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Mensagem Dom 6 Dez 2015 - 21:42

De qualquer forma, não devemos imaginar que os leigos são inferiores ou que não podem alcançar a Iluminação. Não lembro dos Suttas para colocar aqui agora, mas se eu achar depois eu posto alguns dos Suttas em que há discípulos leigos muito elogiados pelo Buddha que eram tão sábios que chegaram a dar palestras e ensinamentos para monges! Portanto, o Buddha teve não só monges muito sábios, mas também leigos muito sábios...  Feliz
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Mensagem Qui 10 Dez 2015 - 10:09

Adm., como posso saber em qual caminho supramundano estou caso esteja? Como posso saber que estou no caminho ou que obtive o fruto correspondente a ele? No caso, como saber se erradiquei a dúvida a respeito dos ensinamentos de Buda, a ideia de um eu e o apego a rituais? Como posso reconhecer minha posição no percurso da iluminação?
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Mensagem Qui 10 Dez 2015 - 10:15

Também queria saber se os quatro tipos de caminho são sequenciais, isto é, se primeiro devo entrar no caminho do Sotapañña, depois no do Sakadagami, depois no do Anagami e por último no do Arahant, um atrás do outro em ordem sequencial e progressiva. É desta forma que se processa?


Última edição por José P. S. Filho em Sab 12 Dez 2015 - 20:03, editado 1 vez(es)
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Mensagem Sex 11 Dez 2015 - 14:26

Como posso saber qual escola budista seguir?
É possível ser budista "praticante" sem frequentar o templo?
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Mensagem Sab 12 Dez 2015 - 19:57

José P. S. Filho escreveu:
Adm., como posso saber em qual caminho supramundano estou caso esteja? Como posso saber que estou no caminho ou que obtive o fruto correspondente a ele? No caso, como saber se erradiquei a dúvida a respeito dos ensinamentos de Buda, a ideia de um eu e o apego a rituais? Como posso reconhecer minha posição no percurso da iluminação?

Esses assuntos são meio complicados...  Não entendi rsrs
Mas veja bem... Só o 1º Nível de Iluminação já é realmente muito profundo, isto é, a Entrada na Correnteza. Para aquele que chega neste nível, o primeiro fator do Nobre Caminho Óctuplo está completamente purificado (Entendimento Correto). Então, o Sotapañña já sabe que qualquer experiência por meio dos 5 Agregados (Forma, Sensação, Percepção, Formações Mentais e Consciência) é insatisfatória. Porém, ele ainda tem Desejo Sensual... O que acontece é que o Entendimento está totalmente purificado, mas a Percepção, o Pensamento ainda não. Então é um nível muito diferente de entendimento - não dá para ter dúvida quando você chegar lá rsrs... Quem chega nesse nível já sabe o que tem realmente de importante para fazer pelo resto da sua vida. 

Agora, realmente não é muito bom se preocupar com isso. É melhor focar nos aspectos mais práticos do caminho e se dedicar, e essas coisas nós veremos por nós mesmos quando estivermos prontos. Mas acho que é bom o suficiente entender que é um nível totalmente diferente de compreensão. Não tem como ter dúvida se vocÊ alcançou a correnteza ou não... Quando você alcançar, você vai entender - forma é dukkha; sensação é dukkha; percepção é dukkha; formações mentais são dukkha; consciência é dukkha. Por isso se diz que o Sotapañña vê Nibbana; o Arahant realiza Nibbana. O Sotapañña vê que a felicidade suprema é quando esses 5 agregados cessam. O Arahant realiza a cessação propriamente dita desses 5 agregados, e garante o não-renascimento quando morrer (Parinibbana). 

Só que o Sotapañña ainda não purificou totalmente os outros 7 fatores do Caminho, e a velocidade e habilidade com que cada um realiza essa purificação varia.
O Sakadagami reduz drasticamente sua prisão ao Desejo Sensual e Má Vontade (isso é o que diferencia Sotapañña e Sakadagami), porém ele ainda tem esses dois grilhões.
Inclusive, na época do Buddha, havia dois discípulos leigos - acho que eram primos -, e o Buddha declarou que os dois eram Sakadagamis, sendo que um era celibatário e o outro era sexualmente ativo. Então cada um adota o nível de prática que escolher. Além disso, o Celibato não é inerente para se alcançar os 3 primeiros níveis de Iluminação, isso porque até o nível de Anagami, ainda há Desejo Sensual. Quando a pessoa alcança Anagami, o grilhão do Desejo Sensual é totalmente destruído, e a pessoa torna-se inerentemente celibatária. Não há escolha. O nível de percepção que ela alcançou é tal que sexo simplesmente não faz mais sentido para ela. É como ter uma conta bilionária no banco e mendigar moedas no meio da rua. Simplesmente não faz sentido para um Anagami.
Então, o que acontece no nível do Anagami é que todo o Nobre Caminho Óctuplo foi purificado, praticamente. Então, surgem os outros 2 fatores (tornando o Óctuplo o Nobre Caminho Décuplo), que são Conhecimento Correto e Libertação Correta. Aqui o Anagami tem que purificar níveis mais sutis da sua percepção e desenvolver a Sabedoria Final. Os problemas que ele ainda tem são Desejo aos reinos de existência mais sutis, como nos reinos de meditação profunda. E ele ainda tem presunção - o impulso de identificar-se com algumas experiências. Embora ele possa se lembrar do Entendimento Correto de que tudo é insatisfatório, vez ou outra seus grilhões geram os impulsos habituais de se identificar com aquilo que é impermanente, então ele ainda tem desejos, muito sutis. Mas uma hora ou outra, ele se desencanta mesmo pelos prazeres mais sutis, e alcança o estado de Arahant.

Também já li algo sobre caminho supramundano e fruto, que as duas coisas são diferentes. Nunca entendi isso  Rindo Mas realmente não é muito importante. Melhor nós nos dedicarmos aos aspectos mais práticos, e deixar o resto vir por si mesmo... Mas esses pontos que eu coloquei acho legal entender... Como o caminho é um abandono progressivo de qualquer experiência via esses 5 agregados, que o Sotapañña já entende que são insatisfatórios, embora no nível da percepção e pensamento ele ainda não esteja purificado.
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Mensagem Sab 12 Dez 2015 - 20:00

José P. S. Filho escreveu:
Também queria saber se os quatro tipos de caminho são sequenciais, isto é, se primeiro devo entrar no caminho do Sotapanna, depois no do Sakadagami, depois no do Anagami e por último no do Arahant, um atrás do outro em ordem sequencial e progressiva. É desta forma que se processa?

