mensagem Sab 4 Jul 2015 - 20:59

Também quero saber sobre isso há muito tempo.
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Administrador

Admin
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Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Dom 5 Jul 2015 - 21:29

Olha... Tem que ter cuidado para julgar essa coisa de Moralidade... Não pode ser que nem os "10 Mandamentos", sabe rsrs... Nem os 5 preceitos são assim.. O primeiro é "Não matar intencionalmente" - então você não pode sacrificar um animal se ele estiver sofrendo? Mesmo se você fizer isso com a intenção compassiva e gentil, você vai fazer karma ruim? Não pode ser rígido quando for considerar os 5 preceitos assim  Feliz
Resumindo tudo o que eu escrevi aí embaixo, a perspectiva do Budismo não é falar "Isso é certo, isso é errado" - a escala não é preto e branco, mas tem um gradiente de cinza com várias tonalidades. Para você julgar se algo é moral ou não, o importante é partir da intenção, e partindo disso, essas 3 coisas que você colocou é melhor que sejam abandonadas, mas não é bom falar "É errado e se você faz isso, você vai para o inferno - ponto.", porque isso só cria remorso e muito sofrimento. A prática é gradual, tem todas essas tonalidades, e nós vamos "subindo essa escada".
Sempre que surgir dúvidas sobre Preceitos, Atos e Ações eu aconselho a lembrar como o Buddha aconselhava o seu filho, Rahula no Ambalatthikarahulovada Sutta, em que ele diz:

Rahula, enquanto você estiver praticando uma ação corporal, você deveria refletir a seu respeito: 'Esta ação corporal que estou praticando - conduzirá à minha própria aflição, à aflição de outros, ou ambos? É uma ação corporal sem habilidade, com conseqüências dolorosas, resultados dolorosos?' Se, refletindo, você sabe que conduzirá à sua própria aflição, à aflição de outros, ou ambos ... você deveria desistir dela. Porém se refletindo você sabe que não é ... você pode continuar com a ação corporal.


Ele diz enquanto ESTIVER praticando, quando QUISER praticar e também APÓS praticar, ou seja, antes, durante e depois.
Partindo desse trecho que coloquei, o importante é ver duas coisas, basicamente: intenção e consequência. Qual a intenção do ato? Qual a consequência dela?
Isso deve ser usado com sabedoria, mas sem rigidez. Muita gente olha para o primeiro preceito "Não matar intencionalmente." - quer dizer que se meu animal estiver sofrendo muito, não posso sacrificá-lo?  O preceito de nunca mentir - e se a sua mentira salvar uma vida? E se, sem o aborto, nem a mãe sair viva?
Não estou dizendo que matar animais é permitido ou que o aborto é sempre liberado, mas que dependendo de cada situação e da INTENÇÃO/MOTIVAÇÃO da pessoa, temos que tomar cuidado para não sermos muito rígidos.

Importante é ver a intenção e a consequência. A intenção é beneficiar aos outros seres, ou apenas meu Ego e minhas preferências? Isso vai trazer sofrimento aos outros, ou a mim?
Homossexualidade, por exemplo - isso é algo "praticado" com a intenção de ferir os outros?
Aí você pode dizer - Ah, mas isso incomoda os outros sim! A consequência é ruim, então homossexualidade é errado - não, não é!  Feliz
Nesses julgamentos que temos que tomar cuidado, porque aí a Mente corrompida começa a usar os próprios ensinamentos para nos confundir. Homossexualidade não leva ao sofrimento dos outros - os outros é que sofrem porque não têm Entendimento Correto.
Muitos monges são vistos por seus discípulos como imprevisíveis - costumam ser gentis e amáveis e de repente estão xingando e gritando com um monge porque ele fez algo que parecia inofensivo. Mas sempre que deixam seus preconceitos de lado e observam mais calmamente, percebem que seus mestres apenas agem de forma grosseira para despertar a vergonha e a atenção de seus discípulos, porque fizeram algo que não está de acordo com a prática. Percebe? É uma ação aparentemente má, mas com uma intenção subjacente compassiva e bondosa, de tentar ajudar ao outro. É como gritar com um cachorro na intenção de adverti-lo e educá-lo, não de agredi-lo. A intenção é boa, então a ação é boa. Embora pareça que a ação tenha uma consequência ruim, se for olhar com sabedoria, ela é majoritariamente boa, consequentemente. Então temos que tomar cuidado na hora de julgar se uma ação é correta ou não.

