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Mensagem Seg 9 Set 2013 - 21:54

Qual é o preceito mais difícil de praticar para você atualmente? Qual é aquele que você acha difícil de praticar?
Qual o preceito que você ainda não compreendeu completamente ou não consegue colocar em prática? Por que essa dificuldade? Como você poderia melhorar na prática de tal preceito?
Votem e comentem!
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Mensagem Seg 9 Set 2013 - 21:58

Eu tenho encontrado muita dificuldade para controlar a minha boca. Calado 
Muitas vezes eu não desempenho o Esforço Correto para resistir à cobiça ou à preocupação com a imagem que passo e acabo falando as coisas com a intenção de conseguir coisas tolas e fúteis.
Tenho percebido isso mais vezes com Atenção Plena, mas ela ainda é frágil e mesmo quando eu percebo, já é tarde demais! Tenho percebido que o melhor é ficar em silêncio no começo, até a Atenção estar realmente pronta para controlar sua linguagem... Continuo tentando!
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Angely

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Mensagem Ter 10 Set 2013 - 14:26

aahn... eu tenho muita dificuldade com o preceito de não matar. Como fazer se uma barata entrar aqui em casa? Não aguento, tenho que matar Envergonhado
Alguém tem dicas?
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Mensagem Ter 10 Set 2013 - 19:51

Depois da Linguagem, esse é o segundo preceito mais trabalhoso para mim também, Angely Confuso 
Quase todos enfrentam esse problema com seres aversivos como baratas e insetos voadores, mas você precisa considerar que você poderia ser esse ser que você está matando. Lembre-se também da essência do ensinamento de Karma dado pelo Buda -> esteja atenta a sua INTENÇÃO!. Por que você matou aquela barata? Provavelmente porque a presença dela te incomoda, ou porque ela faz mal a sua saúde... Tudo bem, mas você não tem uma forma melhor de fazer isso?
Tente guia-la com um inseticida levemente para fora... Ou use uma pá, uma sacola, um copo... Muitos budistas usam copo com papel, é quase tradicional entre budistas Rindo 
Você pode não acreditar em Renascimento ou Karma, mas tome o compromisso de tentar isso durante um tempo. Não é durante uns dias ou semanas, mas meses mesmo, durante um bom tempo. Eu ainda encontro dificuldade para praticar isso e nem sempre dá certo, mas sempre faço um esforço para fazer as coisas com consciência e intenção compassiva e percebo que isso interfere na minha meditação, isso te traz felicidade. Se você experimentar por si mesma, pode perceber como seus atos trazem consequências: você colhe o que planta, num linguajar mais informal.
Eu já li alguns monges dizendo que eles já presenciaram situações inacreditáveis quando reagiram com uma mente pacífica. Alguns conversam com os animais que parecem compreender, outros não se incomodam com a presença de animais que picam porque eles não picam os monges, como se sentissem a mentalidade pacífica e compassiva do ser...
Nunca consegui fazer algo assim, mesmo porque eu evito matar com uma mente bem teimosa reclamando "Mate! Mate!", então não tenho muita paciência ainda rsrs. Mas eu percebo que isso traz bons frutos, e quero continuar tentando para ver o que pode acontecer, continuo investigando. Afinal, há quanto tempo matamos os seres com desconsideração? Por que não disponibilizar um tempo de nossas vidas para tentar o contrário e investigar os resultados?
Seja atenta e disciplinada. Considere a Teoria do Karma de Buda e tente praticar esse preceito para ver os resultados na sua meditação. Considere o que o Buda disse e tente as coisas por si mesma. Esteja atenta a sua intenção e desapegue-se de seus desejos egocêntricos. O Buda nos avisou que no começo não é fácil porque temos de ir contra a correnteza da mente que não quer aceitar ser treinada, mas não fraqueje, treine sua mente. Quando ela aprender a ficar pacífica, por ser que descubramos que os outros seres percebem tal estado e não se sentirão intimidados por nós.
Não só monges dizem isso, mas o próprio Buda o disse no Ahina Sutta. Feliz 
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LeonMatryovsk

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Mensagem Ter 10 Set 2013 - 20:25

Esses dois preceitos, foram bastante DIFÍCEIS de seguir logo no início...
Na verdade ainda é, mas eu melhorei muito em relação ao " não matar ". Não chego a matar nem que seja um mosquito.

Certa vez eu vi um gigante gafanhoto ao lado do meu pai, sempre tive medo de que o mesmo pulasse em cima de mim e furasse com as esporas, nisso eu o alertei... Ele apenas disse: Eu não tenho medo, eu tenho medo é do ser humano.