A sequência é essa, mas alguns percorrem essa sequência de uma só vez. Há pessoas comuns (que não atingiram nenhum dos 4 níveis de iluminação) que percorrem essa sequência toda e tornam-se Arahants de uma só vez, como exemplo. Mas para isso tem que ter Paramis muito bons, e geralmente ter praticado por muitas vidas, imagino eu  Rindo Se não me engano o discípulo do Buddha chamado Bahiya foi um caso nos Suttas... Se quiser dar uma confirmada, ou depois posso só pesquisar os Suttas com calma para confirmar  Feliz
O Venerável Ananda, discípulo e "secretário" do Buddha, como exemplo, foi um Sotapañña por muitos anos. Pouco depois da morte do Buddha, ele intensificou sua prática, e num dado momento ele saiu do nível de Sotapañña e foi direto para Arahant, percorrendo Sakadagami e Anagami. Então você passa por eses níveis, a sequência é essa. Alguns passam um por um - outros passam de uma só vez!  Feliz
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Mensagem Sab 12 Dez 2015 - 20:06

pierrot escreveu:
Como posso saber qual escola budista seguir?
É possível ser budista "praticante" sem frequentar o templo?

Sim, é possível ser budista praticante sem frequentar o templo. A prática é essencialmente interna. Buddha dizia que quem cultiva seu coração e mente estaria muito mais próximo dele do que alguém que, mesmo dormindo com ele e estando ao seu lado durante todo o dia, não purificasse seu coração e mente. O essencial no Budismo é Karma, isto é, suas intenções. Por que e como você fala, se move e pensa? Por que você vai ao trabalho? Por que você disse isso a Fulana? Por que você foi jogar esse jogo? Por que você fez aquela doação?... O importante é você cultivar as intenções de generosidade e desapego, e contemplar a vida de acordo com os ensinamentos para aprender a reconhecê-la com Sabedoria, e não com ganância, mesquinharia, raiva ou desânimo. Então a prática é essencialmente interna, embora um templo, um mestre e amigos espirituais ajudem muito.

Sobre as Escolas Budistas, pesquise com calma. Há muitas informações. Eu te aconselharia a pesquisar basicamente Theravada, Zen e Tibetano/Vajrayana; são as escolas mais conhecidas, ao que me parece. Pesquise com calma, e então se aprofunde numa só. Leia textos dos monges de cada escola e veja como eles ensinam. 
Do Theravada é mais difícil porque não tem muitos monges portugueses. Você pode pesquisar vídeos do Ajahn Mudito no Youtube. Pode ler textos de Ajahn Chah em português que alguns sites disponibilizam. Também tem um vídeo legendado em português no Youtube de Ajahn Brahn (como lidar com emoções) que eu sempre recomendo.
Do Zen, há ícones como a Monja Coen e o Monge Genshô. Também há vídeos legendados de mestres internacionais.
Do Tibetano, há o Lama Padma Samten, que eu admiro muito. Vídeos legendados de mestres dessa tradição não faltam, como o próprio Dalai Lama e alguns Rinpoches, como exemplo.  Feliz
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Mensagem Dom 13 Dez 2015 - 13:29

Primeiramente, obrigado por responder. Esse início de caminhada tem sido instigante, porém muito desafiador. Das escolas citadas, me identifiquei muito com a Theravada e tenho buscado alguns textos (já estou indo atrás dos que vc citou). Mas há algum problema em observar os ensinamentos de monges de outras escolas? Por que eu vejo sempre a Monja Coen e o Padma Samten, inclusive em reportagens sobre o budismo na televisão (que foram meu primeiro contato com a religião), e admiro muito a sabedoria dos dois.
Por enquanto não posso frequentar nenhum templo, mas pretendo. Vou seguir sua orientação e ler tudo com atenção. A ausência de um deus a ser adorado, o desapego, a generosidade e a busca por sabedoria são pontos em que me identifico muito.
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Mensagem Sex 18 Dez 2015 - 18:47

Claro que não há problema em observar e ouvir monges de outras escolas não... Eu mesmo admiro muito o Lama Padma Samten e também gosto dos ensinamentos de outros monges do Budismo Tibetano, embora siga a Escola Theravada  Feliz
Essencialmente, o importante é investigar aquilo que o Buddha disse. Então, use o filtro que o Buddha deu a sua madrasta para questionar quais ensinamentos estão de acordo com aquilo que o Buddha ensinou e quais não estão:
--------------

Mahapajapati Gotami foi até o Abençoado e depois de cumprimentá-lo ficou em pé a um lado e disse: "Seria bom, venerável senhor, se o Abençoado pudesse me ensinar o Dhamma de maneira resumida de forma que, tendo ouvido o Dhamma do Abençoado, eu possa permanecer só, isolada, diligente, ardente e decidida. "
"Gotami, as qualidades que você provavelmente conhece, ' Essas qualidades conduzem à cobiça, não ao desapego; a estar agrilhoada, não a estar livre dos grilhões; ao acúmulo, não à renúncia; ao engrandecimento pessoal, não à modéstia; à insatisfação, não à satisfação; ao enredamento, não ao isolamento; à preguiça, não a estimular a energia; a ser um incômodo, não a não ser um incômodo': Você deve definitivamente entender, ' Isto não é o Dhamma, isto não é o Vinaya, essas não são as instruções do Mestre.'
"Quanto às qualidades que você provavelmente conhece. ' Essas qualidades conduzem ao desapego, não à cobiça; a estar livre dos grilhões, não a estar agrilhoada; à renúncia, não ao acúmulo; à modéstia, não ao engrandecimento pessoal; à satisfação, não à insatisfação; ao isolamento, não ao enredamento; a estimular a energia, não à preguiça; a não ser um incômodo, não a ser um incômodo: Você deve definitivamente entender, ' Isto é o Dhamma, isto é o Vinaya, essas são as instruções do Mestre.'"
Isso foi o que o Abençoado disse. Mahapajapati Gotami ficou satisfeita e contente com as palavras do Abençoado. (Gotami Sutta - http://www.acessoaoinsight.net/sutta/ANVIII.53.php)
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Mensagem Sab 19 Dez 2015 - 13:31

Entendi. Bem interessante o texto. Obrigado.
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Mensagem Dom 27 Dez 2015 - 13:11

Tenho uma dúvida sobre o budismo theravada: existe uma ordem adequada ou segura para estudar? O que devo ler, saber, etc?
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Mensagem Dom 3 Jan 2016 - 12:37

O que o Buda diz sobre os espíritos?
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Mensagem Dom 3 Jan 2016 - 22:12

pierrot escreveu:
Tenho uma dúvida sobre o budismo theravada: existe uma ordem adequada ou segura para estudar? O que devo ler, saber, etc?


