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William - Admin

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 504

Mensagem Dom 7 Jan 2018 - 22:51

Newsletter enviada em 15/01/2017:

### Newsletter - Fórum Sangha Online: Incentivo à prática e à comunicação entre a comunidade e a administração ### 

"[...] Porque de vida em vida nós trocamos de nacionalidade, trocamos de cor de pele, trocamos de corpos, trocamos de família, trocamos os cérebros e as heranças genéticas... trocamos até mesmo de orientação sexual e personalidade! Consegue ver isso? rsrs..." 

Olá amigos do Dhamma!

Venho compartilhar uma ideia para reflexão.

Bom, às vezes pensamos "O que realmente importa na vida?"... Mas e se alguém te dissesse: "O que importa na vida é o que importa na morte. Então, a questão é: o que importa na morte?"...?

Ou seja, o que é que tem valor na morte? O que é que faz diferença na morte?

Essa é uma forma diferente de questionarmos o sentido da vida, não é? O que viemos fazer aqui? Estamos fazendo o que viemos fazer? rsrs...

É claro que é uma questão complicada, porque não sabemos o que acontece depois da morte. A tendência, devido a ciência, é crer (outra crença!) que a morte é o fim de tudo. Mas o Buddha sugere, mesmo para as pessoas mais racionais, que o mais lógico seria crer que há algo após a morte, porque aí podemos nos esforçar em viver uma vida virtuosa e boa. Se houver algo depois da morte, então não teremos nos esforçado em vão. Se não houver nada, não ficaremos frustrados, porque não haverá nada [?] rsrs... 

Então, a hipótese mais lógica é que há alguma coisa depois da morte, e que portanto é importante que sejamos pessoas morais e boas na vida. Porque se não houvesse nada depois da morte, teria algo que importaria na morte? Não. Então, haveria algo que importaria na vida? Não! 

Então, crer que a morte é o fim de tudo, além de ser a posição mais perigosa, nos leva à tendência de ter uma vida ou depressiva, ou meio sem rumo. Vamos criando metas e sonhos, nos alegrando com a satisfação dos nossos desejos por prazeres transitórios, e assim vamos levando a vida. 

Então, vamos assumir a posição sugerida pelo Buddha.

Se há algo depois da morte (de acordo com o Buddha, renascimentos de acordo com nosso Karma, ou seja, de acordo com as nossas boas e más ações), o que importa na morte? O que terá valor quando morrermos? 

Nossas experiências? Nossos diplomas? Os elogios e críticas? As dificuldades pelas quais passamos? Os bens materiais que acumulamos? As viagens que realizamos? As músicas que ouvimos? As pessoas que conhecemos? As traições que sofremos? Os empregos que colocamos nos nossos currículos? O dinheiro no banco? Reputação e fama? Nossa profissão? 

O que diferencia um caixa de mercado, de um médico, de um ladrão, de um engenheiro, de um monge, de um desempregado, de um telefonista, de um vendedor, de um mendigo, de um empresário, de um professor, de um turista, NA MORTE? O que os diferencia? 

A resposta, é aquilo que importa na vida - a resposta que procuramos no começo. Porque o que tem valor na vida, é o que tem valor na morte. 

Mas as coisas que eu disse acima não têm valor na morte. O que tem valor é o que você faz com suas experiências, o que você faz com seus diplomas, como você responde aos elogios e críticas, como você lida com as dificuldades, para que você usa seus bens materiais, os motivos pelos quais você viaja, as emoções que você cultiva ao ouvir música, a forma como você trata as pessoas que conhece, a forma como você responde as traições daqueles que você confiou, a sua motivação ao ir trabalhar, a finalidade que você dá ao seu dinheiro, a sua fama ou a sua profissão. 

Em suma, o que importa na morte são as intenções que você cultivou no coração . Isso é Karma. O Karma ruim são as intenções de raiva, de ódio, de inveja, de vaidade, de cobiça, de vícios, de deslealdade, de preguiça, de remorso, de inquietação. O Karma bom são as intenções de acolhimento, tranquilidade, respeito, altruísmo, humildade, simplicidade, virtude, honestidade, dedicação, perdão, generosidade... 

São essas coisas que diferenciam as pessoas na morte, não é? 

O que importa não é sua nacionalidade, sua raça, sua orientação sexual, suas preferências, sua personalidade, suas limitações físicas, sua cor de pele, sua origem familiar, sua cidade natal, ou suas dificuldades cognitivas... o que importa é o que você faz com isso? Com quais intenções? Com quais pensamentos em mente? 

Para aqueles que sentem uma certa inspiração pelos ensinamentos que pregam a existência de uma moralidade pós-morte, pode-se ir ainda mais longe: isto é, pode-se ver que todas essas coisas que não têm valor, não o têm ainda mais porque são impermanentes. Ou seja, são descartáveis. 

Porque de vida em vida nós trocamos de nacionalidade, trocamos de cor de pele, trocamos de corpos, trocamos de família, trocamos os cérebros e as heranças genéticas... trocamos até mesmo de orientação sexual e personalidade! Consegue ver isso? rsrs... 

