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 Apresentação - airton_gm

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airton_gm

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Mensagens : 3

Mensagem Dom 25 Dez 2016 - 19:49

Saudações a todos!
Tenho 24 anos, moro no Ceará.
Perdi a fé no Cristianismo e posteriormente começei a me interessar por estudos da mente tais como auto-ajuda e o próprio Budismo. De todas as filosofias e psicoterapias que tratam da mente, o Budismo é, de longe, o mais completo e que me tranquiliza mais. Antes de conhcer o Budismo eu já era Budista porque me toquei da supremacia da mente no que tange a obtenção da felicidade. Isto é, a felicidade é criada na mente e experienciada pela mente, tal como o Budismo me confirmaria depois.
Ano passado eu estava meditando deitado na penumbra quando tive a sensação de quase sair do corpo. Fiquei bastante desconfiado de que aquilo poderia ter sido uma semi-projeção astral. Coisa sobre a qual eu só fui ler depois. Curiosamente, o Budismo também admite a existência desse tipo de experiência, embora não o estimule com frequencia.
Este ano eu estava lendo um áudio do Acesso ao Insight sobre meditação e o monge fala que depois de um certo estágio o meditador entra em experiências chamadas Jhanas. Eu também fiquei um pouco impressionado com aquilo porque o Budismo me passa credibilidade além do que milhares de praticantes monges e leigos já relataram ter realizado os Jhanas (inclusive praticantes do Hinduísmo).
Essas coisas me deixam com a pulga atrás da orelha:
1 - Tudo o que o Budismo diz é plausível. Ao contrário da Bíblia Cristã que entra em contradição direta com a realidade facilmente observável.
2 - A projeção astral existe, ou seria só um sonho muito lúcido?
3 - Os jhanas levam à iluminação, ou são só uma experiência mental?
Era isso que eu gostaria de perguntar a vocês: Os jhanas levam à iluminação, ou são só uma experiência mental?
Como o meditador sabe que, de fato, alcançou Nibana e que isso não é só, uma simples experiência mental?
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Mensagem Sab 31 Dez 2016 - 9:09

Olá airton_gm, seja bem-vindo ao Fórum Sangha Online!  Bem-vindo!
Infelizmente precisarei sair agora rsrs... Mas em breve retornarei para te receber melhor, e contribuir no que eu souber! Até breve!  Feliz
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Mensagens : 472

Mensagem Dom 1 Jan 2017 - 11:52

Olá, voltei!  Rindo
Fico feliz com a sua inspiração pelos ensinamentos do Buddha... lendo o que você escreveu, me lembrei de um trecho de um filme tailandês sobre a vida do Buddha em que ele é mostrado dizendo: "Aquele que procura alguma felicidade que não seja a felicidade da mente, nunca encontrará felicidade verdadeira. Mas quando quer que ele veja que o mundo é vazio, sua mente poderá sentir-se leve e feliz." alguma coisa assim... E é realmente sobre isso que é o ensinamento do Buddha. Quando compreendemos que o que experienciamos muda, o que gostamos muda, o que odiamos muda... que tudo é vazio porque tudo muda, então percebemos que não devemos levar nossas experiências e preferências muito a sério... Experiências ruins vão passar, experiências boas vão acabar, nossas personalidades vão mudar, nossas metas perderão sentido e novos objetivos irão surgindo... e é assim... tudo vazio, sempre mudando... Então percebemos que não precisamos levar nada disso muito a sério. Quando levamos a sério surge cobiça e raiva, e as pessoas vão discutindo por o que querem, por o que desejam, pelas ideias que discordam, brigando para conseguirem o que almejam... e por aí vai. Mas quando vemos que tudo é vazio, então os desejos se assentam, e a mente fica leve e satisfeita com qualquer coisa... porque qualquer coisa que vier, é tudo igual neste ponto: é tudo vazio. É tudo impermanente. É compreendendo isso que a mente fica leve, tranquila, contente, satisfeita, pacífica, amorosa, acolhedora, verdadeiramente feliz!
A projeção astral existe... Mas realmente o Buddha não estimulava a prática de meditação para o desenvolvimento de super-poderes, a menos que você faça isso por generosidade!  Rindo... Mas muito difícil entender isso... muito difícil alguém querer desenvolver super-poderes puramente por generosidade. Se a pessoa não for atenta, ela vai acabar querendo desenvolver essas habilidades por más intenções, como desejo por fama, orgulho, arrogância...
Porque veja, quando vamos praticando o ensinamento, vamos compreendendo que a única motivação lógica para mover-se no mundo é generosidade. Mas à medida que vamos fazendo isso, vamos vendo como é difícil agir só por generosidade. Sempre surge a vontade de dizer algo a alguém para provocar, ou de pegar aquele objeto para exibir a alguém por vaidade, ou de aceitar um desafio para disfarçar o medo, ou de evidenciar um fato para conquistar elogios... sempre surgem essas intenções inábeis. À medida que observamos a mente, vemos que nos atos mais simples podem surgir intenções sujas... Se em coisas tão básicas como falar e mover o corpo nós acabamos cultivando motivações inábeis, imagine só em coisas mais avançadas como desenvolver super-poderes?

