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 Newsletter: Samadhi e Tanha na Vida Diária e na Meditação

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William - Admin

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 504

Mensagem Dom 7 Jan 2018 - 22:40

Newsletter enviada em 19/11/2015:

### Newsletter - Fórum Sangha Online: Incentivo à prática e à comunicação entre a comunidade e a administração ### 


Olá amigos do Dhamma/Dharma. Faz um tempo que não envio um texto visando compartilhar um pouco esses ensinamentos, então venho aqui hoje com um texto que ficou meio grande, talvez justamente para me redimir desta minha inatividade! rsrs
Que vocês possam usá-lo como inspiração e que ofereçam suas opiniões de volta no Fórum, como uma forma genuína de Linguagem Correta, a fim de conversar sobre aquilo que é digno de ser conversado. :)

Samadhi e Tanha na Vida Diária e na Meditação
Resumo: "[Essa prática] É parar de querer controlar as coisas, e reconhecer que qualquer coisa é boa o suficiente para cultivar as intenções hábeis. Qualquer coisa, verdadeiramente qualquer coisa. Até a Morte passa a ser boa o suficiente. “Pode vir morte... Independente de quando você vier ou de como você transcorrer, você também é boa o suficiente para eu me lembrar do Dhamma, para eu me lembrar da Impermanência, para eu me lembrar da natureza decrépita deste corpo, para eu cultivar o contentamento, para eu abandonar Tanha, para eu cultivar esse Amor que a tudo acolhe porque reconhece qualquer experiência como oportunidade para cultivar a renúncia.”."


Gostaria de começar conversando sobre um erro que muitos de nós cometemos, se não todos nós, que é ode separar a prática da meditação e a prática na vida diária. Não que isso até certo ponto não esteja correto – na meditação sentada podemos alcançar um nível de renúncia e desapego de tal profundidade que não pode ser alcançada andando, isto é, os Jhanas, e é por meio deles, conforme o Buddha expôs com o Nobre Caminho Óctuplo, que se desenvolve o Conhecimento das Coisas como de fato são e, por consequência, a Libertação.
Porém a separação que muitos de nós realizamos entre ameditação sentada e o resto da nossa vida não condiz com os ensinamentos e muitas vezes acreditamos que a prática do Dhamma refere-se apenas a fazer prostrações, recitar Suttas, ouvir os monges e meditar, o que não é verdade. 


Sempre que sinto dúvida sobre o que significa essa prática,sempre me lembro da 3ª Nobre Verdade que diz que o fim do sofrimento (que é o nosso objetivo) só se dá com o abandono de Tanha (isto é, Desejo por ser/existir, não ser/existir e desejo sensual; e não todo tipo de desejo como alguns pensam rsrs). Quando reflito sobre isso, fica claro que não é somente na meditação ou no estudo dos Suttas que Tanha deve ser abandonado, mas ele deve ser desenraizado, gradualmente, a cada instante e em todos os momentos; caso contrário, nós sempre vamos levar para a meditação todo Tanha que não largamos na vida diária, e assim nossas meditações sempre estarão repletas de pensamentos, preocupações, ansiedades e aflições. 


Então, esse é um ponto muito importante que eu gostaria de proporpara refletirmos: que essa prática é para ser realizada e cultivada a cada instante, a cada momento, independente de lugar, circunstância, pessoa ou experiência mental. Não importa se estamos num lugar quente, agitado, fresco ou solitário; ou se estamos com alguém educado, antipático, raivoso, alegre, do sexo oposto ou do mesmo sexo; ou se estamos com vários pensamentos, com uma mente silenciosa, com raiva, com amor, com dúvida ou confiança – a prática sempre será abandonar Tanha. Tudo o que o Buddha ensinou sempre foi direcionado para isso. 


Se formos retornar a 3ª Nobre Verdade novamente, tambémpodemos ver não só o que NÃO fazer, mas também o que fazer afirmativamente: caga, patinissaga, mutti, analayo. Caga é generosidade, mas não só no sentido material, mas no sentido de dar sem esperar nada em troca – dar especialmente nossa energia e vigor a esse Dhamma, abandonando Tanha sem esperar algo em troca, porque assim que temos essa expectativa, nos enredamos em Tanha de novo. Patinissaga é a capacidade de abandonar, de jogar fora, de parar com essa obsessão de acumular coisas e se identificar com elas. Mutti é a habilidade em se sentir livre em qualquer circunstância – à medida que compreendemos que a prática do Dhamma é apenas abandonar Tanha, nos sentimos livres em quaisquer circunstâncias, porque qualquer situação é boa o suficiente para simplesmente cultivar esse Dhamma. E Analayo é a qualidade de “desgrude” da mente, é como uma mão aberta que está receptiva a qualquer experiência sem tentar agarrar alguma para si ou afastar outra que lhe desagrade – qualquer experiência é bem vinda, porque o objetivo não é mais conseguir aquilo que desejamos, mas simplesmente abandonar nossos desejos, exceto o desejo de libertar-se e de ajudar os outros a fazerem o mesmo. 


