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 Dúvida sobre os 6 reinos do samsara

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AutorMensagem
evertondn

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Mensagens : 2

Mensagem Ter 17 Jan 2017 - 22:38

Olá amigos, muito boa noite !

Sempre me simpatizei com as doutrinas budistas e enfim resolvi estudar e práticar seus ensinamentos, em meio a este aprendizado vem me surgindo algumas dúvidas, uma delas é em relação aos reinos do samsara, se entendi bem existem 6 reinos, o do Inferno, Fantasmas Famintos, Animal, Humano, Semi Deuses e Deuses, o renascimento de nossa mente em um desses reinos será guiado pela intensidade de nosso carma negativo ou positivo, pois bem... a minha dúvida é em relação ao hospedeiro ou recipiente da vida seguinte (ou anterior), no mundo humano o recipiente da mente é o corpo humano, no mundo animal o corpo de um animal... mas no mundo do inferno, fantasmas famintos, semi deuses e deuses qual é o "hospedeiro" da mente ?

Quando nos referimos ao mundo animal, estamos nos referindo também a insetos, fungos, bactérias ? Refletindo sobre essa pergunta, eu acabo chegando ao nível molecular da coisa..  células do nosso corpo ou de qualquer ser vivo nascem e morrem a todo instante, ou seja possuem um intervalo de vida, sendo assim de que maneira elas são compreendidas dentro do 6 reinos do samsara ? e o grupo da flora, plantas, vegetais e frutas como ficam no ciclo do samsara ?

Eu até entendo que uma planta, fungo ou célula, não possuem capacidade cognitiva tão evoluida como a de um ser humano ou seja não deselvoveram uma "mente racional", mas ainda sim acredito que possuam uma "mente", ela não é racional mas é uma "mente", pois todos os seres vivos possuem terminações nervosas e interações químicas que de alguma forma conduzem suas vidas a sobrevivência, e essa condução é realizada em ações, uma planta por exemplo realiza a fotossintese, transformando o díoxido de carbono em óxigênio purificando nosso ar e aumentando a espectativa de vida dos humanos  e alguns animais, ou seja é uma ação benéfica e por assim ser, se enquadra como carma positivo, está teoria é valida dentro dos ensinamentos budistas ? uma planta, fungo, célula pode ter carma ?

Há e outra coisa, em qualquer um dos reinos é possível alcançar o nirvana ? um humano ou qualquer ser que alcançou a iluminação irá com certeza renascer no reino dos semi-deuses ou deuses ?

Bom por enquanto é isso, uma dúvida foi levando a outra e ai fui escrevendo, eu tenho mais alguns questionamentos mas vamos ao poucos rs, há e se eu falei alguma besteira ou viajei na maionse por favor me corrijam rsrs

Muito obrigado !
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pierrot

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 31

Mensagem Qua 18 Jan 2017 - 10:56

Olá.
Eu sou novo no budismo também, e não sei responder aos seus questionamentos de forma clara ou 100% correta. Mas como pode demorar um pouco para o Administrado poder responder, então aconselho que você dê uma lida no site Acesso ao Insight, talvez te ajude um pouco enquanto o Administrador está ausente rs.

Sobre Kamma (Karma) http://www.acessoaoinsight.net/kamma_karma.php

Sobre renascimento: http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/renascimento.php

Os 31 mundos de renascimento: http://www.acessoaoinsight.net/caminho_liberdade/mundos.php

Espero ter ajudado.
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Administrador

Admin
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Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Sab 21 Jan 2017 - 18:58

Olá evertondn, seja bem-vindo ao Fórum Sangha Online!  Bem-vindo!
Perguntas metafísicas são meio difíceis, porque ninguém tem uma resposta certa rsrs... Karma e Renascimento são duas questões que os budistas discutem entre si, mas é difícil adotar uma posição com certeza, porque o Buddha dizia que o importa era refletirmos sobre isso a fim de reconhecer a importância de sermos boas pessoas e então, pode ser que por meio da meditação profunda, nós chegássemos a ver essas realidades por nós mesmos. Só aí há certeza, de fato.

Então, o essencial mesmo é refletirmos sobre isso e nos perguntarmos sobre a importância de sermos uma boa pessoa, mas podemos conversar sobre essas questões.

Inclusive até fui reler um Sutta sobre isso antes de te responder, fazia tempo que eu não lia esse sutta rsrs...

Bom, sobre essa parte da Cosmologia Budista, você entendeu certo sobre os reinos que existem.
Um ponto importante é que Nirvana, ou Iluminação só podem ser alcançados no Reino Humano e em alguns níveis mais baixos do "Reino dos Devas" vamos falar assim rsrs...
Isso porque nos níveis mais altos, os Devas não têm forma ou experimentam muito prazer e êxtase de forma quase totalmente estável, de tal forma que é muito difícil contemplar os ensinamentos do Buddha sobre Impermanência ou falta de plenitude.
O melhor reino para contemplar o que o Buddha ensinou é o Reino Humano, porque é onde temos um pouco de prazer e um pouco de dor. Em reinos onde o prazer é quase constante e quase permanente, é difícil contemplar essas coisas.
Nos níveis mais baixos os Devas experimentam muito mais prazer do que dor, mas ainda dá para contemplar rsrs...

Sobre os Devas, existem diversos níveis. Em geral, são assexuados (não existe Deva feminino e Deva masculino) e desfrutam de muitos prazeres divinos, à medida que aumenta o nível do renascimento. 
No Inferno não é muito claro... pelas descrições do Sutta, parece que o recipiente da mente no Inferno são corpos humanos mesmo... só que são corpos que sofrem muita tortura... Mas o Buddha fala em torturar os pés, mãos, fala de órgãos como estômago e intestino... então dá a entender que é um corpo humano mesmo.
Os fantasmas famintos eu não lembro bem. Lembro que o Buddha dizia que eles têm uma boca pequena, e barrigas enormes rsrs... Então, eles têm muita fome, mas não conseguem comer muito por vez... Isso faz parte do sofrimento de renascer nesse estado.

Sobre plantas e fungos, essa também sempre foi uma dúvida que eu tive... Aliás, uma dúvida que os budistas em geral têm, porque nos Suttas não fica claro o entendimento do Buddha sobre plantas - se seriam seres vivos ou não. Nunca vi alguma menção sobre isso, pelo menos, e em outros fóruns sobre Budismo nunca vi alguém que soubesse. Então, é uma dúvida que ficou no ar rsrs...

