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 O que dizer de monges que desrespeitam as regras de Buda?

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 473

Mensagem Ter 16 Jul 2013 - 13:42

O que dizer de monges que desrespeitam as regras de Buda?
O problema está no Budismo? Como um budista deve reagir a essa situação? Primeiro, o que podemos dizer desses monges é que eles não se esforçaram a seguir os ensinamentos de Buda. Se você não toma o remédio dado por um médico, isso quer dizer que o médico é mal qualificado? E ainda, se você sabe que o profissional é bom, vale a pena se enfurecer com aquele que não soube tirar proveito da prescrição médica, sendo que a prescrição dada pelo Buda é, dentre outras, não sermos controlados pela raiva?
No meio de junho de 2013, ecoou no Youtube um vídeo que deixou muitos budistas indignados (mesmo jornais brasileiros, como o Folha de São Paulo, falaram sobre. Clique no link e confira a reportagem). Nele se vê três monges tailandeses Theravada desrespeitando as regras prescritas pelo Buda de simplicidade, visto que eles estavam fazendo uso de óculos escuros, malas de marcas famosas e caras, fones de ouvido (monges Theravada não podem ouvir música), dentre outros luxos claramente proibidos pelo Buda que, aliás, nem sequer permitia que seus seguidores monásticos manuseassem dinheiro.
Em virtude disso, aqueles que rotulam o Budismo como uma religião diferente e especial porque não requer fé cega num criador ou mesmo em Buda acabam exclamando que 'nem o Budismo salva', e que todas as religiões são "farinha do mesmo saco" - mas tais generalizações são muito perigosas!
Afinal, proclamar tais afirmações é fazer o que os monges estavam fazendo: contrariar os ensinamentos de Buda. Isso porque Nirvana, a paz que é o objetivo do Budismo, requer que enxerguemos as coisas em suas manifestações sutis, então precisamos desconstruí-las e não generaliza-las. Buda queria que víssemos num espelho não só um corpo, mas os 5 agregados, pele, ossos, tendões, pensamentos, sensações... Ele queria que desmembrássemos tudo para que pudéssemos compreender a realidade profundamente - isso é o que é penetrar, entender com profundidade.
Portanto, não devemos nos apegar a generalizações que são conjuntos de coisas menores. Não devemos construir e conjecturar mais generalizações, precisamos desconstruí-las para enxergar as coisas menores, cujo funcionamento justifica o modo de ser das coisas maiores que compõem.
Então, vamos fazer esse exercício: O que é o Budismo? Uma religião é o mais convencional de se dizer. E o que é uma religião? É um conjunto de doutrinas que são seguidas por um conjunto de pessoas. E o que são pessoas? Podemos resumir como a união de corpo, mente e fluxo de karma. Quanto ao segundo, o que ele é? E é aqui que temos um grande problema: por estarmos sempre condicionando nossas mentes a estarem agitadas e focadas em objetivos e desejos, nunca estamos suficientemente receptivos para enxergar nossas mentes em seu estado natural que é de tranquilidade e calma. Então, a mente é algo que para ser conhecida, precisa ser libertada de amarras mentais como a cobiça e o apego.
Percebeu o que fizemos? Olhamos um pouco além das aparências e, assim, podemos dizer agora que o Budismo é um conjunto de doutrinas seguidas por mentes que podem estar bem ou mal condicionadas - e assim o é com qualquer religião. Então, se enxergarmos desta forma, vamos perceber que não basta colocar a culpa em Buda, precisamos olhar um pouco mais além: quem está praticando os ensinamentos de Buda? Nesse caso, o problema pode não estar na religião, mas no praticante! A Tailândia, por exemplo, é majoritariamente budista, mesmo assim há muito crime no país, por que isso? Muitos podem se dizer budistas, mas não o praticarem!
"Certa vez, quando perguntaram a Ajahn Chah porque havia tanto crime na Tailândia, um país budista, ele respondeu: 'Não são os budistas que estão fazendo isso! Isso não é Budismo. Buda nunca ensinou nada disso - pessoas estão fazendo essas coisas.'"
É como se um médico qualificado fizesse uma boa prescrição e passasse um ótimo remédio para alguém. Como essa pessoa não segue o que ele receitou, ela continua doente e sai falando para todo mundo que fez o que o médico disse, mas não se curou: logo, o médico não presta. É certo você ouvir o comentário e julgar o profissional da saúde como desqualificado? Você precisa olhar um pouco mais além disso. O que de fato você está avaliando? Jogue suas opiniões fora e veja: o que está de fato acontecendo?
O que está acontecendo é que alguns monges não estão seguindo os medicamentos oferecidos pelo Buda. Esse é algum problema no Budismo? Não necessariamente, e se você comprovou por si mesmo que Buda ensinou algo valioso, então concordará que o problema está nas mentes que não se esforçaram para compreender os ensinamentos.
Portanto, se você não é budista e julgou o Budismo a partir desse acontecimento, olhe de novo sem preconceitos. Entretanto, quem é budista também precisa tomar cuidado! A Tailândia é o país cuja maior parte da população, quase 95%, "segue o Budismo" - percebemos que muitos podem apenas dizer que seguem sem fazê-lo, então, não se apegue às estatísticas. Ao terem acesso a esse vídeo, portanto, muitos tailandeses devem ter ficado indignados! Qual é a ação correta nesse caso?