Qualquer tradição: PROCURE um professor DA tradição para se informar. Sim, existem ordens adequadas e é exatamente por isso que não é uma boa idéia fazer por si mesmo ou poderá criar obstáculos.
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Mensagem Dom 3 Jan 2016 - 22:13

José P. S. Filho escreveu:
O que o Buda diz sobre os espíritos?

O que nos liga a esse mundo? e o que nos liga à morte e o que da morte não liga à vida?
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Mensagem Qua 20 Abr 2016 - 11:33

A respeito do karma, podemos pensar, a respeito do que Buda ensinou, que o renascimento é compulsivo - obrigatório ao ser que renasce? Não poderia ele abster-se de renascer pelo ato da vontade? O que constitui a qualidade de coerção dessa força?
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Mensagem Sex 22 Abr 2016 - 7:48

José P. S. Filho escreveu:
A respeito do karma, podemos pensar, a respeito do que Buda ensinou, que o renascimento é compulsivo - obrigatório ao ser que renasce? Não poderia ele abster-se de renascer pelo ato da vontade? O que constitui a qualidade de coerção dessa força?

Veja... O Buddha disse que a causa de mais renascimentos e, por consequência, sofrimento, na 2ª nobre verdade é Tanha (Desejo). E o que é Tanha?
- desejo por ser/existir
- desejo por não ser/existir
- desejo sensual

Desejo por não renascer é desejo por não ser/existir... Se a pessoa quer libertar-se do Samsara, precisa ver as coisas como realmente são com sabedoria profunda e serena - não adianta desejar ou cultivar a vontade de não mais renascer.
Existe uma diferença entre Aversão e Desencantamento. Desencantamento, que é Nibbida, é aquilo que o Buddha fala:
Samadhi (meditação profunda) leva a ver as coisas como realmente são... ver as coisas como realmente são leva ao desencantamento... Desencantamento leva ao Desapego, que leva à libertação - Nibbana.
Esse Desencantamento é quando o indivíduo reconhece que absolutamente nada no Samsara é digno de ser apegado - tudo é impermanente, instável, insatisfatório. Ele pode usar as coisas no mundo por generosidade, para caridade, para ajudar os outros - mas no fim tudo é insatisfatório. Para aquele que vê com correta sabedoria que mesmo virtude, meditação, renascimento no paraíso ou seja lá o que for é insatisfatório, então ocorre o abandono total do Samsara e, assim, Nibbana - não renasce mais.
O problema é que a gente confunde isso com Aversão, ou Desejo por não ser/existir. Às vezes Aversão leva as pessoas ao suicídio, mas não adianta - elas irão renascer de novo rsrs... Aversão pode chegar ao nível em que não queremos mais viver, não queremos mais renascer... Só que essa intenção é motivada pelo fato de que estamos entrelaçados em coisas que não nos agradam - a morte de alguém querido; uma vida difícil; pessoas que nos discriminam; uma sociedade opressora... seja lá o que for. A questão é que se tivéssemos o que nos agrada ou o inverso do que vivemos, o desejo por suicidar-se ou não renascer não existiria ou ao menos oscilaria... Se tivéssemos o ente querido de volta; uma vida fácil; pessoas que nos amam; uma sociedade civilizada... então não desejaríamos o suicídio ou abandonar o Samsara - e é aqui que está a diferença entre Aversão e Desencantamento com Sabedoria. A Aversão pode levar ao desejo por não querer mais ser/existir algum, mas isso porque a pessoa não tem o que deseja, ou o que a agradaria - se ela tivesse, então ela estaria apegada, com desejo, com paixão. Então na aversão há a dualidade do gosto/ não gosto. No Desencantamento não - absolutamente tudo é visto como insatisfatório. Qualquer coisa que se experiencie por meio dos 5 agregados (Forma, Sensação, Percepção, Formações Mentais e Consciência) é visto como impermanente e indigno de ser apegado. Não adianta que as circunstâncias mudem, as pessoas mudem ou o mundo mude - nada mais pode deixar um Iluminado entrelaçado no mundo, porque ele reconheceu que a verdadeira paz é a cessação de tudo. E como tudo cessa? Pela cessação do desejo. E como o desejo cessa? Por ver as coisas como realmente são. E como se vê as coisas como realmente são? Meditação - Atenção Plena - Esforço Correto - Meio de Vida Correto - Ação Correta - Linguagem Correta - Intenção Correta - Entendimento Correto...
Embora a pessoa com Aversão ache que não deseja mais renascer porque entendeu os ensinamentos do Buddha ou porque desenvolveu sabedoria, na verdade isso é uma crença deludida... Nós não vemos que se tivéssemos uma dada coisa, estaríamos apegados... Isso porque não reconhecemos a impermanência em tudo... Mais importante, não reconhecemos a impermanência em nós mesmos... Não vimos a cessação de nós mesmos. Isso é que é Meditação Profunda. Os pensamentos cessam, os 5 sentidos cessam... tudo vai se acalmando... E quanto mais coisas cessam, mais paz e êxtase se experimenta! Só então vamos entendendo o que é Nibbana, de fato. Então, não é pelo simples desejo de não renascer que podemos dar um fim a tudo isso.