Sobre o nível molecular, é algo meio confuso... Também não adianta falar muito sobre isso, porque o Buddha não falava rsrs... Mas assim, o óvulo e espermatozóide são células... mas não existe vida ali. De fato, o Buddha disse:

26. “Bhikkhus, a concepção de um embrião num ventre ocorre através da união de três coisas. [9] Aqui, existe a união da mãe e do pai, mas não é o período fértil da mãe e o ser que irá renascer [10] não se encontra presente – neste caso não existe a concepção de um embrião no ventre. Aqui, existe a união da mãe e do pai e é o período fértil da mãe, mas o ser que irá renascer não se encontra presente – neste caso também não existe a concepção de um embrião no ventre. Mas quando existe a união da mãe e do pai e é o período fértil da mãe e o ser que irá renascer se encontra presente, através da união dessas três coisas ocorre a concepção de um embrião no ventre.
27. “A mãe então carrega o feto no seu ventre por nove ou dez meses com muita ansiedade, como um pesado fardo. Então, ao final de nove ou dez meses, a mãe dá à luz com muita ansiedade, como um pesado fardo." - http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN38.php#R10

Mas o Buddha não falava muito sobre isso mesmo... Ele pedia que os discípulos não se preocupassem muito com questões metafísicas, porque não adianta pensar muito sobre essas coisas se você ainda não tem uma mente treinada que possa ver por si mesma. Por isso ele deu o ensinamento da flecha envenenada. Se você for atingido por uma flecha envenenada, ficará pensando "Quem atirou essa flecha? Qual sua altura? De onde ele veio? De onde veio essa flecha? Quem a fez?" ou você irá remover a flecha e buscar a cura do veneno? - http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN63.php
O símile que o Buddha faz é que, em vez de nos preocuparmos sobre quem criou o mundo, ou se o mundo tem um fim, ou sobre se o mundo é eterno ou o que quer que seja... é melhor nós investigarmos o que é sofrimento, como ele surge e como podemos nos libertar dele.
Por isso o Buddha diz: "Meu ensinamento é sobre o sofrimento e sobre a libertação do sofrimento". Esse é o essencial. Parte do caminho para se libertar é a meditação, e por meio dela você pode desenvolver super-poderes e ver essas coisas por si mesmo, o Buddha dizia. Mas ele não estimulava isso. O essencial é se libertar. 

Mas se quiser ler um pouco sobre o que o Buddha disse sobre a origem do mundo e sobre o reino do inferno, você pode ler estes Suttas:
http://www.acessoaoinsight.net/sutta/DN27.php#R13
http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN129.php#R3

Mas realmente não se preocupe muito... O Buddha dizia para não ficarmos muito perplexos com as coisas que não podemos ver por nós mesmos. O que podemos ver é o sofrimento e a felicidade. Então o Buddha mostrou um caminho para investigarmos isso... Pode ser que no meio do caminho você veja coisas fantásticas por si mesmo, mas isso não será o essencial  Feliz
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Mensagem Qui 26 Jan 2017 - 12:11

Bom dia, amigos. 
Administrador, você disse que a iluminação e/ou Nirvana só são possíveis no mundo humano ou abaixo dele. Poderia comentar mais sobre isso e indicar algumas leituras sobre?
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evertondn

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Mensagem Sex 27 Jan 2017 - 23:21

Administrador e pierrot, obrigado pelos esclarecimentos e auxílio no entendimento da questão, eu acho muito interessante a cosmologia budista e acredito no conceito de Karma negativo e positivo e suas consequênciais, mas no momento sou um pouco cético em relação a seres imateriais e reinos paralelos rsrs, por outro lado compreendo que isso não é o mais importante, se colocarmos a investigação cosmologica e metafísica a frente da investigação do sofrimento, o caminho para a iluminação será muito mais díficil.

A título de contribuição a questão das plantas, no site do "Templo Zulai", encontrei uma reflexão sobre elas;

"Muita gente per­gun­ta como as plan­tas devem ser con­si­de­ra­das à luz desse primeiro pre­cei­to. Sendo elas seres vivos, não seria erra­do matá-las? O Buda disse que os ani­mais e os inse­tos, por terem cons­ciên­cia ou per­cep­ção, são muito dife­ren­tes das plantas. Em última aná­li­se, todas as coi­sas deste mundo são dota­das de natu­re­za búdi­ca e devem ser res­pei­ta­das. Contudo, uma vez que os ani­mais têm cons­ciên­cia, devem ser trata­dos com espe­cial res­pei­to, pois, como nós, eles tam­bém estão em meio à jor­na­da que só se conclui com o des­per­tar com­ple­to."

http://www.templozulai.org.br/os-cinco-preceitos1376831014.html

Não sei se esse entendimento exposto no texto foi retirado de um Sutta ou é uma interpretação particular do escritor, mas o que da a entender é que as plantas não possuem conciência ou percepção, e por assim ser sua morte não tem peso cármico negativo, porém devem ser respeitadas e tratadas com boas intenções, do contrário o Karma negativo ocorrera.


E olá Buscador, logo o Administrador respoderá a sua dúvida Feliz
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Mensagem Qua 1 Fev 2017 - 10:24

Olha eu acho que vocês todos estão equivocados, vou postar aqui para esclarecer de uma vez por todas o que são os 6 mundos ou reinos:

Para esclarecer de uma vez por todas o que quer dizer “Renascimento” no Budismo Ortodoxo , devemos deixar claro o conceito dos “seis mundos samsáricos” , ou seja, os estados pelos quais a mente passa em sua existência samsárica.
A primeira coisa é: Você só vai nascer biologicamente UMA VEZ. Ou seja, você só vai ter UM nascimento biológico (com gestação, parto, infância, adolescência, maturidade, velhice e morte). O BUDISMO NÃO ACEITA REENCARNAÇÃO, pois essa é uma idéia moderna, como acabamos de demonstrar e não tem nada a ver com tradições autênticas da Antiguidade.
Uma vez que você tenha nascido como um ser humano, passará por diversos estados de mente, semelhantes a alucinações ou sonhos, que são representados pelos “seis mundos samsáricos”.
Quando você está envolto em prazeres, parece que nenhum problema pode afetá-lo, o tempo parece parar e toda a tristeza é esquecida. Você acabou de “renascer” no mundo dos devas. O mundo dos devas é muito prazeroso, mas você não pode atingir a iluminação nele, pois as verdades fundamentais da existência estão esquecidas.
Quando você se torna competitivo, quer mostrar sua segurança, sua capacidade, se torna orgulhoso e olha seus concorrentes como obstáculos ou fica tomado pela raiva diante da oposição das pessoas, “renasceu” no mundo dos asuras, ou seres belicosos. Como “asura” você não conseguirá se iluminar pois está concentrado em atingir outros objetivos e mostrar aos “devas” que você pode se tornar como eles.
Quando você está em equilíbrio, observando a natureza de sua própria mente, reconhecendo suas próprias limitações e aspirando transcendê-las sem ser tomado por sentimentos negativos ou prejudiciais, está em sua condição de “humano”. É muito difícil “renascer” como humano quando se está em trânsito pelos diversos “mundos” em que as visões e os sonhos alucinados se sucedem de forma frenética. Só no estado de humano é possível atingir a Iluminação.
Quando seu instinto de preservação e reprodução falam mais alto, você não mais consegue atinar adequadamente sobre as coisas. Você quer sexo, comida, bebida ou satisfazer suas necessidades fisiológicas imediatas. Você se torna irritado diante da fome e começa a buscar meios de se preservar dela. Você luta desesperadamente para se manter ileso e sobreviver. Você sente os apelos da natureza para que reproduza. Um belo corpo feminino ou masculino indica a seus instintos que há ali um espécime saudável capaz de reproduzir “crias” saudáveis e isso é o gatilho para que você fique louco ou louca de desejo sexual. Você “renasceu” no mundo dos animais. Nesse estado, sua verdadeira natureza está escondida pelos impulsos do organismo. Não há espaço em seu ser para buscar Iluminação pois ela parece-lhe muito pouco importante perante os apelos do corpo.
Quando você começa a sofrer pelo desejo de ter, seja lá o que for (dinheiro, amigos, relacionamentos, status etc.) você é como um fantasma cuja garganta é fina mas com uma enorme barriga. Ou seja, sua cobiça e ambição são do tamanho da sua barriga, mas os meios dos quais você dispõe são estreitos e limitados como sua garganta. Você “renasceu” no mundo dos fantasmas famintos. Um fantasma faminto só enxerga o objeto de sua ambição. Se ele quer dinheiro, está pensando em dinheiro e sofrendo por ele o tempo todo. Se quer amigos, vive pensando em como consegui-los e sofre imensamente quando vê suas ambições frustradas pela realidade. Um fantasma faminto só enxerga pela frente aquilo que cobiça e sua cobiça o faz sofrer intensamente, como se estivesse em um deserto, vagando à procura de uma gota de água. Um fantasma faminto não quer saber de Iluminação, só enxerga aquilo que sua cobiça doente lhe implanta na mente.
Quando você é submetido a todo tipo de sofrimento (moral, físico, mental) e afunda nessas sensações como alguém que submerge em uma banheira cheia d’água, renasceu no mundo dos infernos. Seu sofrimento lhe cega completamente. O pesar, a insatisfação, a angústia e todos os efeitos e impactos que isso tem sobre o organismo, invadem sua vida e o transformam em uma sombra sem vida, cujas palavras são lamúrias, choros, dores e um enorme vazio de sentido existencial. Um “ser infernal” não tem forças para buscar a Iluminação pois está mergulhado na dor e no pesar, carecendo de auxílio para retomar o equilíbrio perdido.
Um Buda é alguém que não mais “renasce” no Samsara, ou seja, ele é capaz de atravessar os seis mundos descritos acima sem ser por eles afetado. Da mesma forma, um Bodhisattva sente “compaixão”, ou seja, deseja muito ajudar os seres mergulhados nos seis mundos a se libertarem e saírem do “sonho louco” onde a cada momento morremos e renascemos, tomados por emoções violentas, idéias erradas, orgulho, ignorância, sofrimento e cobiça. Sendo assim, o Bodhisattva tenta compreender profundamente os estados samsáricos e resgatar deles os seres aptos a serem resgatados.
Esse é o conceito budista original. Nada a ver com alminha “reencarnando”, “fantasmas”, “espíritos” que precisam ser acalmados por cerimônias muito bem pagas oficiadas por monges barrigudos e ociosos, “Budas reencarnados” no lama Fulano ou Beltrano do Himalaya ou coisa que o valha.

Só acredita nessas coisas quem quer ou necessita de muletas “místicas” ou aprecia ser enganado.

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"Quanto mais eu me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar." - Friedrich Nietzsche
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Mensagem Qua 1 Fev 2017 - 10:27