Vamos voltar ao Símile do Médico. Suponha que você ouça a pessoa que não atendeu a prescrição ofendendo o doutor, sendo que você sabe que ele é muito bom porque já recebeu muita ajuda médica dele. Você poderia conversar com aquele que foi seu paciente, entender a situação e tentar ajuda-lo a ver as coisas de outra forma para fazer um esforço para atender a prescrição do médico e ser curado. Se a pessoa se recusasse, sua indignação a faria mudar de ideia? Se ela teima em querer continuar doente, não há o que fazer, não adianta ficar nervoso por isso.
Da mesma forma, devemos perceber o erro feito por esses monges, mas não precisamos alimentar raiva por eles. Não é porque percebemos a sabedoria de Buda que precisamos defende-lo a todo o custo, ofendendo aqueles que se dizem seguidores, mas o difamam. Isso é Dukkha, sofrimento! Ajahn Chah certa vez aconselhou bem um de seus alunos de que ele não precisava carregar a vontade de mudar os outros, porque fulano não se dedicava ao treinamento como ele ou porque cicrano não ensinava o Dharma corretamente - isso é uma grande futilidade! Se você pode dar conselhos à pessoa para ajuda-la a enxergar as coisas corretamente, então vá lá e aconselhe! Se ela ainda assim insistir em fazer o errado, não adianta carregar raiva, porque isso é sofrimento desnecessário que não mudará a situação - então, desapegue-se dessa raiva!
Logo, esses monges não compreenderam a essência do ensinamento de Buda, que pregou a simplicidade para que seus seguidores monásticos pudessem se dedicar ao treinamento do contentamento e da virtude sem muitas preocupações materiais.
Podemos julgar o Budismo a partir da atitude de seus praticantes? Talvez. Se um conjunto de pessoas se dispõe a praticar ensinamentos budistas que conduzem à paz, então a tendência é que se tenha uma comunidade virtuosa, e vendo isso de fora podemos ficar fascinados com o Budismo. Mas não é por isso que todos atingirão a mesma realização espiritual, e nem por isso não podem surgir pessoas cheias de raiva e má conduta na comunidade. Então, um conjunto pode ser julgado pelas  tendências provenientes daquilo que esse conjunto segue, mas no final das contas, precisamos enxergar que a prática começa no interior de cada um e não em generalizações.
E, por fim, adianta retrucar com críticas e raiva? Não adianta. Se você pode alertar alguém que fez algo errado, ou no caso da Sangha, puni-lo de alguma forma para ajuda-lo a reconhecer o erro, então o faça. Mas se não funcionar, não seja tomado pela raiva. No final das contas a prática vem de dentro de cada um, então, não tente mudar as pessoas ou justificar os erros daqueles que se dizem seguidores para defender o Buda. Não se altere. Se você quer que os ensinamentos de Sakyamuni sejam corretamente preservados, e não corrompidos, cultive-os dentro de você e seja um exemplo silencioso - essa é uma coisa que aprendemos no Dharma, dar o exemplo sem ficar anunciando nossas conquistas com orgulho e presunção. Então, não seja tomado pela raiva, esteja contente com pouco e assim você ajudará a conservar o Dharma de Buda muito mais do que se alimentasse raiva pelos monges.
[Buda]: “Monges, se alguém falar difamando o Buda, o Dharma ou a Sangha, vocês não deveriam ficar com raiva, ressentimento ou perturbação por conta disso. Se vocês ficarem com raiva ou descontentes, isso será apenas um obstáculo para vocês. Pois se outros difamam o Buda, o Dharma ou a Sangha e vocês ficarem com raiva ou descontentes, será possível que vocês saibam se aquilo que eles dizem é correto ou não?”
[Monges]: “Não, venerável senhor.”
[Buda]: “Se alguém difamar o Buda, o Dharma ou a Sangha, então vocês devem explicar aquilo que é incorreto como incorreto, dizendo: ‘Isso é incorreto, isso é falso, esse não é o nosso modo, esse tipo de coisa não é encontrada no nosso meio’. Mas, monges, se alguém falar elogiando o Buda, o Dharma, ou a Sangha, vocês não deveriam ficar satisfeitos, contentes ou exultantes por conta disso. Se vocês ficarem satisfeitos, contentes ou exultantes com o elogio, isso será apenas um obstáculo para vocês. Se alguém elogiar o Buda, o Dharma, ou a Sangha, vocês devem reconhecer a verdade daquilo que é verdadeiro, dizendo: ‘Isso é correto, isso é verdadeiro, esse é o nosso modo, esse tipo de coisa é encontrada no nosso meio’.” - (retirado de Brahmajala Sutta - acessoaoinsight)
O que dizer de monges que desrespeitam as regras de Buda? Podemos dizer que eles não seguiram as prescrições budistas e, por isso, não conseguiram se curar da escravidão da cobiça e dos desejos. Quem pode salvá-los? Somente eles mesmos, portanto não fique magoado se você não conseguir convencer aqueles que agem de forma viciosa mudarem de ideia. Dê os conselhos que você puder e faça-os sem ser tomado pela raiva que busca defender o mestre exageradamente. Seja moderado, faça o que estiver ao seu alcance, desapegue-se da raiva e cultive as prescrições dadas realizando-as dentro de você, porque tanto a doença quanto a cura estão em nossas mentes. A eficiência disso, portanto, não pode ser julgada em algo externo, quer isso seja chamado de Budismo ou Filosofia de Vida, no final das contas é tudo convenção. Budismo não pode ser julgado por um conjunto de pessoas, Budismo é um conjunto de ensinamentos que estão aí para quem quiser testá-los por si mesmos.