Veja um símile do Ajahn Brahmavamso:
O kamma deludido e o desejo produzem o combustível que gera o ser/existir e o renascimento (naquele ser/existir), dando assim origem ao início do fluxo de consciência, que está no centro da nova vida.
É kamma e o desejo, ambos sob o domínio da delusão, que são a força propulsora do fluxo de consciência para uma nova vida.
Agora vou empregar alguns símiles para ilustrar esta operação. Esses símiles são apenas aproximações e, portanto, nunca vão estar perfeitamente compatíveis com Paticca-samuppada. Porque a Origem Dependente é principalmente um processo que descreve o fluxo da consciência mental, enquanto que os símiles à minha disposição são do mais bem conhecido mundo material. Ainda assim, eles devem ajudar na compreensão.
Alguém vai para um aeroporto para voar para outro país. Se ele tem dinheiro suficiente para a passagem e deseja ir para um novo país, então ele pode chegar ao destino. Se ele tem dinheiro, mas não o desejo, ou o desejo, mas não dinheiro, ou a falta de ambos, então ele não irá chegar ao destino. Neste símile: a pessoa equivale ao fluxo de consciência, o aeroporto representa a morte, o destino representa a próxima vida, o dinheiro representa o kamma acumulado da pessoa, e seu desejo de chegar ao destino equivale ao desejo. Com muito bom kamma e desejo pela felicidade, ou apenas o desejo de ser, o fluxo de consciência que pensamos ser o "eu" é impelido para a próxima vida escolhida. Com muito kamma ruim e desejo pela felicidade, não é possível alcançar a felicidade desejada, e, assim, há a impulsão para uma vida seguinte insatisfatória. Com muito kamma ruim e desejo de punição, aquilo que nesta vida reconhecemos como o complexo de culpa, o resultado é uma próxima vida de sofrimento. Por fim, com muito bom kamma e nenhum desejo, não se vai para lugar nenhum. Assim como o viajante no aeroporto, há dinheiro suficiente para viajar para onde ele quiser de primeira classe, mas a delusão foi rompida e o desejo que gerou todo esse ir e vir já não existe mais. O desejo cessou no aeroporto.
(fonte: http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/paticca_samuppada.php)
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Mensagem Sex 22 Abr 2016 - 8:48

Muitas tradições falam sobre o mundo espiritual, lar dos desencarnados e espíritos livres. Isso pode ser discutido à luz do budismo? Seria esse lugar um mundo de renascimento da consciência ou, como se diz, uma condição momentânea de abstenção do renascimento?
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Mensagem Dom 24 Abr 2016 - 18:38

José P. S. Filho escreveu:
Muitas tradições falam sobre o mundo espiritual, lar dos desencarnados e espíritos livres. Isso pode ser discutido à luz do budismo? Seria esse lugar um mundo de renascimento da consciência ou, como se diz, uma condição momentânea de abstenção do renascimento?

Não existe lugar se não houver uma consciência para estar ciente desse lugar.
Por isso o Buddha diz que da Consciência, surge Mentalidade-Materialidade; e da Mentalidade-Materialidade, surge a Consciência. Só há Consciência, se houver algo para estar ciente; só há algo, se houver uma Consciência para estar ciente disso.
Difícil rsrs... Vou deixar só uns trechos como resposta:

"Bahiya, você deve treinar assim: Com relação ao que é visto, haverá apenas o visto. Com relação ao que é ouvido, haverá apenas o ouvido. Com relação ao que é sentido, haverá apenas o sentido. Com relação ao que é conscientizado, haverá apenas o conscientizado. Assim é como você deve treinar. Quando com relação ao que é visto houver apenas o visto, ao que é ouvido houver apenas o ouvido, ao que é sentido houver apenas o sentido, ao que é conscientizado houver apenas o conscientizado, então, Bahiya, você não estará ‘com aquilo.’ Quando você não estiver ‘com aquilo,’ então você não estará ‘naquilo.’ Quando você não estiver ‘naquilo,’ então você não estará aqui, nem além e tampouco entre os dois. Isso em si mesmo é o fim do sofrimento.” -http://www.acessoaoinsight.net/sutta/UdI10.php

“O fim do mundo nunca poderá ser alcançado
por meio de viagens [pelo mundo],
no entanto, sem chegar ao fim do mundo
não há libertação do sofrimento.
“Por conseguinte, o conhecedor do mundo, aquele que é sábio,
que chegou ao fim do mundo, realizou a vida santa,
depois de conhecer o fim do mundo, em paz,
não anseia por este mundo e outro tampouco.”
http://www.acessoaoinsight.net/sutta/SNII.26.php
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Mensagem Dom 19 Jun 2016 - 13:33

Eu tenho lido sobre o budismo há algum tempo e estou com uma dúvida:
A prática descrita por buda fala sobre renunciar ao apego e, assim, dar fim ao ciclo de renascimentos. Porém, seguir o budismo e abrir mão de tantas coisas, principalmente das responsabilidades e família, é muito complexo. Seria certo, então, praticarmos o melhor que pudermos para gerar o máximo de kamma benéfico, a fim de renascer em uma vida que permita exercer o budismo de forma mais completa (renascendo como um monge, por exemplo)?
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Mensagem Dom 26 Jun 2016 - 11:55

pierrot escreveu:
Eu tenho lido sobre o budismo há algum tempo e estou com uma dúvida:
A prática descrita por buda fala sobre renunciar ao apego e, assim, dar fim ao ciclo de renascimentos. Porém, seguir o budismo e abrir mão de tantas coisas, principalmente das responsabilidades e família, é muito complexo. Seria certo, então, praticarmos o melhor que pudermos para gerar o máximo de kamma benéfico, a fim de renascer em uma vida que permita exercer o budismo de forma mais completa (renascendo como um monge, por exemplo)?