A reencarnação é uma doutrina que frequentemente tem deixado os estudiosos e pesquisadores confusos diante de tantas contradições. Sua principal defensora é a escola espírita francesa, pois não podemos esquecer que vários grupos espíritas, principalmente os anglo-saxões, não admitem as doutrinas reencarnacionistas. É perfeitamente possível haver um Espiritismo que não faça uso da hipótese da reencarnação. Por outro lado, muitas pessoas e, principalmente os grupos espíritas, creem que muitas religiões, principalmente as orientais, defendem a hipótese da reencarnação. Hinduísmo e Buddhismo são duas das principais religiões às quais são atribuídas a ideia reencarnacionista. É um de nossos propósitos neste trabalho mostrar o quanto tal afirmação se distancia da verdade. Procuraremos mostrar como o Buddhismo, em particular, vê a posição reencarnacionista, bem como o pós-morte e as provas que usualmente são levantadas para se defender uma suposta vida além-túmulo.
Em primeiro lugar devemos estar extremamente atentos diante de uma ideia tão polêmica. É preciso estarmos conscientes, antes de tudo, de que não sabemos o que acontece após a morte, pois não podemos, de fato, experienciar, no presente, algo do futuro. Podemos tecer hipóteses, juntar fenômenos e fatos, mas nunca podemos ter absoluta certeza de nada a respeito do futuro, pelo simples fato de que ele ainda não aconteceu.
Neste sentido, todas as afirmações e “fatos” que tentam provar a reencarnação, ou seja, a possibilidade do indivíduo humano, enquanto tal, encarnar-se diversas vezes na Terra ou em outros planetas, podem ser explicadas de outras maneiras. Um fato em si nada explica e o mesmo conjunto de fatos pode ser explicado segundo concepções muito diferentes e até contraditórias. A reencarnação é, antes de mais nada, uma questão de crença.
Com relação à morte estamos diante de um mistério, um desconhecido. Quando morreremos? Como? O que acontecerá depois? São perguntas sem solução definitiva porque não passíveis de experienciação neste momento. E talvez a posição mais sábia a tomar seja a de conceber a morte como um momento da experiência humana de confronto com o desconhecido, de passagem do conhecido para o desconhecido.
O desconhecido é sempre ansiógeno para a maioria das pessoas e, portanto, vão surgir opiniões diversas no sentido de diminuir a ansiedade. Cada qual poderá defender uma teoria que explique o que acontecerá no futuro, principalmente se estiver de acordo com suas próprias esperanças e anseios futuros. Mas seja como for, o presente é o único “lugar” de conhecimento real, e, sendo assim, o futuro está para além das fronteiras do conhecimento.
Essa, então, seria a posição principal da tradição buddhista, a posição realista, posição firmada no momento presente. E tal posição – sem muitas especulações e conflito de opiniões – é aquela da maioria na tradição buddhista. “O passado já se foi, o futuro ainda não veio, vivendo no presente, sabemos que este é o melhor momento”. Este é um verso repetido inúmeras vezes por todos os buddhistas, o suficiente para nos lembrar que quaisquer especulações futuristas, não passam disso, especulações.
Mas, supondo que queiramos avançar um pouco mais. Entremearmos ligeiramente no campo da especulação. Haveria algum princípio em que pudéssemos nos basear para clarear pelo menos uma parte das dúvidas que nos afligem sobre o futuro? Haveriam alguns princípios que, lançando luzes sobre o assunto, pudessem pelo menos nos mostrar o que não pode ser? Haveriam teorias que pudessem explicar igualmente bem ou melhor, os fatos nos quais se apoiam os reencarnacionistas?
Em primeiro lugar, antes de saber o que acontece após a morte, devemos perguntar o que morre? E, de outro lado, o que é a vida? Se não definimos o que vive não saberemos o que morre. E se não sabemos o que morre não saberemos o que pode ocorrer após este momento. De certa forma, partimos do pressuposto de que algo continua e as divergências de opiniões surgem no tocante ao que continua e não só o que acontece.
É um engano pensar que a tradição buddhista ensina a reencarnação, pois suas concepções sobre a constituição humana são bastante diferentes das concepções espíritas, e, se algumas palavras puderam ser traduzidas de forma semelhante, isto não deve nos levar a concluir que consistem de dois ensinamentos idênticos. A mesma palavra pode ser usada em contextos muito diferentes, como bem sabem aqueles que lidam no campo filosófico, podendo mesmo significar duas coisas radicalmente divergentes e contraditórias.
A reencarnação pode até mesmo aparecer algumas vezes no Oriente como uma linha de pensamento popular, típica do povo, que espera por uma perpetuação de seu ego, em condições muito semelhantes com as da Terra. No Oriente, é uma crença simplista, popular, própria para aqueles que conhecem pouco. E, mesmo assim, ocorre num contexto que não permite igualá-la às concepções espíritas. A ideia de reencarnação, mesmo no sentido popular indiano, é diferente da idéia que se tem no Ocidente.
Mas irão nos perguntar: Por que, então, a maioria dos livros sobre Buddhismo em português se encontram abarrotados com a palavra reencarnação? Não são só os espíritas e os desinformados que afirmam que o Buddhismo prega a reencarnação, mas, por vezes, os próprios buddhistas em seus livros e palestras!
Há dois motivos para tanto: os erros que se devem às traduções ocidentais e ao desconhecimento do sentido desta palavra por parte dos orientais que a usam. Vejamos cada uma delas.
Quando um povo entra pela primeira vez em contato com uma outra cultura e conjunto de idéias, sua tendência inicial é interpretá-las segundo suas próprias concepções. Há inúmeros casos exemplares. Nas primeiras décadas que se seguiram à entrada do Buddhismo na China, houve uma forte tendência em interpretar suas doutrinas segundo as teorias taoistas e confucianas vigentes na época. Isto deu origem mesmo a um tipo especial de Buddhismo, chamado Buddhismo Ko-i. Muitas décadas se passaram até que fosse interpretado corretamente. O mesmo ocorreu ao Cristianismo quando entrou no território japonês e foi assimilado ao panteão de deuses xintoístas. Ou às hilariantes traduções iniciais do I Ching nas línguas ocidentais quando foram interpretadas segundo as doutrinas católicas.
O Buddhismo, assim como o Hinduísmo, começou a ser estudado no Ocidente justamente na época em que o Espiritismo estava em seu auge, ou seja, entre o fim do século passado e o começo deste. A tendência predominante foi a de tentar encaixar o complexo sistema filosófico e doutrinal buddhista dentro dos limites estreitos do pensamento ocidental, principalmente nas filosofias mais exóticas. Nas primeiras décadas, e mesmo até hoje em muitos meios, o Buddhismo nunca foi encarado seriamente, mas apenas como um capricho de estudiosos desocupados ou exotismos de hippies à procura de “experiências transcendentais”. Uma tradição de 25 séculos, que vitalizou um quarto do planeta, fez surgir civilizações, produziu algumas das maiores mentes no campo da filosofia, arte e ciências, ficou entregue, durante muito tempo no Ocidente, às mãos de filósofos iniciantes e curiosos deslumbrados. Não admira que até hoje, e com muito maior razão, no ambiente brasileiro, se confunda Buddhismo com os rapazes dos Hare Krishna vendendo incenso nas praças, com monges flutuando nas nuvens, e com doutrinas de aniquilação do indivíduo e desprezo pelo mundo. Não é à toa que se pense que o Nirvana é a extinção individual no “Todo Cósmico”, que o Buddha era um japonês sorridente com uma barriga gorda, ou que o Buddhismo seja uma doutrina niilista que ensine a reencarnação.