Última edição por Administrador em Sab 31 Ago 2013 - 10:27, editado 7 vez(es)
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Mensagem Ter 16 Jul 2013 - 16:16

É o mesmo caso de um homem que é um ótimo pai de família, ótimo marido e que criou os seus filho da melhor maneira. Mas um dos filhos não pratica nada daquilo que foi ensinado por seu pai.
Isso que esses monges fizeram não foi tão ruim assim, por que são eles mesmos que estão se corronpendo, ruim seria se os mestres os incentivassem a praticar tais coisas. 

 Em certa ocasião o Abençoado estava em Savathi, no Bosque de Jeta, no Parque de Anathapindika. Lá ele se dirigiu aos monges desta forma: "Bhikkhus." – "Venerável Senhor," eles responderam. O Abençoado disse o seguinte:

“Existem quatro tipos de nuvens carregadas de chuva. Quais quatro? Aquela que troveja porém não chove, aquela que chove porém não troveja, aquela que não troveja nem chove, e aquela que troveja e chove. Esses são os quatro tipos de nuvens carregadas de chuva.

“Da mesma forma, existem quatro tipos de pessoas que podem ser encontradas no mundo que se assemelham a nuvens carregadas de chuva. Quais quatro? Aquela que troveja porém não chove, aquela que chove porém não troveja, aquela que não troveja nem chove, e aquela que troveja e chove.

“E como é o tipo de pessoa que troveja porém não chove? É o caso em que alguém é um orador, não um realizador. Esse é o tipo de pessoa que troveja mas não chove. Esse tipo de pessoa, lhes digo, é como a nuvem que troveja mas não chove.

