Budismo - Sangha Online
DÚVIDAS SOBRE O BUDISMO?

Registre-se e nos envie sua pergunta que talvez possamos ajuda-lo, independente de sua religião!
Todos são bem-vindos para dialogarem e pesquisarem aspectos do Budismo. Registrando-se você poderá enviar suas dúvidas particularmente à Administração ou à Comunidade, como exemplos:

No Budismo não podemos ter desejos?
Como o Buddha comia carne? E o vegetarianismo?
O Nirvana é o vazio? É eterno e é uma extinção do ser?
O que significa não-eu? O Budismo é niilista?
O que é prazer no Budismo? E paz interior?
Budismo crê em Devas, logo ele é Politeísta?
No Budismo nos isolamos? Como se relacionar com pessoas?
Como meditar? Budismo crê em super-poderes?!
Posso praticar sem crer no renascimento?
Budismo é religião ou filosofia? Por que há tanta idolatria?


Dialogue sobre essas e outras questões aqui.


Comunidade dedicada a simpatizantes e seguidores (de todas as escolas) do Budismo, visando à pesquisa e ao diálogo. Participe!
 
InícioFAQBuscarMembrosGruposRegistrar-seConectar-se

Se você já se registrou, apresente-se aqui e tire suas dúvidas sobre Budismo!
Registre-se para expor seus pontos de vista - isso independe de sua religião!
Bem-vindo
Bem-vindo ao Fórum Sangha Online!

Registre-se para dialogar com outras pessoas interessadas no Budismo e para ter acesso a todo o conteúdo para pesquisa sobre o mesmo.

Qualquer dúvida, ficaremos felizes em ajudar!
Últimos assuntos
» Grupo, sobre Budismo, no Whatsapp
por  matheus_ps
Ontem à(s) 0:26

» O Samsara
por  Erick
Qua 28 Jun 2017 - 12:46

» A Meditação e o Mosquito: Uma Reflexão Sobre Concentração e Virtude
por  Erick
Qua 28 Jun 2017 - 12:41

» A descrição de Arahants e Ariyas para Nirvana
por  Administrador
Dom 11 Jun 2017 - 8:07

» Bom dia - pergunta
por  Erick
Qui 1 Jun 2017 - 8:25

» Oferendas
por  Administrador
Sab 13 Maio 2017 - 13:54

» Meditação altera genes
por  Administrador
Sab 13 Maio 2017 - 13:16

» Sobre este Fórum: Fale sobre sua Experiência Meditativa
por  Administrador
Sab 13 Maio 2017 - 13:03

» Quem somos - Objetivos do Fórum
por  Administrador
Sab 13 Maio 2017 - 12:53

» Nova Tradição Kadampa [+Seita?]
por  Nyendrag Yeshe
Qua 10 Maio 2017 - 22:40

Geral
Quem somos
Regras Gerais
Apresente-se
Precisa de ajuda?
Por que Sangha Online?
O Básico do Budismo
Introdução ao Budismo
A Vida de Buda
Tire suas Dúvidas!
O que o Budismo não é
Como meditar
5 Preceitos para Virtude
Meditação altera genes
Dúvidas Frequentes
Budismo é religião?
Budismo é ateísta?
Como virar budista?
O que é Fé no Budismo?
Preciso ser vegetariano?
O que significa o Lótus?
Votação
Atualmente, qual preceito você tem mais dificuldade para manter?

 
Abstenção de matar intencionalmente.

 
Abstenção de tomar o que não foi dado (roubar).

 
Abstenção de conduta sexual imprópria.

 
Abstenção de linguagem incorreta.

 
Abstenção de tomar álcool e outros embriagantes.
Exibir resultados
Quem está conectado
2 usuários online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 2 Visitantes

Nenhum






Compartilhe | .
 