Oi Pierrot. Isso é bem complicado, porque o Buda disse que a vida familiar e mundana (não-monástica) é repleta de "poeira" e distrações desnecessárias que nos desviam do verdadeiro sentido da vida. Não podemos negar que isso seja verdade, mas isso não significa que não possamos praticar esse caminho no mundo, com nossas famílias ou no trabalho.
Eu lembro que quando diziam para Ajahn Chah, um monge do Budismo Theravada da Tailândia, que era muito mais fácil praticar o Budismo como um monge do que como um leigo, ele desafiava essas pessoas a abrirem mão do seu conforto, das suas famílias, dos seus pertences e das suas facilidades para conferirem o "quão fácil" realmente era ser monge. Porque no início não é fácil, mas, por outro lado, quando a pessoa se apropria desse estilo de vida, então tal vida monástica torna-se fonte de muita inspiração. Ajahn Brahmavamso costuma dizer que ter uma vida cheia de restrições e proibições, sem sexo, sem música, uma refeição por dia, dentre outras restrições como monge, é uma vida de muita liberdade e alegria para ele. Mas isso só depois de prática, é claro.
Mas, no final das contas, leigo ou monge é apenas outra convenção, outra aparência, outra formalidade que nós acabamos levando mais a sério do que a essência. Algumas convenções são mais práticas do que outras, mas independente das circunstâncias em que nos encontremos, a sabedoria e a liberdade sempre estão acessíveis. Afinal, monges também trabalham, têm deveres, têm monastérios para administrarem e têm pessoas de quem cuidar (monges, discípulos e pupilos). 
O verdadeiro problema é essa tendência que nós temos de sempre olhar para o que não temos e estabelecermos: "Só poderei praticar integralmente quando eu tiver isso ou aquilo". É a mesma tendência orientada para o futuro que nós sempre cultivamos antes de conhecer um caminho espiritual. "Só serei feliz quando morar sozinho... For casado... Ser promovido no trabalho... Ser admirado pelos meus familiares... For mais magro... Ter mais tempo livre..." sempre falta alguma coisa. E a vida monástica acaba entrando na lista, quando começamos a tentar praticar o caminho rsrs... Mas se for ver, é só mais Tanha, mais Desejo...
Tem um texto do Ajahn Jayasaro, depois posso achar se quiser, em que ele diz que sempre que os discípulos de Ajahn Chah, que estavam em treinamento para tornarem-se monges, quando eles diziam ansiosamente que já estavam prontos, Ajahn Chah contrariava, dizendo que não estavam prontos. Ajahn Chah nunca aprovava um discípulo que quisesse ansiosamente tornar-se monge, porque aquela ansiedade era o sinal de que o indivíduo não estava pronto. 
O mesmo ocorre conosco. Ficamos ansiosos por conseguir coisas, obter ou afastar experiências, ou mesmo por alcançar a Iluminação, e dessa maneira nunca seguimos na direção correta - que é ir cada vez mais para o interior, aqui, agora, neste instante. Isto é meditação: silenciar, acalmar, acolher, ir para o interior, deixar todo o resto cessar, abandonar, abrir mão, descansar... Mas em vez disso, nós desejamos silenciar, desejamos acalmar, desejamos acolher, desejamos ir para o interior... Colocamos o tal do desejo em tudo rsrs... E é justamente esse desejo que nos impede de deixar as coisas serem como são... ver as coisas como são... fazer as pazes com as coisas como são... usá-las por generosidade, tal como são. 
O que eu quero dizer é que a gente tem que ter cuidado com essa tendência de achar que temos que seguir a vida monástica para praticar, porque isso é só mais um desejo. O Buddha disse claramente que o que ele ensinou foi "Evitar o mal, cultivar o bem, purificar a mente". Do que precisamos para fazer isso? Do que REALMENTE precisamos? Independente do que estiver diante de nós - nascimento ou morte, juventude ou velhice, vida familiar ou monástica, uma mente melancólica ou eufórica, sono ou êxtase, pensamentos ou silêncio, guerra ou paz... qualquer coisa é para ser acolhida. O que não acolhermos, o que desejarmos que seja diferente, ou o que desejarmos segurar, apegar, manter por mais tempo - esse desejar é que causará o sofrimento. Agora, quando praticamos esse caminho, abrindo mão sem esperar nada em troca, sem desejar nada em troca, então vem o que, no fundo, todos desejam: paz e serenidade. Isso não significa que as coisas na vida darão certo - significa que estamos fazendo o que é certo, o que é benéfico, o que é generoso. As coisas no mundo podem se revirar, mas a mente acolhe serena, sem esperar nada. Precisamos ser monges para fazer isso?

Não estou dizendo que a vida monástica não ajuda. Pelo contrário. Como o Buddha disse, a vida familiar é empoeirada e cheia de distrações. Portanto, se alguém sentir-se inspirado pela vida monástica, se tiver oportunidade, que siga. Mas se não tiver essa oportunidade, então que dê o seu melhor. Mas acho perigosa essa ideia de "dar o melhor para conseguir ser monge na próxima vida". Melhor seria "dar o melhor sem esperar nada em troca". Dessa forma estaremos fazendo as mesmas coisas que os monges, não acha? rs... Porque é isso que o Buddha nos convidou a fazer, afinal de contas. Se esse "dar o melhor" já nos levar a Nibbana nesta vida... ótimo. Se nos levar a sermos monges na próxima vida, ótimo. Se não nos levar a muita coisa, ótimo. A prática é dar o melhor em fazer o bem sem esperar algo em troca. Por isso os que vão com mais calma, chegam mais rápido. E não há nada mais calmo do que dar o melhor sem esperar nada em troca. Isso é a Paciência Suprema. "Paciência é a maior Ascese" disse o Buddha no Dhammapada. É a capacidade de oferecer tudo ao caminho - energia, generosidade, caridade, benevolência - e deixá-lo florescer a seu próprio tempo. "A seu próprio tempo". Se surgir a oportunidade para ser monge, vamos. Se não, não vamos. Independente disso, a prática continua a mesma: "dar o melhor sem esperar nada em troca". Isso significa que os leigos não esperam uma vida como monges; ou que os treinandos não esperam o "Sim" do mestre para tornarem-se monges; ou que os monges não esperam Nibbana. Só assim... Nibbana. Por isso Ajahn Chah dizia: "Se desejar Nibbana, não alcança Nibbana.". São paradoxos que confundem e Às vezes até desesperam ou irritam rsrs... Mas se for ver, é assim. Se desejar, não alcança. Se se apressar, não chega. Agora, se for devagar, chega logo. Se abrir mão, então você alcança. 