“E como é o tipo de pessoa que chove porém não troveja? É o caso em que alguém é um realizador, não um orador. Esse é o tipo de pessoa que chove porém não troveja. Esse tipo de pessoa, lhes digo, é como a nuvem que chove porém não troveja.

“E como é o tipo de pessoa que não troveja nem chove? É o caso em que alguém não é um orador nem é um realizador. Esse é o tipo de pessoa que não troveja nem chove. Esse tipo de pessoa, lhes digo, é como a nuvem que não troveja nem chove.

“E como é o tipo de pessoa que troveja e chove? É o caso em que alguém é um orador e é um realizador. Esse é o tipo de pessoa que troveja e chove. Esse tipo de pessoa, lhes digo, é como a nuvem que troveja e chove.

“Esses são os quatro tipos de pessoas que podem ser encontradas no mundo."
- Anguttara Nikaya IV.101 Fonte: www.acessoaoinsight.net

Então existem quatro tipos de pessoas:
1 - A que sabe porém não pratica;
2 - A que não sabe, mas mesmo assim pratica;
3 - A que não sabe e também não pratica e
4 - A que tanto sabe como pratica.


Última edição por Shaka em Ter 16 Jul 2013 - 20:22, editado 1 vez(es)
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Mensagem Ter 16 Jul 2013 - 19:33

Shaka escreveu:
“E como é o tipo de pessoa que troveja porém não chove? É o caso em que alguém é um orador, não um realizador. Esse é o tipo de pessoa que troveja mas não chove. Esse tipo de pessoa, lhes digo, é como a nuvem que troveja mas não chove.

1 - A sabe porém não pratica;

 Boa postagem!  Esses monges foram ótimos exemplos de nuvens que trovejam, porém não chovem!
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Mensagem Sex 28 Fev 2014 - 6:34

Muito bem explicado os comentários acima! 

Um detalhe: quase todos tornam-se , mesmo que provisoriamente, monges na Tailândia. Assim refletindo, será que todos tem a mesma condição de seguir as regras monásticas? E se tem, será que destes todos a seguem ? Acho difícil, por exemplo, alguém praticamente "não quebrar" o preceito da fala adequada. 
Um dia conversei com um monge japonês sobre algumas questões polêmicas que acontecem aqui no Brasil com padres, pastares sobre assédio sexual e homossexualismo. Ele me disse que, lamentavelmente, isso também ocorre em monastérios budistas na Ásia.  Também ele presenciou, quando foi visitar um país no sudeste da Ásia, um monge Theravada comprando Coca-Cola ... 
E mais, é comum, segundo esse monge, os monges deixarem a parte financeira com os noviços (shramaneras), além de eles utilizarem cartão de crédito, já que não podem "manipular dinheiro".
Assim fica a questão: Se existem as regras monásticas para aperfeiçoar a conduta, obviamente quem se propõe a praticá-las (como no caso dos monges), deve segui-las. No entanto, não sejamos ingênuos que "100 % conseguirão" mesmo empenhando o esforço e a vigilância necessários. O que nos resta é desenvolver uma compreensão profunda deste tipo de situação e aproveitarmos dela para desenvolvermos metta (amor-benevolente), karuna (compaixão) por eles e a vigilância (atenção pela) ao refletirmos "Como, quando e de que maneira inadequada, inábil procedo?"
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Mensagem Qua 5 Mar 2014 - 23:00

É verdade, os noviços fazem algumas coisas pelos monges porque eles não podem, como dirigir carro também.
De fato, é difícil crer que vão conseguir realizar todos os preceitos 100%, mas a intenção da ordem monástica é que haja um ambiente com poucas possibilidades de se envolver com algo sensual, e também um ambiente onde outras pessoas podem "supervisionar" você. Então, é para dificultar que você faça algo errado sem alguém ver rs.
Os monges adotam o celibato, mas por muito tempo ficam fantasiando sexo na mente. Mas o ponto inicial é purificar o corpo e a linguagem, e fica mais difícil quando você está num ambiente restrito no meio de várias pessoas. Então, as regras monásticas são para ajudar, mas de início, é meio difícil mesmo crer que consigam completar tudo perfeitamente  Pensativo
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