Assim, a palavra patisandhi, literalmente reconexão, e punabbhava, literalmente existência renovada, passaram a ser traduzidas como reencarnação, uma tentativa de compreender uma ideia através de um outro tipo de pensamento, qual seja, o espírita ocidental. Deve-se notar que na literatura mundial há muito que se usa a palavra renascimento e não reencarnação, como no inglês rebirth (e não reincarnation) ou no francês renaissance (e não reincarnation). O Brasil é um dos únicos países, como em muitos outros aspectos, a não acompanhar o desenvolvimento neste campo de estudo. Isto é tanto mais esclarecedor considerando o fato do Brasil ser o maior país espírita do mundo, e daí um certo interesse em mostrar a veracidade das teses espíritas a partir de sua comprovação em outras culturas. E é claro que tais noções espíritas estão difundidas por todos os lados, inclusive nos próprios tradutores de livros, os quais, no Brasil, em geral são pagos pelas editoras para traduzirem qualquer coisa, tendo do Buddhismo tanto conhecimento como de qualquer outro assunto. Daí a qualidade da grande parte das traduções existentes. Some-se a isso o fato de que boa parte destes tradutores ou escritores de livros têm manifestamente tendências e afiliações espíritas e ocultistas, e torna-se fácil ver o interesse partidário e tendencioso de suas traduções.
Chegamos, então, ao segundo motivo para se acreditar que o Buddhismo ensine a reencarnação: Os próprios buddhistas orientais parecem ensiná-la! Aqui devemos distinguir dois casos. O primeiro é aquele que acabamos de mencionar. O oriental fala rebirth e o tradutor traduz reencarnação. O segundo caso ocorre quando o próprio oriental se utiliza da palavra reencarnação. Este é um caso que se deve exclusivamente ao desconhecimento, da parte do oriental, do que esta palavra realmente significa no Ocidente. Isto é tanto mais freqüente entre os lamas tibetanos que, inocentes e confiantes nas qualidades do tradutor, e recentemente chegados do Oriente, simplesmente ignoram que suas palavras sejam ouvidas de uma forma totalmente diferente daquela em que é pronunciada.
Vemos, segundo a explicação acima, a importância fundamental de se conhecer o todo de uma doutrina ao invés de se ater a palavras isoladas, fora de contexto, fragmentadas. Uma palavra, como um fato em si, não significa nada, mas somente conforme o contexto na qual aparece.
Dissemos anteriormente que o Buddhismo adota uma concepção da constituição do homem muito diferente daquela defendida pelo Espiritismo. Podemos perguntar: O que vive, segundo a tradição buddhista? Para o Buddhismo, bem como para todas as doutrinas espirituais antigas da humanidade, o ser humano pode ser considerado sob três aspectos: corporal, mental ou psíquico e espiritual.
O corpo e a psiquê são dimensões condicionadas, limitadas e impermanentes. Condicionadas porque para existirem dependem de uma série de outros fatores alheios a elas. Corpo e psiquê dependem de uma interrelação e interação para manterem a sua existência. Esta condicionalidade, aliás, é uma característica de todas as coisas existentes. Para existir é necessário impor-se limites, ou seja, cercar-se de condições, as quais, ao mesmo tempo em que limitam, também propiciam a existência. O corpo, entre outras condições, define-se no tempo e no espaço. Já a psiquê, embora livre do espaço, limita-se pelo tempo, ou melhor ainda, pela duração. É preciso notar que a duração, como qualquer outra condição, é sempre temporária, sujeita ao surgimento e ao declínio. E toda a doutrina espírita refere-se unicamente ao mundo condicionado, sujeito às condições mais grosseiras da existência universal, como o tempo e o espaço. Evolução só pode ocorrer no tempo. E a reencarnação espírita é um mero continuar sujeito a condições limitativas, mesmo que diferentes. Pouco importa reencarnar-se na Terra ou em outros planetas, é sempre uma referência espacial de que se trata.
Para além daquilo que é condicionado deve haver necessariamente algo que não o seja de forma alguma, pois a limitação não é uma afirmação no sentido filosófico, mas privação, porque cerceia e impõe limites ao ilimitado. “Tudo o que é criado é impermanente”, e somente o que não nasce, ou seja, não se limita ou delimita, pode ser, de fato, livre e eterno.
Mesmo os Himalaias, em toda a sua grandeza, não conseguirão vencer o tempo e sua característica corrosiva. O Espiritismo, com suas doutrinas evolucionistas e totalmente relacionadas somente com o tempo, não poderá deixar de sofrer a mesma corrosão. Só o que está para além do tempo, onde evolução alguma pode fazer sentido, pode, de fato, perpetuar-se e ser chamado de eterno.
Ora, desde que tudo aquilo que é condicionado necessariamente tem um fim quando as condições que o sustentam deixam de existir, então, é claro que tanto o corpo como a psiquê têm necessariamente um fim. Na concepção buddhista o homem existe, enquanto tal, na medida em que é composto destes vários elementos. A ocasião da morte marca a separação destes elementos para além da qual já não se pode mais falar de homem. O que é corpo volta ao ambiente corporal, ao pó. O que é psiquê volta ao ambiente psíquico. E o que é eterno não pode deixar de sê-lo e portanto volta ao eterno, ou seja ao que sempre foi, é e sempre será. A ideia de que uma alma indestrutível, essencial e independente das condições reencarne-se sucessivamente em diferentes corpos, cada vida mais evoluída que a anterior, que é o que constitui a tese espírita, é, assim, totalmente estranha às concepções buddhistas, e na verdade, a todas as concepções tradicionais da espiritualidade antiga.
E o que renasce então? O que renasce é o impulso criado pelas ações volitivas, os desejos que criam tendências e reações. Toda ação intencional carrega em si suas próprias conseqüências, as quais passam a ser novas causas para futuras ações. O renascimento é independente da morte física do indivíduo humano. Nossas ações intencionais renascem a cada momento, levando-nos a mundos de experiência de acordo com o conteúdo da ação. Como diz o importante mestre buddhista de meditação S.N. Goenka: “…Todos os infernos e céus existem dentro do corpo. Quando você se sente miserável você passa para um reino infernal, e quando você se sente abençoado você passa para os planos celestiais dos devas ou Brahmâs. Todos estão dentro de você”. Somente a falta de conhecimento dos ocidentais tornou possível interpretar este tipo de renascimento como sendo uma reencarnação no sentido mais literal da palavra.
Para a tradição buddhista, a doutrina do renascimento tem a ver com responsabilidade universal, pois somos influenciados por todas as correntes de ações ocasionadas em torno de nós no presente e no passado, bem como por nossas ações influenciamos os seres à nossa volta e os que nascerão no futuro. Todos os seres estão intimamente relacionados através de suas ações. Para o buddhista, o mundo é como uma árvore, onde os indivíduos são os galhos. Vários galhos nascem de um só galho, não sendo nem idênticos ao galho original, nem totalmente diferentes, mas todos estão interligados.
Daí que, para o caminhante buddhista, o fundamental na via espiritual não é evoluir para um mundo melhor, o qual, mesmo melhor, será ainda condicionado, limitado e impermanente, mas sintonizar-se com a Verdade, com aquilo que sempre é, com aquilo que é incondicionado pelas circunstâncias. E a cada momento que as nossas capacidades e ações se expressam harmonicamente com o que sempre é, elas se tornam semelhantes à Verdade, reflexos do Intemporal e Ilimitado no mundo das condições.
© Ricardo Sasaki
Este é um capítulo de um livro que foi escrito pelo autor e apresentado originariamente num Congresso de Tanatologia em Belo Horizonte e publicado nos Anais do Primeiro Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética, realizado em Belo Horizonte/MG, em 2003.


