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William - Admin

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 504

Mensagem Dom 7 Jan 2018 - 22:43

Newsletter enviada em 06/03/2016:

### Newsletter - Fórum Sangha Online: Incentivo à prática e à comunicação entre a comunidade e a administração ###

Olá amigos do Dhamma. Gostaria de convidá-los hoje para questionar uma das reclamações mais constantes de uma mente sem sabedoria, que consiste em sempre justificar a própria insatisfação porque está faltando isso ou aquilo. E é por meio disso que alimentamos a Segunda Nobre Verdade proclamada pelo Buddha ("A causa do Sofrimento é o Desejo Sedento"), uma vez que passamos a colocar metas e objetivos na expectativa de que quando alcançarmos aquilo seremos felizes: quero assistir programa x todos os dias; quero ter um salário melhor; quero aparentar mais elegante; quero ter uma voz mais grossa; quero ter cabelos mais compridos; quero me encaixar naquele grupo social; quero ser elogiado pela minha prática espiritual; quero poder comer tal doce todos os dias... e assim vai a lista infinita de desejos da mente.

Diante dessa arma recorrente que nossas mentes usam para acreditarem que sempre falta alguma coisa para a sua paz, vale refletir: do que realmente precisamos para ser felizes? Uma casa própria? Uma pessoa amada que sempre nos agrade? Uma mãe que não nos critique todos os dias? Um local de trabalho com ar-condicionado? O que é que REALMENTE nós precisamos? E é engraçado a necessidade de fazermos essa reflexão, porque quando assumimos o compromisso de praticar um caminho espiritual, colocamos como objetivo a Paz Interior - se ela é interior, significa que ela independe de condições externas. Mas quando começamos a treinar, a tentar ir contra a corrente dos nossos desejos e a tentar purificar a mente, começamos a duvidar se realmente há como estar em paz em todas as circunstâncias.

Uma forma divertida de pensar nessa possibilidade é pensar não só na impermanência das nossas experiências, mas também das nossas preferências. Não só o que nós vivemos muda - mas também o que nós gostamos ou odiamos. Basta pensar no quanto mudamos no decorrer da vida - doces que hoje não podemos mais ver, mas que quando crianças comíamos sempre que possível; bandas de música que escutávamos constantemente e que hoje já não nos atraem com a mesma intensidade; jogos aos quais nos dedicávamos por horas e que hoje são sem graça comparados aos que jogamos hoje... entre tantos outros exemplos. Naturalmente há coisas que gostamos desde crianças até hoje - mas pense nas coisas que você amava e que hoje não te importam, ou nas coisas que você odiava e que hoje você preza. Quão certas são nossas preferências? Mas a realidade da vida é esta: experiências e preferências são ambas impermanentes. Posso gostar de calor e, de repente, passar a gostar do frio. Ou, embora continue a gostar do calor, o tempo vira e esfria! É por isso que nunca estaremos satisfeitos enquanto procurarmos a felicidade lá fora - se a experiência demorar para mudar, nossa preferência por ela pode mudar antes e vice-versa. Não há escapatória - nada irá nos alegrar, nos trazer prazer para sempre, primeiro porque a preferência muda, e porque a experiência em si também acaba, também passa. Alguns dizem que seu sonho de consumo é poder comer até engordar... Se isso fosse possível, elas iriam comer um doce continuamente até que num momento iriam enjoar... Pode ser que dali um tempo comer nem seja mais um prazer tão prazeroso como assistir TV, como exemplo.

Assim é a Vida, de acordo com o Buddha na Primeira Nobre Verdade. É inconstante, é impermanente, é insatisfatória, é Anicca. Essa palavra em páli, "Anicca", que geralmente traduzimos como Impermanência, também pode ser traduzida como "indigna de confiança". Não podemos confiar na vida... o natural é que sempre estejamos desconfiados, porque nossas experiências e preferências estão sempre mudando. Como Ajahn Chah (monge theravada) dizia, tudo é incerto - o que nós amamos, o que nós odiamos, o que nos é próximo, o que nos é distante... a vida vai mudando, e quando vemos estamos numa situação que nunca achávamos que teríamos que passar, como a morte de um ente querido, ou como ganhar na mega-sena! E aí, quando achávamos que ganhar na mega-sena seria felicidade eterna garantida, descobrimos que não era aquilo que realmente queríamos - e agora, qual o próximo desejo para nos frustrarmos ou enjoarmos de novo depois?