Desse dia em diante, passei a não temer nenhum animal (e nem matá-los por impulso, tipo um mosquito por exemplo).
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Mensagem Qua 11 Set 2013 - 19:44

Que bacana, Leon! De fato, a mente humana é a coisa que se deve ter mais cuidado.
Também busco evitar a morte mesmo de um mosquito. Uma das minhas experiências foi com formigas. Aqui em casa eu lavo a louça do jantar, mas devido aos meus afazeres, só podia fazê-lo na manhã seguinte. Entretanto, sempre que eu ia lavar a louça de manhã, havia várias formigas em busca de alimento. Eu tentava espantá-las com um pouco de ar, e até salvava algumas, mas isso era muito tolo. Passei a organizar meu horário para lavar a louça a noite mesmo, antes das formigas irem até lá. Dessa forma, me conscientizei de que salvei a vida de muitos seres e isso trouxe muita alegria e leveza a minha meditação.
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Leo

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Mensagem Dom 15 Set 2013 - 12:15

Eu também tenho muito problema com a minha boca, admin... sei lá, as vezes parece que não falo como um budista falaria... acho que as vezes brinco demais, como eu devo fazer? Indignado

_________________________________________________________________________________________________
    “O tempo rapidamente se esvai e a oportunidade se perde. Cada um de nós deve
      se esforçar para acordar, para despertar. Não desperdice a sua vida.”

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Mensagem Dom 15 Set 2013 - 17:39

Linguagem é uma parte um pouco complicada mesmo Leo, não só dos 5 preceitos, mas também do Nobre Caminho Óctuplo. O que você precisa lembrar é: qual o foco do treinamento da virtude para o caminho budista? A resposta é: purificar sua intenção.
Como gosto de resumir, o Budismo consiste em: Virtude -> Concentração -> Sabedoria
Somente uma virtude purificada pode permitir que a mente progrida na meditação, e, consequentemente, enxergue as coisas como elas de fato são. Mas o que é uma mente virtuosamente purificada? É aquela que faz as coisas com intenções benéficas, só uma mente com boas intenções cresce na meditação. Fazer algo com uma boa intenção é fazer algo com a intenção de desapegar-se, de ser bondoso, de ser gentil, de largar o seu Ego. Basicamente, isso é o que Buda nos disse ao explicar o que era a segunda senda do Nobre Caminho Óctuplo, o Pensamento/Intenção correto(a):
[Buda]: "E o que é pensamento correto? O pensamento da renúncia, de estar livre da má vontade e de estar livre da crueldade. A isto se chama pensamento correto."
O contrário de má vontade é amor bondade, o contrário de crueldade é compaixão. Então, esteja atento a sua intenção. Por que você quer falar isso? Por que você está falando isso? Por que você falou isso? Quando possível, analise sua intenção ao usar a linguagem antes, durante e depois de falar.
Basicamente, o Buda não quer que usemos a linguagem para satisfazer carências ou apegos egocêntricos, mas devemos usá-la com a intenção de nos desapegarmos das coisas, de nos desapegarmos do nosso Ego, e uma boa forma de fazer isso é ajudar os outros. Então fale com a intenção de trazer benefício.
O Buda disse que um dos aspectos da linguagem correta é não contar uma mentira deliberada. Ele achou isso tão importante que certa vez ele disse ao seu filho, Rahula: "não minta deliberadamente nem mesmo por brincadeira". Logo, não devemos distorcer a verdade, nem enfeitá-la. Às vezes tornamos uma história real mais dramática porque queremos ser ouvidos, mas isso é um apego a uma coisa claramente efêmera, o que constitui um apego egocêntrico muito mesquinho. Portanto, seja sincero, assim você descobrirá quem realmente está disposto a te ouvir e a progredir.
Quando ele fala para evitar linguagem maliciosa ou grosseira, é para você não falar com a intenção de conseguir benefícios egocêntricos, ou de fazer mal a alguém. Também evite sarcasmo. Muitas vezes contamos coisas rudes e nos cobrimos com a desculpa "Você não sabe brincar?". Se você for atento, descobrirá que essas brincadeiras são desnecessárias. Podemos ter humor por coisas mais inteligentes e sábias, sem a necessidade de ofender alguém ou construir barreiras que ridicularizem pessoas e construam estereótipos - infelizmente, muitos pensam que essa é a única maneira de ser bem humorado.
Ao dizer para evitarmos linguagem frívola, é para você evitar duas coisas: falar na hora inadequada e falar sem intenção alguma. Logo, fale no momento certo, e não fique conversando apenas para passar o tempo, abandone a conversa fiada.
Basicamente esteja atento a sua intenção. Tenha uma intenção benéfica.
E lembre-se que apesar de você dever evitar a linguagem rude, muitas vezes é benéfico você falar de maneira rígida com alguém. O Buda disse que escolher usar a linguagem simpática ou antipática para o ouvinte depende da situação, pois muitas vezes o que não queremos ouvir é mais benéfico para nós. Já imaginou se um pai tentasse educar o filho apenas com um tom de voz gentil e bonzinho? Podemos ser compassivos com tom grave e intenção correta - essa última é a chave para a purificação da virtude.