 [Vídeo] Lidando com as emoções

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Administrador

Admin
avatar

Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Dom 14 Jul 2013 - 19:43

Lidando com as emoções
Numa palestra profunda e sensível disponibilizada no canal Diogo Ambrosio, Ajahn Brahmavamso se dedica a tratar sobre o campo das nossas emoções. Ele nos sensibiliza a perceber a transitoriedade de nossos sentimentos e nos incentiva a buscar entender de onde eles vêm e como são construídos. Assim, esse monge theravada enfatiza a necessidade de desenvolver emoções positivas, inclusive a de ser gentil com as próprias emoções negativas. Ajahn Brahm frisa bem que não devemos ser aversivos a elas, mas compreendê-las e nos desapegarmos delas: porque lutar contra tais emoções só piora a situação. Assista e comece a ver seus sentimentos de outra forma. Contemple, reflita e observe-se.
Lembre-se de ativar as legendas em português, se necessário.
A partir de 59:10, a palestra não foi legendada porque as perguntas estavam inaudíveis. Entretanto, ressalto que nesse momento, quando Ajahn Brahm finaliza o discurso, pode-se ouvir a audiência recitar "Sadhu, sadhu, sadhu!", que é uma expressão em páli comumente usada para agradecer algo considerado muito bom. É uma tradição um leigo agradecer por uma palestra do Dharma proclamando essa palavra três vezes seguidas.


Última edição por Administrador em Ter 17 Set 2013 - 21:07, editado 2 vez(es)
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://sangha-online.forumeiros.com
LeonMatryovsk

Discípulos
avatar

Masculino
Idade : 21
Local : Bahia
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 27

Mensagem Qui 12 Set 2013 - 17:50

Ótimo vídeo! O Ajahn é bem divertido e bem objetivo...

Em relação ao " permitir que a emoção de raiva e tristeza aconteça porque você permite " é uma grande verdade, nunca havia parado para refletir desse modo. Quando alguém nos trata com desrespeito, nós permitimos isso por ter uma reação de raiva ou tristeza e não com a calma, compaixão ou felicidade; é como por carvão numa fogueira ao invés de jogar água para apagá-lo.

Esse vídeo está me trazendo muita felicidade e muito conhecimento -lidar com sentimentos e emoções não é tão fácil quanto parece, dizer não resolve e apenas a prática vai resolver-, queria poder fazer download do vídeo com as legendas e deixá-lo guardado no computador para ver sempre que eu não puder ou estiver apto á vê-lo diretamente no youtube.

Obrigado novamente por nos beneficiar com esse vídeo aqui no fórum, ADM... Agradecimento
Voltar ao Topo Ir em baixo
Administrador

Admin
avatar

Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Qui 12 Set 2013 - 21:27

Olá Leon! Realmente, lidar com as emoções não é fácil, porque nossas mentes destreinadas estão desejosas por alimentar todas as nossas emoções. O próprio nome já fala: moção vem de movimento, e quando alimentamos demais nossas emoções, nossas mentes ficam movimentadas e não conseguem se acalmar.
Através da meditação e da consciência na vida diária devemos "alimentar o desalimentar" rs, ou seja, devemos estimular atitudes que envolvam desapego, como renúncia, compaixão e generosidade. Com isso, iremos tirar o alimento da raiva e tristeza, mas isso requer tempo, porque alimentamos essas emoções durante muito tempo. Então, no começo, temos de resistir, porque nossa mente implora "Deixe eu me agarrar a essa emoção!", mas nós resistimos para não nos apegarmos e logo a emoção desaparece. De repente ela surge de novo, mas se resistirmos ela se vai sozinha. Aos poucos ela ficará bem menos do que antes, porque não estaremos mais dando alimento a ela. Só quando tais emoções estiverem bem enfraquecidas poderemos ver o que elas são realmente, nisso surge Sabedoria e, assim, a eliminação total dessas emoções.
Portanto, elas realmente só continuarão a ocorrer se permitirmos. Mas se estimularmos atitudes de compaixão e desapego, poderemos resistir a essas emoções em vez de sermos permissivos.
Mas é importante lembrar que batalhar contra essas emoções é alimentá-las da mesma forma! Cobiça e Aversão são dois extremos opostos, mas a consequência dos mesmos é idêntica: apego -> sofrimento. Somente o desapego e a compaixão podem nos orientar para a paz interior, portanto, nem alimentar essas emoções, nem ser aversivo a elas, apenas soltá-las, permitir que elas sejam o que são e sentir a impermanência delas. Como diria Ajahn Brahm, "ame seus sofrimentos". Deixe-os ser quem são. Deixe-os irem quando for o momento. Não tente segurá-los. Não tente expulsá-los. "Let it go", deixe ir, desapegue-se.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://sangha-online.forumeiros.com
LeonMatryovsk