http://nalanda.org.br/incompreensoes/uma-visao-buddhista-sobre-o-pos-morte

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Mensagem Sab 4 Fev 2017 - 18:42

Buscador escreveu:
Bom dia, amigos. 
Administrador, você disse que a iluminação e/ou Nirvana só são possíveis no mundo humano ou abaixo dele. Poderia comentar mais sobre isso e indicar algumas leituras sobre?

Olá Buscador!
Só uma correção. O Nirvana só é possível no mundo humano e nos "níveis mais baixos" do "mundo dos devas". Há alguns níveis de existência em que os Devas experienciam tanta estabilidade e tranquilidade, que eles mal conseguem reconhecer o sofrimento da impermanência, por isso não conseguem contemplar os ensinamentos do Buddha. Portanto, só os Devas nos níveis mais baixos dos Devas, digamos assim rs, que conseguem contemplar os ensinamentos.

Abaixo do mundo humano, não há nenhum nível de existência em que se possa alcançar a Iluminação.

Sinceramente não me lembro de leituras sobre o assunto. Lembro de monges que li falarem sobre isso, mas nem lembro quais foram, se não eu pesquisava o texto para você rsrs...
A única referência que me vem a mente é o site Access to Insight, onde inclusive ele cita este Sutta:

http://www.acessoaoinsight.net/sutta/SNXXXV.135.php

Neste Sutta o Buddha fala que é uma grande oportunidade praticar a vida santa como um ser humano. Ele não fala como um ser humano, explicitamente, mas ele fala que já viu reinos onde há muita dor, e reinos onde há muito prazer. A mensagem implícita aí é que é muito difícil praticar o caminho espiritual em níveis de existência onde só se experimenta dor ou prazer. A existência humana, por ser mais balanceada, é a melhor para a prática. É o que diz no access to insight, inclusive, neste trecho:

(5) Human beings (manussa loka)
You are here (for now).
Rebirth as a human being is extraordinarily rare (SN 56.48). It is also extraordinarily precious, as its unique balance of pleasure and pain (SN 35.135) facilitates the development of virtue and wisdom to the degree necessary to set one free from the entire cycle of rebirths.
· The development of virtue and wisdom (AN 10.177)
· The attainment of stream-entry(sotapatti)guarantees that all future rebirths will be in the human or higher realms.
Neste trecho: "It is also extraordinarily precious, as its unique balance of pleasure and pain (SN 35.135) facilitates the development of virtue and wisdom to the degree necessary to set one free from the entire cycle of rebirths." podemos traduzir assim: "É também extraordinariamente precioso (renascer como ser humano), uma vez que o balanço único entre prazer e dor (nesse nível de existência) facilita o desenvolvimento de virtude e sabedoria ao nível necessário para que alguém possa se libertar do Ciclo de Renascimentos".

O Sutta SN 35,135 é o que eu compartilhei logo acima.  Feliz
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Mensagem Sab 4 Fev 2017 - 19:24

TheMainMan escreveu:
Olha eu acho que vocês todos estão equivocados, vou postar aqui para esclarecer de uma vez por todas o que são os 6 mundos ou reinos[...]

Olá TheMainMan!  Feliz
Respeito o que você postou, mas na verdade isso é apenas parte do ensinamento todo.
De fato há monges de várias linhagens que usam o conceito de Renascimento (e não Reencarnação) nesse sentido de que em UMA só vida, nós renascemos em vários reinos, a depender das intenções e sentimentos que cultivamos.
Essa é uma forma prática e útil de olhar para o ensinamento sobre Renascimento, mas se você for contemplar a fundo os ensinamentos originais do Buddha, verá que o Buddha ensinou que de fato temos várias vidas, e isso não é apenas questão de tradução, questão de estratégia para conseguir seguidores ou por questões culturais, uma vez que o Buddha nasceu numa sociedade hinduísta onde se ensinava que existia um Ciclo de Renascimentos... o Buddha de fato ensinou que há reinos diferentes de existência em que nós podemos nascer, vida após vida.

Uma das linhagens mais fiéis a essa posição é o Budismo Theravada, que o Ricardo Sasaki segue, que é quem administra o site que você tirou esse texto. Por isso que lendo esse texto eu interpretei ele diferente rsrs... Para confirmar, fui pesquisar sobre outros textos no mesmo site sobre Renascimento, e achei um interessante que pode te ajudar a ver essa questão de outra maneira:

"As cores com que o Buddha retrata o saṁsāra são de fato pouco atraentes e, por vezes, até assustadoras: todos os reinos de existência mais elevados são muito pouco habitados; a maioria dos seres está presa nos reinos inferiores. A existência humana é um período de “feriado” saṁsārico. É dito que para a maioria das pessoas a existência pós-morte continua em reinos sub-humanos, enquanto que um renascimento celestial é conquistado apenas pelos poucos virtuosos.
[...]
Em tempos recentes, muitos professores de Dhamma introduziram interpretações do Dhamma inovadoras que focam quase exclusivamente na vida presente e deixam a existência passada e futura mais ou menos “fora do quadro”. Eles chamam a atenção dos alunos para o presente, pois, no final das contas, a situação da angústia saṁsārica e a da vida presente têm basicamente as mesmas raízes. Nessas novas interpretações do Dhamma os ensinamentos do kamma, renascimento e saṁsāra assumem um papel bastante diferente. Kamma é visto pela sua perspectiva de “instante” e “médio prazo”; não são mostrados os resultados completos, mas apenas as tendências para certos tipos de resultados são mostradas como iminentes. O renascimento é usualmente explicado como o aparecimento e morte de cada momento-mental, às vezes como o aparecimento e morte do senso reflexivo do “meu próprio eu”.
Os planos estratificados da existência saṁsārica são tidos como representando diferentes estados mentais. O ódio e a agressividade são as chamas do inferno. A ganância obsessiva e a fome sensual são como um renascimento temporário na morada dos fantasmas. Quando o entorpecimento e a estupidez prevalecem em nossa mente, é como se tivéssemos renascido por algum tempo no reino animal. A mistura dos bons e dos maus estados mentais é a típica condição dos seres humanos. Quando somos invejosos e competitivos e nos sentimos impelidos a dominar os outros, nessa altura nós renascemos como demônios. O prazer sutil e sublime, iluminado pela inteligência brilhante, é comparável a um período passado em reinos celestiais. Os estados sublimes de absorção meditativa são apresentados como as qualidades da mente simbolizada nos textos antigos, pelas descrições floridas dos reinos abençoados dos deuses.
Essa interpretação pragmática e racional dos ensinamentos do kamma, renascimento e saṁsāra é, sem dúvida, lógica e coerente e, para muitos ocidentais (e também alguns buddhistas asiáticos), tem facilitado o acesso ao Dhamma. Sendo “prática” e “realista”, essa aproximação requer apenas uma mínima fé e tem, deste modo, provado ser um “meio habilidoso” efetivo para novatos ao Buddhismo, assim como para todos aqueles fechados à dimensão espiritual da mente.
Não quero menosprezar o valor e o significado dessa nova perspectiva. No mundo ocidental tem ajudado inúmeras pessoas a descobrirem uma relevância imediata no Dhamma e, com isso, conduzi-las ao estudo dos ensinamentos e à prática da meditação vipassanā. Contudo, devemos também estar conscientes das limitações dessa abordagem. Essa perspectiva não representa todo o ensinamento do Buddha. Concentra-se, pelo contrário, apenas em partes selecionadas da doutrina, que são adaptadas para uma finalidade especial. A inspiração e o encorajamento para a prática que poderíamos adquirir da nova abordagem pragmática, de forma alguma se iguala à que poderá advir da perspectiva original e integral. Para mim, pessoalmente, a formulação original dos Ensinamentos do Buddha foi muito útil e, ainda hoje, permanece como o sistema de referência que apoia a minha prática." - http://nalanda.org.br/ottama/ensinamentos-sobre-o-kamma-7