Portanto, praticar linguagem correta requer tempo e atenção. Se você começar a refletir só depois de falar, sem problema, comece a refletir quando possível qual a sua intenção quando você faz uma brincadeira? Você tem a intenção de trazer benefício? Você consegue trazer benefício dessa forma? Você está distorcendo a verdade? Está buscando recompensas, elogios ou reconhecimento?
Acostume-se a estar consciente e a se fazer esses questionamentos. É dessa forma que, aos poucos, purificamos nossa linguagem e nossa intenção.
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Angely

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Mensagem Ter 17 Set 2013 - 18:23

Administrador escreveu:
Mas eu percebo que isso traz bons frutos, e quero continuar tentando para ver o que pode acontecer, continuo investigando. Afinal, há quanto tempo matamos os seres com desconsideração? Por que não disponibilizar um tempo de nossas vidas para tentar o contrário e investigar os resultados?
Seja atenta e disciplinada. Considere a Teoria do Karma de Buda e tente praticar esse preceito para ver os resultados na sua meditação. Considere o que o Buda disse e tente as coisas por si mesma. Esteja atenta a sua intenção e desapegue-se de seus desejos egocêntricos. O Buda nos avisou que no começo não é fácil porque temos de ir contra a correnteza da mente que não quer aceitar ser treinada, mas não fraqueje, treine sua mente. Quando ela aprender a ficar pacífica, por ser que descubramos que os outros seres percebem tal estado e não se sentirão intimidados por nós.
Nossa,muito lindo o que você disse admin, muito obrigada Grato
Sinto que será difícil mas como você eu vou me esforçar e investigar
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be77

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Mensagem Sab 21 Set 2013 - 23:25

Essa pergunta que eu votei em Abstenção de matar intencionalmente me fez pensar em como o ser humano é ignorante, o único que mata por matar, ao contrario dos animais que matam por alimento, ou para se defender.

E que toda a existência veio do mesmo lugar, pensar no sofrimento agonizante até morrer machuca a alma! Indignado
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imfernandes

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Mensagem Dom 6 Set 2015 - 12:23

Minha dificuldade é com a abstenção do álcool. Sou aquele que no fim de semana gosta de tomar uma cervejinha. Nem tanto com amigos, baderna e grandes bebedeiras. Muito pelo contrário. Em casa, cozinhando coisa e tal. Mas desde que resolvi seguir o budismo, fico um pouco culpado depois. A pergunta "para quê" sempre me vem. Para quê bebi? Não teria sido bom curtir minha casa, cozinhar, etc sem a cerveja? Só consigo ter esse tipo de prazer associado à cerveja?
É difícil. Já reduzi muito meu consumo. Muitas vezes consigo ficar "bem" com 3, 4 latinhas. Não era assim. Enquanto tivesse, eu bebia.
Mas ainda que seja uma, era necessária?
Enfim, esse é meu embate.
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pierrot

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Mensagem Seg 14 Dez 2015 - 14:36

É muito muito complicado, para mim, não matar alguns insetos que entram aqui em casa, principalmente mosquitos. E se algum bicho perigo entrar na minha casa?
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Mensagem Sex 18 Dez 2015 - 19:03

imfernandes escreveu:
Minha dificuldade é com a abstenção do álcool. Sou aquele que no fim de semana gosta de tomar uma cervejinha. Nem tanto com amigos, baderna e grandes bebedeiras. Muito pelo contrário. Em casa, cozinhando coisa e tal. Mas desde que resolvi seguir o budismo, fico um pouco culpado depois. A pergunta "para quê" sempre me vem. Para quê bebi? Não teria sido bom curtir minha casa, cozinhar, etc sem a cerveja? Só consigo ter esse tipo de prazer associado à cerveja?
É difícil. Já reduzi muito meu consumo. Muitas vezes consigo ficar "bem" com 3, 4 latinhas. Não era assim. Enquanto tivesse, eu bebia.
Mas ainda que seja uma, era necessária?
Enfim, esse é meu embate.