O ensinamento do Buddha chega fundo neste ponto. Anatta - não-eu. É isso que o Buddha quer dizer quando ele afirma que nada disso é nosso Eu, nossa propriedade, ou do nosso controle. As coisas simplesmente mudam sem nossa autorização, porque a sua natureza é a impermanência. Nada disso nos pertence. Nada disso nos obedece - o desejo por que nos obedeçam é que faz com que soframos. Aqueles que fazem guerras por causa dessas coisas (dinheiro, orientação sexual, raças, nacionalidades) perderam o essencial de vista, porque nada disso tem valor diante da morte. Nossos corpos envelhecem, o que nós gostamos perde a graça, o que nós odiamos um dia se torna querido, mudamos de países, aprendemos coisas novas, nossos amigos mudam, nós mesmos mudamos... e então, remorremos e renascemos. E tudo continua mudando. 

Então encontramos esse ensinamento: de que nada no Samsara é permanente. É tudo transitório. Então, o que realmente importa não são essas coisas que vêm e vão. O que importa é o que fazemos com essas coisas que vêm e vão. 

Porque quando vemos as coisas como de fato são, então já não levamos mais nossas preferências tão a sério, porque elas mudam. Já não causamos mais guerras entre nacionalidades, porque são convenções. Já não nos matamos por dinheiro, porque tudo o que ele pode comprar é impermanente. Não discriminamos o diferente, porque vemos que todos mudam - ninguém permanece o mesmo. Já não nutrimos mais ódio pelas pessoas, porque vemos que todos nós somos uma só família. E o que há de comum em todos os integrantes dessa grande família (leia-se: todos os seres), é essa capacidade de despertar para o que realmente importa: cultivar as intenções benéficas. 

Essa é a única coisa que não muda. Essa é uma Verdade permanente. Cultivar a mente é sempre a única coisa que tem verdadeiro valor. Essa é a única certeza que podemos ter. Porque o resto, na vida e na morte, é incerto. 

Se contemplarmos isso pouco a pouco, então poderemos conhecer e compartilhar a paz que é capaz de permear todos os instantes. Não é uma felicidade que só está quando tem o que deseja, o que prefere ou o que gosta (porque preferências mudam!). É uma felicidade que vem de dentro, da mente que cultiva as boas intenções em todas as circunstâncias. Da mente que entende que o importante não é TER boas experiências, mas SER bom em todas as experiências, sejam elas agradáveis ou não. 

Só então se está pronto para morrer. 

Porque aqueles que morrem sem terem conhecido o que é realmente importante, continuam procurando, continuam correndo em círculos porque correm atrás de experiências impermanentes, baseados em preferências impermanentes. 

Agora, aqueles que param de buscar, descansam. Usam o mundo, o corpo e a mente por generosidade, deixando-os seguirem o seu próprio fluxo, que é a mudança. 

Então entendemos que dinheiro, profissão, experiências, viagens, personalidade, gostos e desgostos, tudo isso é secundário. Isso significa ter uma só meta de ano novo: ser uma boa pessoa. Todas as demais metas são secundárias, porque derivam dessa. 

Porque, na morte, tudo isso também será secundário. O que importará são as motivações e intenções que você tiver cultivado na mente e no coração. Isso será o essencial. Isso é o que terá valor na morte. E portanto, é também o que tem valor na vida. 

Só assim podemos estar prontos para morrer. Mais nada para buscar, porque vemos que nada é digno de ser buscado. A única coisa digna de se buscar, é essa compreensão de que tudo muda. Se tudo muda, não há busca que tenha fim. Não há nada que, quando adquirido, ponha fim a nossas buscas e perambulações. Tudo só termina, quando nós paramos de buscar. Quando nós mudamos de atitude. Quando nós mudamos as intenções que cultivamos.


Só então, as buscas acabam. Por fim o descanso. Por fim a paz. Por fim, Nibbana.


Quem quiser ler um discurso que o monge Ajahn Chah deu a uma discípula próxima da morte, pode ser que traga inspiração. Destaco apenas este ponto:


"Não pense muito. Somente pense: "Assim é como as coisas são". É a sua tarefa, a sua responsabilidade. Neste exato momento ninguém pode ajudá-la, não há nada que a sua família e as suas posses possam fazer por você. A única coisa que lhe pode ajudar é o entendimento correto." - http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/verdadeiro_lar.php



Antes de terminar de ler esse texto, volte-se para dentro: como está sua mente? Há intenções benéficas aqui? Se não, programe sua mente - desenvolva hiri-otappa (vergonha e temor de cometer transgressões) e veja o sofrimento resultante de se distrair com passado e futuro. Reconheça o valor e a alegria de estar no agora. Ensine a mente e, em seguida, solte os Apegos e deixe-os sumir. Não desista de ensinar a si mesmo. Lembre-se que a última frase de Buddha antes de morrer foi "Dessa forma, bhikkhus, eu os encorajo: todas as coisas condicionadas estão sujeitas à dissolução. Esforcem-se pelo objetivo com diligência".

Paz a todos vocês, amigos do Dhamma/ Dharma. -^-
Sabbe satta sukhi hontu! Que todos os seres possam ser felizes! Que todos parem de correr atrás de experiências que mudam, baseados em preferências que mudam. ^-^
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