Então assim, a vida como monge é mais prática (não vamos por mais fácil rsrs). Se surgir a oportunidade, aproveitamos, se não, sem problema. O problema é essa mentalidade de praticar objetivando alguma coisa. Porque é isso que todos estão fazendo. Objetivando uma casa, a metade da laranja, o prazer de comer algo, um trabalho mais tranquilo... Mas o que o Buddha propôs foi pararmos de levarmos nossos desejos tão a sério, porque eles mudam, assim como os objetos que desejamos também não duram, também passam, também morrem. Então, não precisamos pensar que vamos praticar para conseguir uma vida como monges. Vamos apenas dar o nosso melhor, e quem sabe se alcance Nibbana sem a vida monástica. Porque isso já aconteceu. E há leigos que, embora não alcancem o nível de Arahant, alcançam o nível de Sotapañña, que é bem próximo rs... Então, não precisamos esperar. Podemos evitar o mal agora. Podemos cultivar o bem agora. Podemos purificar a mente agora. 

Eu mesmo estou tendo problemas no trabalho. Estou assumindo um serviço o qual o antecessor não me passou muita coisa, e por isso estou passando muita dificuldade e confusão... No começo a tendência é pensar: "Vou me dedicar 100% ao meu serviço agora... e quando tudo estiver ajeitadinho e mais calmo, eu volto a meditar e a me dedicar a prática". E eu comecei fazendo isso mesmo rsrs... Mas então me dei conta de como estava traindo a mim mesmo. Como posso sempre dizer que qualquer experiência é boa o suficiente para praticar esse caminho, para então vir uma experiência nova e eu achar que preciso mudá-la até um nível que eu ache apropriado para praticar? Trabalho, relacionamentos, experiências, família... essas coisas passam, são transitórias. Mesmo uma vida como monge é algo transitório. O ponto não é conseguirmos essas coisas do jeito que queremos. A ideia é usá-las da melhor maneira possível, por generosidade. Pode ser que as coisas deem certo ou não, mas de novo - o ponto não é as coisas na vida darem certo, mas que nós façamos o que é certo. Pode ser que eu me dê bem no serviço, ou não. Pode ser que eu goste do serviço, ou não. Pode ser que minha família seja simpática ao Budismo, ou não. Pode ser que minha família atrapalhe minha prática, ou não. Ou que ela seja fácil de dialogar, ou não. Pode ser que ela seja uma coisa e, dali um tempo, mude. Por isso o Buddha batia sempre na mesma tecla - é tudo impermanente. Experiências e preferências são impermanentes. O meu desgosto pelo meu serviço pode mudar... minha situação como leigo ou monge pode mudar... essas coisas são transitórias. Não estamos aqui para ficar mudando ou controlando as coisas vida após vida. Estamos aqui para dar o nosso melhor em benefício de todos, e deixar que as coisas surjam, floresçam e morram a seu próprio tempo - e não conforme o nosso desejo. Por isso parei de esperar a vida como monge, ou um serviço agradável... Porque essas coisas mudam, o que nos agrada muda, o que experimentamos muda... Por isso que, de verdade, temos que ver que qualquer experiência é boa o suficiente. É praticando isso que tudo, por fim, silencia  Feliz

Então a vida de monge ajuda, mas não espere por ela nem pratique por ela. Pratique por nada rs... Só assim qualquer coisa que a vida trouxer, mesmo que ela traga nada, será boa o suficiente. Isso é Nibbana: abrir mão dos desejos, abandonar o controle, deixar que tudo silencie, sem desejo de que algo renasça, ou mesmo sem o desejo de que tudo silencie. Melhor não falar sobre aquilo que não pode ser declarado, porque só confunde mais  Rindo
Mas sinto no coração que essa é a atitude benéfica, o que você acha? Reconhecer com sinceridade que um estilo de vida é mais prático do que o outro, mas não esperar por ele, porque o próprio desejo por ele já é o oposto do que deveríamos cultivar. Apenas damos o nosso melhor sem intencionar um resultado específico. Então, o que vier, será bom o suficiente. Grato

E temos que ter cuidado com a ideia de que a essência da prática é abandonar a família e as responsabilidades. Isso é uma convenção, um estilo de vida que ajuda, mas não é a essência. Tanto que os monges também têm responsabilidades, deveres e pessoas de quem cuidar. A essência da prática está nas intenções mentais. Se alguém sabe viver em família sem apegar-se a ela, ou sem raiva, sem querer controlar a própria família, então a pessoa está seguindo o caminho. A essência não é largar tudo isso e ir viver isolado. A essência é pegar, sem Apegar. Podemos entrar em contato com as coisas, mas não somos escravizados por elas.
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Mensagem Dom 26 Jun 2016 - 13:29

Muito, muito, muito obrigado Administrador.
Acho que transmiti a impressão de considerar a vida monástica mais fácil. Não é isso, é que me parece que ela permite vivenciar o budismo de forma mais plena, mais completa.

Essa caminhada tem sido meio tumultuada, mas prazerosa. Espero estar seguindo o budismo sem distorcer nenhum ensinamento.

Boa sorte com o seu trabalho e, mais uma vez, obrigado por seus esclarecimentos.
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Mensagem Dom 10 Jul 2016 - 19:22

pierrot escreveu:
Muito, muito, muito obrigado Administrador.
Acho que transmiti a impressão de considerar a vida monástica mais fácil. Não é isso, é que me parece que ela permite vivenciar o budismo de forma mais plena, mais completa.

Essa caminhada tem sido meio tumultuada, mas prazerosa. Espero estar seguindo o budismo sem distorcer nenhum ensinamento.

Boa sorte com o seu trabalho e, mais uma vez, obrigado por seus esclarecimentos.

Entendi... Com certeza ela permite vivenciar o budismo de forma mais plena... Mas talvez faça bem sermos um pouco teimosos, em vez de esperarmos uma vida como monges, para descobrirmos que é possível viver esse caminho num certo comprometimento e intensidade muito belos também na vida laica. Neste sentido, teimosia é positiva!  Rindo
Tumultos fazem parte do caminho, mas eles vêm, persistem e passam. Momentos de êxtase fazem parte do caminho, mas eles vêm, persistem e passam. Momentos de paz e plena equanimidade fazem parte do caminho, mas eles vêm, persistem e passam. Usar o que puder ser usado por generosidade, e deixar que o resto passe a seu próprio tempo. Esse é o esforço a ser cultivado. O resultado, no final, é a cessação de todas essas coisas que passam sem o renascimento de qualquer uma delas. 
Até lá, é normal que distorçamos um ensinamento ou outro apesar de esforço e empenho. Não faz mal se isso acontecer. Faz parte do caminho. Faz parte do aprendizado. Faz parte dos próprios ensinamentos. Obrigado a você por conversar sobre esse caminho! Feliz
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José P. S. Filho

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Mensagem Qui 21 Set 2017 - 12:20

Bom, a dúvida - na verdade, só um pedido de esclarecimento - é sobre esse trecho do AN V.177: "Bhikkhus, um discípulo leigo não deve se dedicar a cinco tipos de negócios. Quais cinco? Negociar com armas, seres humanos, carne, embriagantes e venenos".