Mas basicamente o melhor parâmetro é Intenção. Karma não é apenas Ação, Karma é Ação INTENCIONAL. E vale ressaltar também que, muitas vezes, embora nossa ação tenha boas intenções, às vezes fazemos algo que não dá certo. Se a intenção foi boa, perdoe-se. Se não você cai num dos 5 Obstáculos (Nivarana) para a Meditação, que é Inquietação e Remorso, especialmente Remorso (também traduzido como Ansiedade). Ficamos remoendo o que fizemos de errado, como se isso fosse ajudar a evitar que cometamos o mesmo erro futuramente. Esse "remoer" só traz sofrimento e mais apego, não é assim que se treina a mente.
E além disso, é bom lembrar que as Intenções boas, hábeis, benéficas, são aquelas que desenvolvem as boas qualidades para a mente. E quais são as boas qualidades que o Buddha elogiava? Quais são as qualidades que devem ser cultivadas para esse Dhamma?
Vale lembrar o que o Buddha disse para Gotami no Gotami Sutta!

"Quanto às qualidades que você provavelmente conhece. ' Essas qualidades conduzem ao desapego, não à cobiça; a estar livre dos grilhões, não a estar agrilhoada; à renúncia, não ao acúmulo; à modéstia, não ao engrandecimento pessoal; à satisfação, não à insatisfação; ao isolamento, não ao enredamento; a estimular a energia, não à preguiça; a não ser um incômodo, não a ser um incômodo: Você deve definitivamente entender, ' Isto é o Dhamma, isto é o Vinaya, essas são as instruções do Mestre.'"


Se formos fazer algo cuja Intenção seja cultivar essas qualidades, cuja consequência estimule essas qualidades, então esse é o caminho.
A partir daí trilhamos o Caminho do Meio. Não vamos nem pelo caminho da Mortificação ou Aversão, tentando suprimir e destruir os pensamentos; nem pelo caminho da Indulgência ou Cobiça, que consiste em ficar se envolvendo com os pensamentos pensando nisso ou naquilo - seguimos o caminho do Desapego, do estarmos cientes sem envolvimento. Praticamos a Atenção Plena - vemos a forma como forma, sensação como sensação, formação mental como formação mental, consciência como consciência. Vemos corpo como corpo, pensamento como pensamento, raiva como raiva, depressão como depressão, com Amor Bondade e Contentamento - não ficamos com essa mente dual, que quer isso em vez daquilo. Recebemos qualquer fenômeno que venha, reconhecendo-o por o que ele é e permitindo-o cessar a seu próprio tempo. Só assim a mente silencia e a Sabedoria passa a ter espaço para florescer.

Então, se a intenção é cultivar essas coisas, é fazer o bem aos outros, então tudo bem.

Agora, é claro que a prática tem degraus. Não vá querer começar a fazer que nem os monges, comendo 1 vez ao dia e dormindo na floresta rs. Cada um deve ir se desenvolvendo de acordo com sua própria prática. Por isso o Buddha pedia para os iniciantes que abandonassem a prática de sexo ilícito (com outro que não o cônjuge), mas reconhecia que para a Iluminação é inerente que se alcance o Celibato, o abandono da prática sexual. Então são vários degraus, mas tem um mínimo que são os 5 preceitos, e a partir disso nós vamos reconhecendo o que vale a pena abrir mão para simplificar a mente e reconhecer a cessação dos fenômenos condicionados, porque Nirvana/Nibbana é isso: cessação, silenciar das formações, o apagar da chama. 

Então... Masturbação, Pornografia e Prostituição - com que intenção se pratica isso? É com a intenção de ferir? É com a intenção de beneficiar aos outros seres? Isso estimula essa mente desatada, capaz de observar os pensamentos sem tentar suprimi-los ou envolver-se com eles?
Você vai contar uma mentira - isso é com a intenção de beneficiar apenas seu Ego e seus desejos, ou de salvar uma vida? Você vai sacrificar um animal - é porque não aguenta mais a dor de vê-lo sofrer ou porque reconhece que não há mais condições dele sobreviver?