Então o Buddha desestimulou praticar meditação para aprender habilidades extra-sensoriais. Muito perigoso. Melhor usar a meditação para o principal, que é desenvolver o bom coração e mente. Então, quando você tiver verdadeira sabedoria no coração, pode desenvolver super-poderes para ajudar os outros. Porque se for desenvolvê-los por ignorância ou ambição, provavelmente acabará decaindo depois, regredindo alguns renascimentos depois, e acabará perdendo tudo. Porque no Samsara é assim, não é? Tudo é vazio, tudo é impermanente, tudo é impessoal - sem dono, sem proprietário. Nada é eterno - então, uma hora ou outra as coisas no Samsara são perdidas. Por isso as coisas do Samsara são:
- ou para serem usadas por generosidade, em benefício de todos os seres, até que se alcance a Iluminação;
- ou para serem abandonadas, deixando que cessem a seu próprio tempo.

É só isso. Porque não há nada no Samsara que possamos possuir ou nos apropriar para sempre. Cedo ou tarde as coisas definham e acabam. Então, não devemos nos identificar com nada. Apenas usamos por generosidade, e quando perdermos essas coisas, as deixamos ir de bom grado. 
Mas esses poderes existem sim... Cito um exemplo:
'Aquele Abençoado desfruta dos vários tipos de poderes supra-humanos: tendo sido um, ele se torna vários; tendo sido vários, ele se torna um; ele aparece e desaparece; ele cruza sem nenhum problema uma parede, um cercado, uma montanha ou através do espaço; ele mergulha e sai da terra como se fosse água; ele caminha sobre a água sem afundar como se fosse terra; sentado de pernas cruzadas ele cruza o espaço como se fosse um pássaro; com a sua mão ele toca e acaricia a lua e o sol tão forte e poderoso; ele exerce poderes corporais até mesmo nos distantes mundos de Brahma.'"- http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN12.php

Sobre os Jhanas, eles são uma experiência mental que se utilizada com sabedoria, pode levar à Iluminação. Afinal, os jhanas compõem o oitavo elemento do Nobre Caminho Óctuplo.
Os Jhanas são um nível de meditação, um nível de unificação da mente, em que a mente se unifica de tal forma a renunciar a níveis de percepção dos 5 sentidos. É como se a mente abandonasse o mundo dos 5 sentidos e se unificasse, a fim de observar mais de perto as experiências do sexto sentido, que é a mente, na ausência dos 5 sentidos. 
Essa experiência é útil para a prática budista porque ela é uma experiência de renúncia, de desapego. A mente se desapega da percepção do mundo e dos 5 sentidos e "percebe apenas o mundo mental". É como renunciar a um universo de percepção mais grotesco para focar num universo de percepção mais sutil rsrs...
E é uma experiência prazerosa poderosa, porque mostra ao meditador o que o Buddha quis dizer ao afirmar que a renúncia leva à satisfação.
Primeiro nós vemos que renunciar aos vícios já traz uma alegria no coração. Depois, renunciamos a alguns vícios mais discretos, como orgulho e vaidade... renunciamos ao apego pela nossa virtude... até que vemos o que é a renúncia aos prazeres dos 5 sentidos... Renúncia após renúncia, vamos percebendo que a quanto menos coisas a mente está apegada, mais satisfeita ela fica.