Minha dúvida é sobre se, por exemplo, no tocante aos negócios com seres humanos, ele se refere à tráfico humano, prostituição, algo do tipo. Queria saber que tipo de profissões se encaixa com essa descrição. Não só com ela, mas também, por exemplo, negócio com carne e embriagantes. Ele está se referindo a quem produz e a quem vende ou somente a quem produz? Ou se refere a tudo relacionado com carne e embriagantes? Me ajudem.
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Mensagem Dom 1 Out 2017 - 22:07

Olá José P. S. Filho, peço desculpas na demora em responder!  Sorridente
Essas questões são difíceis... sempre geram polêmicas entre os budistas, mesmo entre os mais experientes...
Acho complicado dizer algo e dar um "ponto final". Penso que alguns ensinamentos do Buddha cada um de nós tem de acolher para si e investigar no próprio coração e na própria vida, encontrando as respostas por nós mesmos... mas mesmo assim, acho que são questões dignas de se discutir! Só não tome o que eu vou dizer, que será meramente minha opinião, como algo definitivo.

Melhor debatermos e refletirmos juntos!

No quesitor "negociar com seres humanos", o que tem sido deduzido nas discussões entre budistas é o que você colocou mesmo. Tráfico de pessoas... comercializar o ato sexual dos "empregados"... negociar escravos... qualquer negociação que envolva usar os seres humanos como objetos de venda ou troca era determinado pelo Buddha como um meio de vida ou subsistência incorreto. 

Sempre que vamos pensar nessas questões de valor, temos que lembrar que o Buddha sempre ensinou com base em Karma... com base naquele ensinamento de que o que realmente importa são nossas ações ou, mais do que isso, as intenções por trás de nossas ações.

É como aquela comparação que a Jetsunma Tenzin Palmo costuma fazer... há alguma diferença na ação feita por um ladrão ao abrir o peito de uma vítima com uma faca, se comparada à ação de um médico ao abrir o peito de um paciente? Não.
Agora, há alguma diferença na INTENÇÃO feita por um e outro? Sim. Se o ladrão abre o peito da vítima com a intenção de feri-la, agredi-la, roubá-la; ao passo que o médico abre o peito do paciente com a finalidade de socorrê-lo, ajudá-lo ou curá-lo... então as intenções são diferentes. A ação é idêntica: abrir o peito de um ser humano. Mas as intenções são diferentes. Perceba que o resultado pode ser o mesmo: ambos podem acabar morrendo no processo. Mas a diferença na qualidade das intenções de cada sujeito é o que vai determinar a qualidade do karma.

Então, ao pensarmos no que o Buddha colocava como correto ou incorreto, penso que temos que ter esse ensinamento do Kamma/Karma em mente, o que acha?
Você acha que alguém que comercializaria seres humanos poderia fazê-lo com intenções benéficas? Geralmente isso implicaria em exploração, crueldade, falta de compaixão, não é...?
Mas e se um pai, com dificuldades de sustentar sua família, usasse suas filhas como prostitutas para conseguir dinheiro para sustentar a sua família? Isso não seriam as dificuldades sociais pressionando o pai a fazer algo que não gostaria? Aí começam os debates e polêmicas rsrs  Confuso

É muito difícil falar sobre essas questões... e mais difícil ainda é sermos sinceros quando olhamos para os nossos corações. Em situações simples nos vemos sabotando a nós mesmos, nos fazendo acreditar que intenções inábeis são hábeis, não é? Imagine em situações complexas como essas, em que a mente sente dificuldade de separar o que é karma bom de ruim. Por isso cabe a cada um ir investigando no próprio coração se alguns atos podem ou não ser feitos com intenções benéficas.

Mentir, por exemplo... não é possível mentir para salvar uma vida? Isso seria Linguagem Incorreta? 

Então, há normas colocadas pelo Buddha que se nós nos atermos apenas ao que está literalmente nos Suttas, e não lembrarmos de investigar no próprio coração, na própria experiência, iremos nos limitar somente aos textos, sem de fato tentar investigar a fundo as intenções e motivações que podem se manifestar na mente.

Essa investigação é importante para os outros quesitos que você mencionou que são ainda mais polêmicos. Como ficam os negócios com carnes ou embriagantes?

Uma opinião que eu percebo ser mais predominante é aquela de que é prejudicial alguém empreender um negócio que envolva vender carnes ou bebidas alcoólicas, porém que não seria prejudicial se a pessoa fosse empregada... Às vezes está difícil arrumar um emprego, e se você conseguir uma proposta de emprego num açougue? Num bar?

Ou ainda... e se você conseguir um emprego de caixa de um supermercado? "Mas qual o problema?" Ora, no supermercado vendem bebidas alcoólicas e carne! Não seria um emprego prejudicial?

Eu percebo que grande parte dos budistas defenderia que não. Reconhecem que vai contra o ensinamento você empreender um negócio de produção ou mesmo venda de carnes ou bebidas alcoólicas, mas que não faria mal se você fosse apenas um empregado, visto que você estaria apenas cumprindo ordens.

São questões meio complicadas...  Pensativo
Percebi que você discriminou vender de produzir... geralmente o entendimento é de que este ensinamento se aplicaria a ambos. Alguns só diferem entre ser o "dono do negócio" de ser apenas o empregado.

Mas veja, o importante é mesmo a intenção. Então é bom tentarmos fazer um esforço para olhar dessa perspectiva... eu mesmo penso às vezes sobre um refrigerante, como exemplo... Às vezes se percebe tanto esforço na promoção de vendas ou no marketing de um refrigerante, não é? Mas o que esse produto traz de benefício? Geralmente é apenas "caloria desnecessária", como dizem, não é? rsrs... Só tem carboidrato e sódio... não tem nutrientes como vitaminas ou proteína... então, não é antiético se esforçar em promover um produto desse tipo?