No final das contas, essas 3 coisas têm de ser abandonadas de qualquer maneira, mas lembre-se que Desapego é feito de forma gradual. Alguns precisam começar apenas com os 5 preceitos - outros já acham libertador fazer um retiro de silêncio de 2 dias todo mês. Depende do nível da prática de cada um.
Desses 3, eu acho Prostituição o mais "interessante", quando é praticado com a intenção de conseguir uma via de sobrevivência. Em alguns casos isso é muito delicado, não pode querer fazer os "10 mandamentos" e falar - BUDISMO PROIBE PROSTITUIÇÃO. Mas a medida que você observa a mente, o que é que isso tudo estimula? Como melhorar isso?
Entende? Eu não quero relativizar, e falar que tudo pode com boa intenção - tanto que o Buddha colocou que quando você alcança uma compreensão - compreensão, profunda, vinda da meditação, do que realmente é NÃO-EU, Anatta - algumas coisas, por mais que você tente forçar, não tem como a mente fazer ou sentir, porque ela atingiu uma compreensão que não tem mais volta. É a natureza - não tem mais como. Então, um Arahant, inevitavelmente, abandona algumas coisas, como o sexo. Só que não pode fazer uma coisa que nem os 10 Mandamentos que diz que não pode mais fazer sexo, e que quem faz é mal. Quando você coloca um monte de regras pra pessoas que não têm um nível mental capaz de praticar, o que surge é remorso e ansiedade, e desse sofrimento a meditação não consegue progredir.
Por isso é importante reconhecer que a renúncia é gradual. Não pode ser "Pode fazer isso. Não pode fazer aquilo.". Mas também não é que pode fazer tudo. A prática é gradual, mas é inerente da natureza da mente que algumas coisas são abandonadas a medida que se atinge um certo nível de compreensão.

Mais importante do que dizer "Aborto pode. Homossexualidade não pode. Fumar pode. Beber não poder. Pornografia pode. Masturbação não pode. Casamento com 2 cônjuges pode.", eu acho que é primeiro entender que a perspectiva Budista sobre Regras Morais é essa. A partir do momento que se entende isso, que se entende que a Intenção é o parâmetro para julgar se um ato é benéfico ou não e que se entende que devemos buscar, progressivamente, aquilo que estimule essa mente contente e amorosa, capaz de acolher a tudo sem preferências e permitir cessar a seu próprio tempo, sem forçar, é que podemos começar a perceber: "Quais as coisas básicas que me comprometo a praticar? Que hábitos me comprometo a começar a abandonar?".

Mas, sendo sincero, quando eu penso nessas coisas, elas estimulam muito desejo, apego e cobiça. Masturbação mesmo acho algo muito egoísta rsrs. Sexo conjugal é mais gentil [?]  Rindo Porque você pode praticar a intenção de ser paciente e compassivo com o outro. Mas quando quiser ir além e praticar o celibato, pode ser que perceba que a meditação vai ainda mais fundo. Então, é gradual desse jeito  Muito feliz
Então, o essencial é intenção. Qual a intenção ao ir masturbar-se? 
É muito interessante essa coisa de intenção, sabe... O Buddha colocava aos monges uma condição: você pode comer, mas desde que seja para manter esse corpo em benefício de todos os seres. É tão interessante isso - quem come cultivando a intenção de "Vou comer em benefício de todos os seres"? Quem pratica pensando em abandonar essa intenção de só buscar prazer, prazer, prazer e cultivar essa mente que se conscientiza dos fenômenos como Impermanentes, e permite que as preferências ardam até que se acalmem e desapareçam, deixando apenas essa mente silenciosa? Dá para fazer isso? Dá para ver a raiva surgindo e abandonar os 2 extremos, isso é, o de tentar acabar com a raiva "Não posso sentir raiva, tenho que ser compassivo" ou o de se envolver com ela "Pessoa maldita! Vou me vingar dela! Por que ela fala assim comigo? Não gosto que isso seja assim!", e seguir o caminho dessa mente que observa desprendida, afastada, desapegada, abrindo mão, permitindo silenciar, permitindo cessar, com contentamento, amor bondade, consciência da morte, da impermanência, do vazio de todos os fenômenos? É isso que devemos tentar cultivar, e é disso que trata a meditação - não de forçar os pensamentos a sumirem e alcançar um "êxtase forçado". Então, em que medida essas coisas que você citou estimulam isso? Em que medida sexo conjugal estimula isso? Em que medida o celibato estimula isso? Em que medida ser um monge que só alimenta intenções fantasiosas estimula isso? Em que medida ser um rei rico que pratica a caridade estimula isso? (essa é outra contradição - quem está praticando mais, o monge que só fantasia, ou o rei que pratica caridade? Basta renunciar aos bens materiais e viver um vida simples, se a intenção não é hábil?)
E tanto que o Buddha coloca que a coisa mais compassiva a ser feita é alcançar a Iluminação. "Vou praticar esse caminho e alcançar o Nirvana em benefício de todos os seres". Entender essa intenção não é fácil (o ponto é - o que é intenção? Qual a minha ao fazer isso ou aquilo?), construi-la e cultivá-la também não, mas é algo digno de ser investigado. Essa é a prática...  Agradecimento
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