Se refletirmos sobre isso essa prática fica muito bela, efica muito claro que a vida social, familiar, profissional e diária pode ser integrada à meditação. Nossa tarefa de casa é simplesmente usar esse corpo e esses agregados somente por generosidade e, ao mesmo tempo, contemplá-los para sermos capazes de pararmos de nos envolvermos com eles. Quando nosso Entendimento Correto amadurece essa realização de que ficar tentando saciar nossos desejos malucos só nos levam a mais sofrimento, realmente nos empenharemos em parar de ligar para nossos desejos e buscaremos cada vez mais a viver nesse mundo somente por generosidade. Terá cada vez menos importância nossas preferências, e nossa vida será cada vez mais direcionada a simplesmente fazer algo de bom para o outro e assim, praticar a contenção de Tanha em cada instante. Não que não cuidemos de nós mesmos, mas nós podemos ir descobrindo uma simplicidade tão incandescente e um contentamento tão pleno que quando alguém pergunta o que preferimos – cinema ou teatro, salgado ou doce, casa do João ou Maria – aquilo já não será tão importante, e o nosso coração poderá sentir, lá no fundo que tanto faz: qualquer experiência é boa o suficiente para abandonar Tanha, para ser generoso, para fazer algo de benéfico ao outro, para contemplar a Impermanência de tudo, para se lembrar da morte, para praticar os preceitos, para conter os sentidos.


Sepercebemos isso, não tem como dizer que vida social é uma coisa e prática do Dhamma ou que meditação é outra. 

Como Ajahn Chah dizia, Samadhi não é algo que se cultiva sóna almofada. De novo – há um nível de Samadhi que só pode ser cultivado parado, mas a essência é algo que podemos cultivar instante a instante. Porque a essência de Samadhi CORRETO é justamente a de abandonar Tanha e cultivar a renúncia, o afastamento, o abrir mão, o silenciar, o cessar de todos os fenômenos condicionados. 


Uma descrição de Samadhi que sempre me inspira muito éaquela dada pela Bhikkhuni (monja) Dhammadina ao seu ex-marido Visakha no Culavedalla Sutta (tem no Acessoaoinsight: http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN44.php#N22 ). O leigo Visakha pergunta o que é Concentração/Samadhi, e ela responde: Unificação. Essa é uma das palavras mais belas para se compreender o que é Samadhi, o que é Meditação. É por isso que há vários tipos de Samadhi, corretos e incorretos: podemos unificar a mente num filme, num livro, numa música, numa paisagem... Podemos focar nossa atenção tão única e exclusivamente numa coisa, que de repente mal percebemos o que está acontecendo a nossa volta. É isso o que cultivamos na meditação, só que nesse ensinamento, a meditação é o que chamamos de Samadhi Correto, que é a unificação da mente na renúncia, no afastamento, no desapego, no contentamento... Por que isso? Porque ao reconhecermos o sofrimento proveniente do desejo de querermos mudar o que ouvimos, tocamos, vemos, degustamos, cheiramos ou sentimos no nível mental (humores, emoções, pensamentos, entre outros), podemos começar a descobrir que a felicidade e a paz se revelam quando acolhemos qualquer experiência, pensamento ou humor que venha e naquela circunstância, naquele momento, unificamos a mente na generosidade, na virtude, na renúncia, no afastamento.


Podemos usar isso para pensar na vida diária como uma prática de unificação na generosidade, ou unificação no contentamento, ou unificação no preceito de não matar, ou unificação na gratidão... E então sentimos que a meditação passa a ser apenas uma extensão da prática diária... A diferença é que na meditação sentada, ou deitada, nós aprofundamos essa Unificação em objetos cada vez mais sutis, e vamos abandonando cada vez mais coisas. Mas na vida diária não é diferente – é sobre unificar-se em qualidades hábeis também. Em última instância, resume-se em abandonar Tanha e unificar a mente em generosidade, renúncia, amor incondicional. É parar de querer controlar as coisas, e reconhecer que qualquer coisa é boa o suficiente para cultivar as intenções hábeis. Qualquer coisa, verdadeiramente qualquer coisa. Até a morte passa a ser boa o suficiente. “Pode vir morte... Independente de quando você vier ou de como você transcorrer, você também é boa o suficiente para eu me lembrar do Dhamma, para eu me lembrar da Impermanência, para eu me lembrar da natureza decrépita deste corpo, para eu cultivar o contentamento, para eu abandonar Tanha, para eu cultivar esse Amor que a tudo acolhe porque reconhece qualquer experiência como oportunidade para cultivar a renúncia.”.