O ensinamento do Buddha fala justamente sobre isso... desconfie da vida, desconfie das suas preferências, desconfie das experiências... porque tudo vai passar, tudo vai morrer, tudo vai mudar... Então, não confie a sua felicidade a suas posses materiais, a pessoas queridas, aos seus hobbies, a sua coleção de cds, aos animes que você assiste, aos elogios que você recebe pelos serviços sociais que faz, ao prato que você come todos os sábados... não confie, não ache que a sua felicidade depende dessas coisas, porque não depende. Pelo menos não a Felicidade Genuína, Interior, Imaculada, Incondicionada...

Felicidade Genuína envolve a liberdade de não ser escravizado pelas próprias preferências ou experiências... Envolve ser capaz de não desanimar porque está calor, mas gosto do frio... Ou porque a comida está sem sal, mas eu gosto de salgado... Ou porque eu me acho generoso, mas Fulano me chamou de mesquinho... Porque, com a prática, nossas referências não são mais nossas experiências ou preferências, mas nossas intenções. Felicidade Genuína envolve valorizar as intenções de generosidade, paciência, amorosidade, tolerância, serenidade, solidariedade, calma, compaixão, sabedoria, moderação, contentamento com pouco e virtude... Quando essas qualidades passam a ser as nossas referências, então as nossas experiências ou preferências perdem importância. Já não importa muito se está frio ou calor, se recebi um elogio ou uma crítica, se está tocando sertanejo ou rock, se trabalho com matemática ou humanas, se tenho dinheiro ou não, se sou bonito ou não... O que importa é usar o que a vida trouxer para generosidade, para caridade, para ajudar aos outros, e para treinar as nossas próprias mentes.

Então, aos poucos, GRADUALMENTE, o sentido da vida para de ser a dualidade conseguir o que desejo - evitar o que odeio; e passa a ser usar por generosidade aquilo que pode ser usado - deixar passar a seu próprio tempo aquilo que não pode ser usado. Não significa que nos tornaremos pessoas anormais, sem gostos ou desgostos, ou que não se incomodam quando suas preferências são contrariadas - ainda temos incômodos, desconfortos e prazeres, mas já não valorizamos nem corremos atrás dessas coisas, porque percebemos que elas mudam. O que nos arrepiava no passado pode nos enojar hoje, e vice-e-versa, então já não levamos mais essas coisas tão a sério.

Assim, o que quer que a vida nos traga, a questão não será mais "gosto disso ou não?", mas será "posso usar isso em benefício meu e de todos os seres, ou não?". Dessa maneira, qualquer coisa que a vida trouxer será boa o suficiente. Qualquer coisa que surgir poderá ser acolhido com amor-bondade (metta). Guerra ou paz, nascimento ou morte, juventude ou velhice, saúde ou doença, fome ou saciedade, riqueza ou pobreza, elogio ou crítica, internet ou ausência de eletricidade - qualquer coisa que a vida trouxer, é boa o suficiente para ser generoso, para ser gentil, para fazer algo benéfico...

Quando essa convicção passa a ser cultivada no coração, só então entendemos que não precisamos de nada para estar em paz, porque qualquer coisa é boa o suficiente para cultivar a paz. Só então estamos prontos para morrer, para passar pelas provações da vida, para ouvir críticas sem nos apegarmos a raiva que se manifestar no coração, para passar por dificuldade sentindo-nos plenos, porque compreendemos que quando encontramos o que é realmente importante aqui dentro, tudo lá fora pode se revolver ou acabar no momento que quiser - isso não importa, porque enfim encontramos aquilo que realmente importa: o fato de que nada importa, tudo é impermanente, e a maior paz é abrir mão de tudo, usando as coisas que vierem apenas por generosidade, até que elas cessem de acordo com sua própria natureza.