Discípulos
avatar

Masculino
Idade : 21
Local : Bahia
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 27

Mensagem Sab 21 Set 2013 - 1:34

Desde que eu vi o vídeo, ponho em prática o que foi dito; 
A história do anel, jamais irei me esquecer... Volta e meia eu me deparo com um momento - sendo ruim ou bom - e penso " isso também vai passar ", é uma ótima maneira de se acostumar com a impermanência das coisas no mundo; um passo rumo ao desapego.

Também ponho em prática o que você disse, ADM... Peço desculpas por não ter respondido, mas sim eu li o que você disse e desde então, venho meditando sobre isso. Cheguei a conclusão que realmente, um sofrimento não vai desaparecer enquanto quer que o mesmo desapareça ou tente fazer que isso aconteça... Do mesmo jeito que veio, se vai. Ou como você mesmo disse: " Deixe-os ser quem são. Deixe-os irem quando for o momento. Não tente segurá-los. Não tente expulsá-los. " Let it go", deixe ir, desapegue-se"
Voltar ao Topo Ir em baixo
HORUZEN

Discípulos
avatar

Masculino
Idade : 25
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 8

Mensagem Qui 23 Jan 2014 - 0:58

Eu já recebi diversas críticas durante toda a minha vida por não me portar de uma maneira socialmente adequada perante os padrões do homem urbano. Como por exemplo o luto.

Muitas vezes nós aderimos à esses sentimentos pois nós não entendemos qual é realmente a utilidade deles, para que eles servem e porque eu devo senti-los.

Muitas vezes, sempre me pareceu que as pessoas insistem em sentirem esse tipo de sentimento, por exemplo, para provar para sí mesmas e para outros que elas se importam. Como se a vida fosse um grande teatro onde o que realmente é importante não é a sua sabedoria e consciência interior, mas sim como você demonstra isso aqui fora.

Sim, é verdade. Não adianta saber e não fazer. Porém, o que acontece é que buscar uma consciência maior estando envolvido com a vida moderna que é corrida e maçante e completamente difícil e muitas pessoas acabam, culturalmente, deixando de lado. E, por outro lado, muitas tentam mas por não terem uma base sólida acabam enlouquecendo.

Isso me faz pensar na grande responsabilidade que nós temos. Temos que, realmente, sermos pacientes para não nos deixarmos infectar por vírus cognitivos e ainda assim conseguir passar a consciência maior que despertamos para as pessoas que são próximas de nós, visto que elas não entendem apenas observando e acabam se deixando levar pela própria imaginação e feridas.

Quanto mais estudamos, quanto mais nos elevamos... Maior fica a nosso trabalho e a nossa responsabilidade. Essa é uma regra inquebrável.
Voltar ao Topo Ir em baixo
Administrador