Embora não seja possível estar sempre em Jhana (que é oSamadhi Correto, o oitavo fator do Nobre Caminho Óctuplo), nós sempre podemos cultivar o Samadhi Hábil no sentido de unificar a mente sempre naquelas qualidades em que Tanha é abandonada, naquelas qualidades que Mara não pode tocar. Então podemos cultivar Samadhi redirecionando nossas mentes para essas qualidades hábeis quando a “mente” reclamar do tempo, reclamar do jeito que Fulano falou, desejar mais uma fatia de bolo ou desejar parar as perguntas especulativas sobre o Dhamma. Qualquer coisa serve. Qualquer experiência é boa o suficiente para cultivar as intenções hábeis.

Independente dos Tanhas que se manifestarem, o que nós verdadeiramente precisamos para cuidarmos da nossa saúde? Como podemos ser úteis aos outros? À medida que desenvolvermos isso, não importa se a mente quer comer mais do que precisa ou se não gostou da resposta do outro, já teremos refletido o suficiente dos perigos de se envolver com Tanha e, pacientemente, faremos aquilo que tiver de ser feito e deixaremos que qualquer resquício de mágoa, revolta ou raiva na mente desapareça a seu próprio tempo. Porque, no final das contas, qualquer Tanha – Dukkha passa. Basta ir deixando-os de lado. Conforme o Buddha diz no Dhammapada, a Paciência é a maior Ascese – ou seja, a Paciência é a qualidade que mais queima, que mais desgasta as impurezas mentais. Se realmente queremos desgastá-las, apenas as deixamos gritando e continuamos fazendo aquilo que for generoso, e quando nos dermos conta, aquele Dukkha terá passado sozinho e nós simplesmente continuamos fazendo o bem, e evitando o mal. 

Acho que essa é uma bela forma de contemplarmos o Dhamma ede integrarmos nossa prática, formal e informal, como costumamos dividir. Assim, quando nos sentarmos em meditação, a atitude na vida diária será a mesma da meditação: apenas abandonar Tanha e cultivar generosidade e renúncia. Então, qualquer experiência que se manifestar para nós, já não será mais tão importante. Qualquer experiência será boa o suficiente para retornar à respiração novamente, e de novo, e de novo, e de novo. 


Então, que possamos abandonar Tanha e unificar a mente nasqualidades hábeis de novo, e de novo, e de novo, pacientemente. Que possamos fazer isso sem esperar nada em troca (claro que não conseguiremos fazer isso 100%, mas que nos estimulemos dessa maneira), sendo apenas generosos e pacientes com esse Dhamma, e assim os frutos virão ao seu próprio tempo. Enquanto estivermos chamando-os, com esse Tanha que deseja que o desejo sexual desapareça, que a raiva esfrie, que o êxtase apareça com a respiração, eles não virão. Mas se fizermos isso por generosidade e contendo Tanha, então os frutos virão naturalmente, e então a mente poderá alcançar as Unificações ainda mais profundas. Portanto, basta de todo esse Tanha. Qualquer experiência, seja na vida ou na meditação, é boa o suficiente para praticarmos esse Dhamma. Então, que os obstáculos venham – é aqui, neste momento presente, no lugar em que estivermos, que esses desejos pegajososserão abandonados, e essa generosidade que se alegra em doar sem desejar algo como retorno será cultivada. Dessa forma não há mais desculpas - "não tenho tempo para praticar", ou "no meu serviço não dá"... A prática ocorre no nível das nossas intenções! Se a prática é simplesmente abandonar as intenções conectadas a Tanha, ao Desejo Sensual, e cultivar as intenções conectadas com a generosidade e a renúncia - como não há tempo para praticar?



Antes de terminar de ler esse texto, volte-se para dentro: como está sua mente? Há intenções benéficas aqui? Se não, programe sua mente - desenvolva hiri-otappa (vergonha e temor de cometer transgressões) e veja o sofrimento resultante de se distrair com passado e futuro. Reconheça o valor e a alegria de estar no agora. Ensine a mente e, em seguida, solte os Apegos e deixe-os sumir. Não desista de ensinar a si mesmo. Lembre-se que a última frase de Buddha antes de morrer foi "Dessa forma, bhikkhus, eu os encorajo: todas as coisas condicionadas estão sujeitas à dissolução. Esforcem-se pelo objetivo com diligência". 
Paz a todos vocês, amigos do Dhamma/ Dharma. -^- (porém, se não houver paz, isso também é o suficiente para abandonar Tanha e ser generoso com essa mente agitada. Então, em última instância, acho que a prece ideal seria: paz em suas intenções -^-)

Sabbe satta sukhi hontu! Que todos os seres possam ser felizes!
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