Realmente o essencial é se questionar: "Por que bebi? POr que disse isso? Por que matei aquele inseto? Por que contei aquela mentira? Por que inventei aquela história? Por que comi aquele bolo?" rsrs... Karma é isso. Karma é intenção - qual a intenção por trás de suas ações? Por que você fez isso ou aquilo? Para obter prazer? Para fugir da ansiedade? Por que estava nervoso? Para conseguir a aprovação dos outros? Por que estava com raiva? Para ganhar aquela promoção?
Esse caminho é sobre parar de buscar essas coisas fugazes, que passam tão rápido e no final de nossas vidas nos deixam miseráveis e arrependidos. Esse caminho é sobre cultivar as intenções de ajudar o outro, tirar da natureza somente aquilo de que necessitamos e, assim, ser capaz de se satisfazer com pouco e beneficiar aos outros seres ao máximo. Assim, ao final de nossas vidas não partiremos miseráveis, com nostalgia pelas coisas do mundo que não podemos ter mais... Sairemos vazios, mas totalmente plenos de alegria, um bom coração e uma capacidade inabalável de abrir as mãos e doar tudo o que temos porque, no final das contas, nada é nosso verdadeiramente.  Grato
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Mensagem Sex 18 Dez 2015 - 19:10

pierrot escreveu:
É muito muito complicado, para mim, não matar alguns insetos que entram aqui em casa, principalmente mosquitos. E se algum bicho perigo entrar na minha casa?

Esse primeiro preceito é difícil mesmo.
Cada um vai desenvolvendo-o conforme suas próprias capacidades.
Uma coisa interessante que esse primeiro preceito pode trazer é diligência e disciplina para nós, uma vez que podemos passar a dedicar maior esforço para manter a casa limpa e, assim, evitar a invasão ou permanência de alguns insetos. Os insetos geralmente não suportam muita limpeza ou o cheiro de alguns produtos de higiene doméstica. Então manter a casa limpa pode ser uma boa maneira de prevenir a matança de outros seres.
O importante é tentarmos dar o melhor de nós mesmos. Em alguns casos, com algumas pragas, pode ser que não tenhamos muita alternativa. O importante é que tentemos causar o menor estrago possível - isso já é bom o suficiente, para começar.
Sobre bichos perigosos, é essa a intenção que se deve ter. Acho difícil dizer o que devemos fazer - cada um deve explorar esse primeiro preceito por si mesmo e reconhecer a própria capacidade. Pelo que eu estudei dele, a medida que desenvolvemos amor bondade e desapego, vamos ficando cada vez mais protegidos. Isso é algo interessante que o próprio Buddha relatou em seu tempo. Aquele que treinou a sua mente e cultivou generosidade no coração, pode alcançar um tipo de nível em que ele se torna querido pelos outros seres. Nesta situação, os seres não irão te fazer mal. Mas é difícil para nós tentarmos testar isso rsrs... Acho que cada um deve tentar cultivar esse preceito no melhor de suas capacidades. Chega um nível da prática espiritual que você alcança uma plenitude e confiança que mesmo a morte passa a ser bem-vinda - se perde o medo da morte. A medida que se chega nesse nível, acho que cada praticante aprofunda esse preceito por consequência, pois assim que entesta com um bicho perigoso ou peçonhento, tem uma maior habilidade de não ter muito medo e de ser capaz de ser generoso com o outro ser, mesmo que possa correr risco de morte. 
Então, acho que depende de cada um. Esse é um preceito que vale ser investigado em nossas vidas. Eu continuo investigando-o e já tive experiências muito alegres, de ajudar seres que eu tinha muito medo e, no final, terminar com muita mente muito feliz por ter sido compassiva a um ser que, de início, eu temia e que, no final, passei a direcionar compaixão.  Reverência
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Mensagem Dom 3 Jan 2016 - 21:15

Em relação a matar insetos, compaixão ajuda a reduzir o sentimento de aversão. Funciona comigo também tinha essa dificuldade.
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*Andranamum

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Mensagem Qui 1 Set 2016 - 14:59

Angely escreveu:
aahn... eu tenho muita dificuldade com o preceito de não matar. Como fazer se uma barata entrar aqui em casa? Não aguento, tenho que matar Envergonhado
Alguém tem dicas?
Lembre que a barata pertence ao mesmo reino animal de qualquer bicho de estimação: Cães; Gatos; Pássaros. Se você ver uma barata como qualquer animal doméstico, ou como um ser comum, você talvez a veja com outros olhos. 
Mataríamos um cão; um gato, ou um pássaro somente por que um deles apareceu no interior de nossa casa? É evidente que não. No máximo os enxotaríamos. Faço o mesmo com a barata. E que grandioso dano uma barata pode nos fazer, que um bicho doméstico não faria pior? Este negócio de ter medo de certas coisas triviais sem grande risco a nossa integridade, faz parte da cultura imposta por uma sociedade caduca, que ainda segue padrões medievais, mesmo hoje no século 21 certas atitudes ultrapassadas tendemos a cometer. Veja tudo como vida. A mesma vida que está evoluindo em nós está evoluindo em qualquer coisa viva. Grande abraço e espero que tenha ajudado.
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