Então, na verdade, o Buddha, originalmente, ensinou que há um pós-morte, assim como um pré-nascimento rsrs...
Esses ensinamentos sobre renascimentos numa só vida são válidos, mas não constituem o ensinamento completo. O completo é mais assustador, mais difícil de ver, e até mais difícil de compreender.
Não vejo sentido em alguém aceitar o ensinamento do Renascimento porque precisa - acho mais fácil não querer aceitar esse ensinamento, porque ele complica tudo. 
Se não houvesse Renascimento, seria tudo mais fácil. Cada um poderia se dedicar a encontrar a paz interior em si mesmo nessa vida, e mesmo que não conseguisse, assim que morresse tudo acabaria. Não faria diferença se você conseguiu ou não.

O problema é que o Buddha ensinou que não é assim.
Ele ensinou que enquanto houver Desejo por ser/existir, ou formações volitivas, conforme consta no seu texto, o que vamos ter são mais existências! rsrs... Nascendo e morrendo de novo, e de novo, e de novo... Correndo atrás de experiências que mudam, baseados em preferências que mudam.
É assim que formações volitivas originam consciência (que não é algo eterno), que origina mentalidade-materialidade (formações mentais + formações corporais), que origina a base para os 5 sentidos, ou melhor, 6 sentidos rsrs... E assim por diante, até a morte. Ou seja, o Buddha diz que Formações Volitivas são, indiretamente, a causa de nascimento e morte. O que ele quis dizer com isso?

"Das formações volitivas como condição, a consciência. Da consciência como condição, a mentalidade-materialidade (nome e forma). Da mentalidade-materialidade (nome e forma) como condição, as seis bases dos sentidos. Das seis bases dos sentidos como condição, o contato. Do contato como condição, a sensação. Da sensação como condição, o desejo. Do desejo como condição, o apego. Do apego como condição, o ser/existir. Do ser/existir como condição, o nascimento. Do nascimento como condição, então o envelhecimento e morte, tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero surgem. Essa é a origem de toda essa massa de sofrimento." - http://www.acessoaoinsight.net/sutta/SNXII.21.php


Incontáveis nascimentos, neste samsara
perambulei, buscando sem encontrar
o construtor desta casa:
renascer é sofrimento.

Construtor desta casa você foi visto,
você nunca mais construirá uma casa,
todas as vigas cederam,
a estrutura foi demolida,
a mente superou o condicionado,
a cessação do desejo. - http://www.acessoaoinsight.net/dhp/dhp11.php

É um ensinamento difícil de compreender, porque parece negar a vida, mas não é bem assim... De qualquer forma, o Buddha não pediu para que acreditássemos em vidas passadas sem vermos por nós mesmos. É para investigar no coração. Alguns acabam desenvolvendo a fé nesse ensinamento gradualmente, conforme praticam o caminho e meditação, até que podem ver por si mesmos. Outros conseguem crescer no caminho, mesmo sem acreditar logo de cara... Cada um segue de um jeito. Mas dizer que o Buddha não ensinou isso é ignorar uma parte de todo o ensinamento dele... Portanto, mesmo que você não acredite, não ignore essa parte do ensinamento!  Feliz

O que o Buddha quis dizer foi que não há, em nenhum plano de existência, eternidade ou estabilidade. Tudo o que surge, morre. Ou tudo o que se experiencia nos 5 agregados (forma, sensação, percepção, formações mentais e consciência) é impermanente. 
Qual a causa da perambulação atrás dessas coisas impermanentes, de vida após vida? A causa é o Desejo.
Como se libertar dessa busca sem fim? Vendo as coisas como de fato são, e deixando-as cessar. 
Então começa a prática, que é simplesmente aprender a mover-se no mundo por generosidade, e reconhecer que nossas experiências e preferências não são dignas de confiança, porque mudam. Aí nossas referências deixam de ser nossas experiências e preferências, e passam a ser nossas intenções. Não nos movemos mais baseados em nossos gostos ou desgostos, ou em que estamos experimentando. Nos movemos baseados no que é benéfico ou não, buscando cultivar aquilo que é útil, que é gentil, que é paciente, que é sábio.
Assim vamos descobrindo um contentamento interior que vem não de conseguir o que desejamos, mas de fazer o que é benéfico, independente dos nossos desejos ou experiências. Assim que descobrimos uma felicidade que não depende de ter o que quer, ou de afastar o que não quer. Que não depende de Tanha (Desejo por Ser/Existir ou Desejo por não-Ser/Existir). É a felicidade que vem de Caga (Abrir Mão), Patinissaga (Abandono), Mutti (Liberdade), Analaya (Desapego/Equanimidade). A paz que vem de cultivar o que é bom em todas as circunstâncias. A paz que vem de acolher o que quer que esteja presente, porque não importa o que venha, tudo irá passar. Nossas experiências passarão. Nossas preferências passarão. Nós passaremos. E se houver algum desejo de continuar procurando felicidade no Samsara, nós voltaremos rss... Mas quando o coração vê, com correta sabedoria, que não há nada no Samsara que realmente vá nos satisfazer, então o coração para de procurar. Porque não existe busca no Samsara que tenha fim. O fim só ocorre, quando paramos de buscar. Quando a mente compreende isso profundamente, ou vê pistas dessa verdade durante a meditação, vamos compreendendo gradualmente que estamos aqui para pararmos de seguirmos nossas experiências e preferências. Apenas deixe-as passar a seu próprio tempo e aprenda com isso. Aprenda com a natureza, aprenda com a mente, aprenda o que é a impermanência na realidade. E quando o coração ver essa verdade não só nas coisas lá fora, mas também em si, então a busca para e os renascimentos acabam. Então não haverá mais nada para vermos vir, e depois ir. Será o fim dos nascimentos e mortes, porque antes quando alguma coisa cessava, ou nós ficávamos felizes porque algo novo surgiu no lugar, ou ficávamos tristes porque o que cessou era do nosso agrado, aí ficamos desejando que aquilo surja de novo. Mas quando aprendemos, pouco a pouco, a deixar que as coisas cessassem, sem desejar que novas surjam no lugar, então reconhecemos o que o Buddha ensinou e o ciclo para. 