Quando isso termina na Iluminação é complicado para o indivíduo perceber, porque a prática ocorre em vários estágios de renúncia, então há vários níveis de satisfação em que as vezes a pessoa olha e pensa precipitadamente: "Oh! Isso é Nirvana! Alcancei a Iluminação!", quando na verdade não é rsrs...
Há relatos de muitos monges contando que ao experienciarem níveis profundos da prática, ou da meditação, eles acreditaram terem alcançado a Iluminação, porque chegaram a um nível de virtude e unificação mental tão poderoso, que tudo parecia muito estável e pacífico. Não havia apego pelos prazeres do mundo, a mente parecia impossível de ser agitada, e sempre havia um sentimento de plenitude e tranquilidade... Mas com o tempo, a Atenção Plena percebe que mesmo esse sentimento profundo não é estável. Os monges dizem que com o tempo a Atenção Plena percebe um desconforto sutil ali, um tipo de "medo" de que essa paz ou essa plenitude vá embora. Diz-se que é muito difícil perceber esse medo, porque é um apego muito sutil.  Mas quando a pessoa percebe esse apego e pratica até desenraizá-lo, ao contemplar que qualquer experiência nos 5 agregados é impermanente, só então ela alcança a Iluminação.

Então é difícil dizer quando alguém pode afirmar que alcançou Nirvana - isso não é algo para se falar sobre rsrs... A prática tem muitos níveis, e a cada nível muitas pessoas se enganam achando que alcançaram a Iluminação, só porque sentiram um prazer e plenitude que nunca sentiram antes.
São nesses momentos que temos que lembrar dos fundamentos dos ensinamentos do Buddha - nada nos 5 agregados é permanente ou satisfatório. Absolutamente nada. Sexo, prazeres no ouvido, prazeres no paladar, fama, elogios, dinheiro, conforto, meditações profunda, renascimento como Deus todo poderoso ou Brahma... nada nos 5 agregados é permanente. Por isso que todo resquício de apego deve ser percebido e abandonado. E a cada nível que se avança, é mais difícil perceber isso, porque a cada estágio maior e mais duradouro é o prazer experienciado pelo praticante. Mas por mais duradouro que seja um prazer meditativo, mesmo o prazer do último jhana não é eterno. Só assim, quando a mente atinge essa sabedoria de ser capaz de não se envolver com nenhum prazer dos 5 agregados porque compreende que qualquer coisa que se experiencie nos mesmos será perdido, é que a mente se desengaja de tudo e atinge Nibbana.

Portanto, muito difícil falar sobre Nibbana. Não adianta falar sobre isso.
Nibbana é o abandono pelo desejo por qualquer experiência. É o abandono de Tanha - desejo por ser/existir e não-ser/existir. A cada passo no caminho, Tanha fica cada vez mais escorregadio, mais difícil de "catar" rsrs... Porque a medida que renunciamos, nossos apegos vão se instalando em coisas mais sutis, mais encantadoras... por isso que o ensinamento do Buddha é tão difícil e sutil.
Então, melhor não falar muito sobre isso... Mas, ao mesmo tempo, é interessante contemplarmos a profundidade desse ensinamento para nos lembrarmos sempre que, independente das incríveis experiências que vierem dessa prática, nós sempre devemos retornar às 4 Nobres Verdades. Basta aguardarmos um pouco, e veremos que a máxima é sempre esta: "Isto também vai passar.". Não importa o que aconteça: "Isto também vai passar.". Não importa que experiência incrível ocorra na mente: "Isto também vai passar.". Não importa em que paraíso esplêndido venhamos a renascer: "Isto também vai passar."... É difícil entender isso rsrs...

Aí alguns perguntam: se Nibbana é a cessação dos 5 agregados, será que em Nibbana sobra algo fora dos 5 agregados? Pois bem, o Buddha não falava sobre isso...
O Buddha dizia apenas: "meu ensinamento é sobre o sofrimento e o fim do sofrimento". Há alguma coisa após o fim do sofrimento? Não adianta falar sobre isso. Cada um deve realizar a própria prática e ver por si mesmo. Mas praticar sempre com prudência, nunca deixando-se apegar facilmente a qualquer coisa diferente que aparecer, porque existem muitos níveis de experiência novos na mente, mas o Buddha sempre alertou: não aposte na eternidade de nenhum deles, porque todos passam.  
Feliz

Mas essas coisas são profundas demais... Renunciemos primeiros as coisas pequenas, e aos poucos poderemos ver a impermanência mesmo nas experiências mais profundas e sutis!
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