Caso contrário, continuaremos enredados em bhava-tanha, Desejo por ser/existir - desejo por voltar a se alegrar com aquelas músicas, ou com aqueles doces, ou com aquele serviço, ou com aquele jogo... desejo de voltar a experienciar essas coisas ou mesmo gostar dessas coisas... sempre desejo de que venha a ocorrer isso aquilo, de experimentar isso ou aquilo... E aí, o que conseguimos com esses desejos são apenas mais vidas as quais desconfiar, mais vidas com experiências e preferências sempre mudando, e a gente ainda procurando a felicidade eterna nessas coisas indignas de confiança. Mas quando realmente desconfiarmos dessas buscas, podemos parar e observar as nossas mentes. E então, quando ferver o desejo por aquele prazer, quando arder a raiva por aquela pessoa ter falado de dada forma ou quando gelar aquele medo de que o que temíamos está por vir, poderemos nos lembrar - não importa, tanto faz, qualquer coisa é boa o suficiente para fazer aquilo que realmente importa; porque, o que realmente importa, é ser generoso, é ser bondoso, é ser solidário. Não importa que eu não consiga aquilo que eu estou desejando, ou que eu não consiga mudar a forma que fulano falou comigo, ou que eu não consiga evitar aquilo que eu temo, não importa, não importa - eu acolherei isso com serenidade, e tentarei dar o meu melhor para usar isso por generosidade, por amor bondade. Se tudo der certo, ótimo. Se tudo der errado, ótimo.

Porque quando entendemos que o que realmente importa é cultivar a generosidade, até mesmo a morte se torna boa o suficiente. Quando nos lembramos disso, então o desejo esfria, a raiva se curva, o medo se esvai, e o abrir mão, a aceitação, o desapego, a renúncia, a serenidade, a caridade, a compaixão se desenvolvem. A mente se acalma, se aprofunda na meditação e, então, tudo fica claro. Sabedoria acende, ignorância cessa. E então vem a resposta: nada é necessário para ser feliz, para estar em paz. A partir disso podemos nos levantar da almofada e nos envolvermos com a vida e com as pessoas, no serviço, na família, somente por generosidade e com plenitude. -^-


Aqueles que dão importância àquilo que não é importante
e que não dão importância àquilo que é importante,
sustentando pensamentos errôneos,
eles nunca alcançarão aquilo que é importante.
Dhammapada 11

Aqueles que dão importância àquilo que é importante,
e que não dão importância àquilo que não é importante,
sustentando pensamentos corretos,
eles alcançarão aquilo que é importante.
Dhammapada 12

Oferecer o Dhamma supera todas as demais oferendas.
O sabor do Dhamma supera todos os demais sabores.
O prazer do Dhamma supera todos os demais prazeres.
A libertação do desejo é o fim do sofrimento.
Dhammapada 354



Antes de terminar de ler esse texto, volte-se para dentro: como está sua mente? Há intenções benéficas aqui? Se não, programe sua mente - desenvolva hiri-otappa (vergonha e temor de cometer transgressões) e veja o sofrimento resultante de se distrair com passado e futuro. Reconheça o valor e a alegria de estar no agora. Ensine a mente e, em seguida, solte os Apegos e deixe-os sumir. Não desista de ensinar a si mesmo. Lembre-se que a última frase de Buddha antes de morrer foi "Dessa forma, bhikkhus, eu os encorajo: todas as coisas condicionadas estão sujeitas à dissolução. Esforcem-se pelo objetivo com diligência".

Paz a todos vocês, amigos do Dhamma/ Dharma. -^- (porém, se não houver paz, isso também é o suficiente para abandonar Tanha e ser generoso com essa mente agitada. Então, em última instância, acho que a prece ideal seria: paz em suas intenções -^-) Sabbe satta sukhi hontu! Que todos os seres possam ser felizes!

> > > Qualquer comentário, crítica ou elogio, favor enviar ao e-mail sangha-online@bol.com.br. Independente do que for, crítica ou elogio, ambos são bons o suficiente para cultivar aquilo que deve ser cultivado ^-^
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leite_paulo

Discípulos
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Masculino
Define-se budista? : Não
Mensagens : 3

Mensagem Qui 1 Mar 2018 - 6:16

Excelente texto. Muito enriquecedor.
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