O Samsara é um ciclo de formações. Tudo o que se forma se "desforma", e assim é o Samsara. Tudo se formando e desformando incessantemente. Quando paramos de desejar que as coisas se formem (desejo por ser/existir) ou se desformem (desejo por não ser/existir), então damos fim àquilo que causa o nascimento nesse Ciclo. Isso é o silenciar das formações.

‘Isto é a paz, isto é o sublime, isto é, o silenciar de todas as formações, o abandono de todas as aquisições, a destruição do desejo; desapego; cessação; nibbana.’  - http://www.acessoaoinsight.net/sutta/ANIX.36.php

Aí dizem que o Budismo é niilista ou que nega a vida, mas não é isso que o Buddha ensinou. Como é que os monges se movem no mundo, fazem trabalhos comunitários e ajudam pessoas?
Os monges ensinam que devemos usar o mundo por generosidade, mas ao mesmo tempo devemos contemplar que mesmo os frutos da generosidade ou dos prazeres meditativos também são impermanentes. Então, o ensinamento é sobre ser uma boa pessoa, mas não se apegar a sua bondade. Isso o Buddha disse que só podemos entender, se investigarmos por nós mesmos por muito tempo. 

Nibbana é algo para não ficar se falando muito rs... Só vou dizer mais uma coisa. O Buddha dizia que Nibbana era "Amata" em páli. Mata significava Morte. Agora, o que seria Amata? Imortal, ou onde não há morte? 
Aí há essa discussão: Nirvana é "algo imortal", ou é o fim de tudo, de tal forma que não há mais nascimentos e mortes a serem experienciados?

Essas discussões simplesmente não tem fim. Por isso o Buddha dizia - procure dentro de si mesmo, mas sempre considere as suposições mais difíceis. Se tudo acabasse na morte, não seria mais fácil do que ficar renascendo?
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Mensagem Seg 6 Fev 2017 - 9:11

Para mim, o Renascimento é um dos conceitos mais difíceis de compreender. Mas quanto à existência de vários mundos ou vários renascimentos dentro de uma única vida, eu me recordo que em vários suttas Buda relata que se recorda de vários éons de vidas passadas.
E também em diversos suttas não apenas Buda, mas Ananda e outros bikkhus em graus avançados da prática transportavam suas mentes para outros reinos.
Mesmo sendo um conceito muito complexo (pra mim), eu consegui entender e aceitar de que vamos renascer por várias vidas. E acho muito, muito difícil atingir a iluminação. Eu apenas espero que eu consiga permanecer na prática, independente de onde renasça. Não sei se estou correto, mas é o que entendi de tudo que li até hoje.
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Mensagem Ter 7 Fev 2017 - 18:43

Olá Pierrot!
Realmente, se alguém ler atenciosamente diversos Suttas, perceberá que o Buddha ensinou literalmente que nós renascemos, que nós vivemos várias vidas, e não apenas uma.
Sobre a Iluminação, me recordo que no séc. XIX, na tradição Budista Theravada da Tailândia, os monges acreditavam que a Iluminação não era mais possível de se alcançar naqueles tempos, o que não faz sentido, porque a Iluminação sempre pode ser alcançada, embora seja importante que o praticante tenha algumas condições externas para poder treinar no caminho.
Mas apesar dessa ideia, surgiram grandes monges como Ajahn Sao e Ajahn Mun que, apenas pelo seu exemplo silencioso e pelos seus ensinamentos dados com humildade, conseguiram inspirar várias pessoas e mostrar que o caminho continuava aberto, e que Nibbana continuava acessível. Foi graças a eles, e tantos outros, que até hoje a Tradição das Florestas da Tailândia do Budismo Theravada vem se desenvolvendo. Apesar disso, mesmo os monges dessa tradição reconhecem que é necessário muito treino e muitas qualidades para alcançar Nibbana... mas não dá para prever quando alguém conseguirá.
O importante é darmos o nosso melhor a cada momento e deixarmos que a prática floresça a seu próprio tempo. Porque é quando praticamos com essa paciência e serenidade que o caminho avança mais depressa!
É como aquele paradoxo: quanto menos você se apressa, mais rápido você avança. Porque a pressa é apego. Agora a paciência é parte da renúncia. Por isso que sempre repito aquele verso do Dhammapada: Paciência é a maior ascese.

Ou aquele símile: quanto mais você tenta desamarrar as correntes, mais entrelaçadas e rígidas elas ficam. Quando você se acalma e simplesmente para, as correntes simplesmente se afrouxam sozinhas.

Assim também é na prática. Todo o esforço é para lembrar de contemplar a verdade a cada instante. À medida que o coração ver por si mesmo, a calma aumentará, e o desesperó se assentará. Quando não houver mais desespero por nenhuma faísca de experiência, mesmo que no paraíso, então a mente para de vez de buscar a plenitude na impermanência, porque no Samsara não existe plenitude. Quem entende isso e para de buscar no Samsara algo que não existe, fica em paz. Agora, quem exige do Samsara algo que ele não tem, sofre. Isso é Dukkha - não reconhecer as coisas como de fato são  Agradecimento
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Mensagem Qua 8 Fev 2017 - 10:13

Olá Administrador,
Peço desculpas, por que na minha resposta anterior eu escrevi errado. O que eu queria escrever era que acho muito dificil que EU atinja a iluminação em alguma vida. Faltou a palavra "eu" na minha resposta.
E agradeço por tudo que escreveu. Suas palavras me inspiraram muito.
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Mensagem Seg 13 Fev 2017 - 10:46

Aqui, quando se fala em éon, de quanto tempo estamos falando? Quantos anos?
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Mensagem Ter 14 Fev 2017 - 11:41

Aproximadamente 1 bilhão de anos. ^^
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Dúvida sobre os 6 reinos do samsara

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