"Mas se a pessoa souber 'maneirar' e consumir com equilíbrio, não há mal algum..."

E assim a polêmica prossegue. Há diversas opiniões.
Poderíamos discutir que ganhar a vida pescando seria um modo de vida incorreto... mas há lugares em que as pessoas não conseguem sobreviver senão se aproveitando desse tipo de atividade.

Porém, ao mesmo tempo que nós podemos "nos colocar no lugar" de quem faz essas atividades, temos também que ser sinceros e reconhecer que algumas atividades econômicas se valem do sofrimento de outros seres, não é?
Quem vende bebidas alcoólicas ganha seu pão fornecendo produtos que ludibriam a mente. Quem ganha seu pão promovendo mensagens de marketing de que sem margarina "x" no café da manhã não haverá felicidade no seu dia, que intenção há na mente dessa pessoa? Ou da pessoa que autorizou essa propaganda? 
Quem ganha seu pão se valendo da prostituição de mulheres, está empregando mulheres com dificuldades de encontrar emprego, ou favorecendo a escravidão delas ao desejo sexual? Ou talvez ao desencanto com algo que costuma ser um grilhão para a mente?

Tem muitas nuances para refletirmos sobre isso... São questões muito complicadas...
Nesses casos, acho bom lembrarmos que é impossível existir sem fazer mau karma, a não ser que sejamos Iluminados aguardando o Parinibbana (porém, ainda assim podemos cometer ações que podem ter impacto negativo em outros seres, embora não haja intenções prejudiciais). Isso não significa, porém, que não devamos nos esforçar em agir com ações benéficas e, mais ainda, com intenções benéficas. É só que temos que tomar cuidado para não sermos rígidos demais em julgarmos os meios de subsistência de outras pessoas... 

Mas ainda assim esse ensinamento do Buddha acho muito relevante. Tem algo muito importante que o Buddha tentou passar para nós com esse fator do Nobre Caminho Óctuplo. Como é que conseguimos o nosso sustento? Nosso trabalho traz benefícios às pessoas? À comunidade? À sociedade? Nosso meio de subsistência é ético? É honesto? Implica em ferir ou explorar outros seres? Ou pelo contrário, envolve respeitar e ajudar outros seres? Por meio do nosso trabalho promovemos produtos e serviços saudáveis? Fazemos nosso trabalho com amor? Nosso trabalho pode gerar algum arrependimento ou remorso no coração? São essas coisas que temos de investigar.

Como pode ver, e conforme disse no início, não dei uma resposta pronta ou definitiva... em vez disso só acrescentei mais polêmicas e deixei a questão mais complicada!  Envergonhado Rindo   É porque é realmente muito complexo isso, você não acha, José? O que acha? 

Há muitos casos particulares que podemos encontrar na vida real que podem nos causar dúvidas. Nesses casos, o melhor é acolher tudo o que a vida nos mostrar com paciência e amor-bondade, e analisar cada caso com bondade e sem preconceitos. E lembrando sempre do ensinamento sobre Karma. Se tivermos essa convicção em Karma no coração, acho que há maior probabilidade de que consigamos analisar cada caso com verdadeira sabedoria, e assim, pouco a pouco, compreender mais profundamente o que o Buddha ensinou não só nesse fator, mas em todo o Nobre Caminho.

Aliás José, você está enfrentando algum dilema desse tipo em sua vida? No que você trabalha? Mais do que isso... quais intenções você cultiva em seu trabalho? Quais as consequências do seu trabalho? Elas beneficiam outros seres? Prejudicam algum grupo ou ser em particular? O essencial é investigar no próprio coração!
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José P. S. Filho

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Mensagem Sex 6 Out 2017 - 15:16

Meu querido Administrador, de fato, parece que a intenção é tudo ou, no mínimo, o foco principal a ser alvejado, não é? Se nos atermos à intenção, podemos, ao que parece, evitar muitos pensamentos e divagações sem princípio. Podemos ficar mais lúcidos e divisarmos com mais clareza o que deve ser feito e o que se deve ter cuidado. Se a intenção for hábil e benéfica, com certeza encontraremos, cada um segundo sua possibilidade, a melhor coisa a ser feita e acredito que isso já irá produzir frutos de paz e êxtase em nossos íntimos. Prática de desapego, não é? Penso também que já seria um treino de meditação e investigação dos fenômenos. Então é bom que sempre permaneçamos meditando nos ensinamentos, lembrando-se deles e, ao mesmo tempo, tentando colocá-los em prática. Agir com consciência, não é mesmo? Não permitir fazer coisas sem saber o que significam. 

Você me perguntou se vivencio algo do tipo, se se trata de um dilema meu nesse momento. Graças a Deus (é apenas uma expressão Sonolento ), ainda não é o caso, mas sinto que poderá ser a qualquer momento, entende? Em algum momento sinto que posso deparar-me com essa questão. Lendo os fatores do Nobre Caminho Óctuplo, deparei-me com essa descrição e senti o desejo de consultar mais a respeito. Posso voltar aqui a qualquer momento perguntando mais sobre esse assunto ou qualquer outro dos fatores. Parece que existem coisas que não percebemos ao lermos em um dado momento e que só mais tarde surge em nós. Muita coisa do que Buda diz, eu sinto, tem mais por baixo. Sinto que o que ele diz é algo ainda além e isso me instiga muito. Acende em mim um fogo, um desesperado desejo por alcançar a compreensão. Parece que Buda sempre instiga minha mente/vida... Sem parar... Incessantemente... Oferece-me um sentido para buscar, um trabalho para executar. Sinto-me feliz e abençoado.

Aproveitando também a oportunidade, quero deixar uma outra pergunta. Monja Coen falando sobre o suicídio, falou que ele é uma infração do preceito "não tirar a vida". Achei interessante, pois nunca tinha visto alguém pensar dessa maneira. O preceito de não tirar a vida sempre pareceu ser sobre o outro, mas ela o trouxe para a própria vida também. Nunca vi alguém fazendo isso. Chamou muito minha atenção. Então pensei comigo mesmo: "A consequência cármica de tirar a própria vida pode ser a mesma da de tirar a vida de um outro ser?". O que acha? Isso se equivaleria ao ato homicida e levaria, portanto, aos mesmos renascimentos de um?
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