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 Buda não foi egoísta ao fugir do palácio?

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Administrador

Admin
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Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Sab 13 Jul 2013 - 8:03

Buda não foi egoísta ao fugir do palácio?
Muitos fazem essa pergunta que se encontra mal estruturada. A pergunta correta é se Sidarta não teria sido egoísta, afinal, quando ele fugiu, ele ainda não era o Buda.
Algumas pessoas sentem aversão ao Buda ao saberem que, aos 29 anos, ele fugiu de sua vida real, abandonou a sua família sem avisar a ninguém para seguir a Vida Santa. Não foi um ato irresponsável? Ele não foi um egoísta? Jogou fora tudo o que a família e o reino dele fizeram por ele! Mas será que estamos medindo as coisas corretamente para julgá-lo?
Sidarta foge do palácio em seu cavalo.
Primeiramente, como observado no início, Sidarta sequer era um Buda quando fugiu de casa - ou seja, ele ainda não havia despertado para a realidade do sofrimento. Então, não foi Buda, o Iluminado, que fugiu do palácio. Foi Sidarta, um homem envolvido em crise existencial e numa angústia muito forte que o deixara insatisfeito com tudo, porque tudo na vida era impermanente e efêmero, mesmo a sua vida.
Portanto, escolher fugir de casa não deve ter sido uma decisão fácil. Ele largou tudo, todo o seu luxo e comida boa por uma vida muito simples, com pouca comida dada pelos outros e sem moradia fixa, sendo que as árvores eram as melhores proteções da chuva. Então, na verdade foi um ato corajoso o de Sidarta. Ele foi capaz de se desapegar de toda a sua vida confortável para tentar compreender o sofrimento humano e compartilhar tal entendimento com os outros.
Mesmo tendo abandonado seu filho Rahula, Sidarta se dedicou a uma busca mais nobre. Ele poderia ter ficado em casa, cuidado de seu filho e de seu reino, mas, em vez disso, ele se dedicou a uma vida simples para descobrir como acabar com a insatisfação humana - logo, ele foi movido pela compaixão, não pelo egoísmo. Mesmo seu filho ia morrer, sua esposa ia ficar doente: toda sua família e seu reino sofreriam, então, há busca mais nobre e compassiva do que largar todos os seus desejos para descobrir como eles podem se libertar? Essa herança com certeza supera qualquer herança mundana, mesmo aquela que poderia ter sido construída durante anos pelo seu pai, o rei.
Inicialmente Sidarta foi, de fato, movido pela sua própria angústia, mas tudo precisa surgir direcionado a nós primeiro. Só aprendemos a amar os outros quando amamos a nós mesmos, primeiro. Então, não podemos esperar que Sidarta tenha fugido por estar apenas preocupado com os outros. Isso é uma forma errônea de se pensar - ele fugiu por uma angústia interior que era parte de todo ser humano. E é essa angústia que nos move, que nos faz pensar por que estamos sofrendo, não é? Se para nós a vida fosse sempre boa, do jeito que quiséssemos, não pararíamos para pensar como nos libertarmos disso - e o triste é que muitos se iludem dessa forma, tentando se convencer de que sua vida está boa, mesmo sabendo que não está. Então, mesmo refletir sobre a vida e admitir que você não compreende o sentido dela e que precisa dessa compreensão já requer um ato de coragem, não egocêntrico.
Portanto, Sidarta não foi egoísta. Ele, assim como nós, ficou cético quanto ao sentido da vida e decidiu buscar a resposta para essa questão universal - e depois ele compartilhou a Verdade conosco. Portanto, foi necessário toda essa angústia e fuga para conhecermos o Dharma que rege as leis da Mente.
Mas quando ele alcançou o Nirvana, ele até pensou em não ensinar o Dharma aos outros! Nisso ele não foi egoísta?
Essa é uma questão interessante, pois requer um pouco mais de sensibilidade da nossa parte.
Para se tornar um Perfeitamente Iluminado, ou seja, um Buda que descobre o caminho sozinho e o ensina aos outros, o Budismo diz que é necessário servir aos outros seres durante muitas vidas, percorrendo o caminho de Bodhisatta (ou Bodhisattva). Portanto, o Buda alimentou compaixão e buscou ajudar muitos seres durante várias vidas até se tornar Iluminado - porque então ele, de repente, pareceu esquecer esse voto de servir aos outros?
O fato é que, quando Bodhisatta não-iluminado, Buda não tinha ideia de como o Nirvana era algo sutil e complicado de se realizar, como requeria algo além do simples esforço ou reflexão, mas uma prática realmente complexa. Portanto, quando ele alcançou o Nirvana, ele percebeu que aquela realização era mais complicada do que ele pensava, e isso freou seu voto de servir aos outros, porque ele percebeu que ajudar os outros a entenderem a Iluminação seria muito difícil, talvez ninguém o compreenderia!
Então, essa dúvida que surgiu a ele de "Ensino esse Dharma sublime aos outros ou não?" se deve a algo que não podemos compreender. Foi um sentimento de alguém que sofrera por várias vidas espalhando compaixão aos outros e que alcançou uma realização sublime e sutil sem mestre, um sentimento com o qual ele entestou ao perceber que a Paz Suprema não seria tão simples de se ensinar com nossa linguagem mundana. Então, essa é uma sensação que só um Buda, em sua exclusividade e solidão de "descobridor" do Dharma, compreenderia totalmente.

Logo, o Buda, ou melhor, o Sidarta ainda não-iluminado, não foi egoísta ao fugir do palácio. Ele foi corajoso e, posteriormente, compassivo, visto que ele foi capaz de largar todo o seu conforto para encontrar a resposta para a questão existencial e universal do sofrimento. E, como não poderia ser diferente, seu ponto de partida foi uma angústia existencial que é o pontapé inicial da reflexão acerca do que estamos fazendo aqui, afinal de contas. Se ele não tivesse abandonado o palácio e sua família, talvez o Caminho para o Nirvana ainda não teria sido divulgado.
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