Admin
avatar

Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Qui 23 Jan 2014 - 20:54

É engraçado, mas ao mesmo tempo lastimável, porque o normal para nossas sociedades é buscar sofrimento - e é mesmo! Hoje mesmo eu estava calado na cozinha do meu local de trabalho, porque os outros estavam usando sua linguagem apenas para falar mal de outras pessoas. Os outros se incomodam com o seu silêncio, mas não vou gastar energia com algo que não traz benefícios. Ao contrário - ou uso linguagem benéfica e ganho energia e alegria com isso, ou silencio e evito coisas prejudiciais e ganho energia e alegria com isso. Gastar energia com coisas fúteis é algo que, infelizmente, é considerado o normal.
Nós vivemos num mundo de aparências, e a experiência com a meditação mostra como precisamos aprender a usar esse mundo, mas nos desvencilhando de algumas ideias preconceituosas. Se as pessoas nos acham duros porque não sofremos devido ao luto; ou idiotas porque não falamos mal dos outros; ou retardados porque não sofremos com a mudança do tempo (as pessoas não se conformam que eu continue satisfeito, faça calor ou faça frio rs), isso é um problema que elas precisam resolver consigo mesmas. Nosso papel é continuar com nossa prática e ajudar essas pessoas, se possível.
Realmente, é usar o mundo, saber usar o mundo. É maravilhoso sair do trabalho, me sentar no ônibus e meditar. Eu me lembro da morte, lembro que um dia esse mundo se apagará e não fará sentido para mim me preocupar com dinheiro, pertences, fama, status, trabalho, estudos, corpo, reputação - tudo ficará para trás. Então, o momento de meditar é o momento maravilhoso de morrer - esqueça suas obrigações, esqueça qual o seu cargo no  trabalho, esqueça se você é o líder ou o empregado, o popular ou o antissocial, esqueça tudo e simplesmente mergulhe no mundo da mente. Dar esse descanso a mente é maravilhoso, e nos ajuda a lembrar que estamos apenas usando esse mundo para praticar - pois um dia, nada disso fará importância.
Por vivermos nesse mundo de aparências que eu sempre digo: "Não pense em Karma apenas como 'Ação', mas como 'Ação Intencional'.". Digo isso porque as pessoas pensam que podem julgar os outros apenas pelas suas atitudes, mas nem sempre isso é possível. Existem tendências - se a pessoa fez isso, provavelmente está com raiva. Mas isso é muito incerto. Um Iluminado pode aparentar estar com raiva, mas ele pode fazer isso apenas para chamar a atenção de seu discípulo que esteja distraído, sem ser tomado por raiva alguma. É "usar a aparência de raiva, sem estar, de fato, raivoso". Com o mundo é a mesma coisa - "usar o mundo, sem ser usado pelo mundo", e lembrar que nem sempre vale a pena julgar os outros pelas atitudes.
Uma pessoa pode te ajudar porque gosta de você, ou te ajudar porque tem segundas intenções, ou espera algo em troca. Tudo isso é muito incerto. Quando me lembro disso, o que os outros pensam de mim enfraquece, porque percebo a enorme quantidade de coisas que elas podem pensar de mim, mas a chave sempre estará na mente, na intenção, na motivação. Eu posso fazer algo que não seja bem visto, mas se eu sei que fiz aquilo com intenções benéficas, não me importo com o que os outros pensem de mim - assim, posso desapegar, permitir cessar o som de alguma ofensa ou reclamação alheia. Por isso, refletir em coisas tais como a Morte e Karma como "intenção benéfica" são muito úteis, pelo menos tem sido em minha prática.
De fato, não é fácil praticar o Dhamma nesse mundo, mas qual a prática budista? A prática do Desapego. Se pudermos nos dedicar a isso, ficará gradualmente mais fácil (apenas exteriormente ficará mais difícil, mais trabalhoso, eu acho que você disse). Porque, a medida que avançarmos, seremos mais felizes e pacíficos - e, para os outros, mais idiotas e retardados (o normal é ser uma pessoa reclamona, não é? rs). Então, na verdade, será mais fácil - o mais difícil que você disse fica no exterior, mas no interior é mais fácil, porque será cada vez mais simples usar o mundo e, quando houver oportunidade, soltá-lo totalmente.
E, quando percebermos um julgamento ruim, será cada vez mais fácil soltar aquilo e permitir cessar. Tal facilidade irá se aprofundar a medida que a mente for sendo treinada.
Reflita sobre a morte, não sei se você tem algum problema com essa reflexão, mas ela é muito boa. Nós vamos morrer! Até quando nos lembraremos do que as pessoas achavam de nós devido ao senso comum da sociedade moderna? Até quando nossa lápide estará intacta mostrando o nosso nome? Mesmo nossos nomes sumirão quando nossas lápides apodrecerem!
Como dizia AJahn Chah, Buddha nos ensinou a morrer antes de morrer. Nos preparamos para algo antes que isso aconteça, e quando tal coisa de fato acontecer, estaremos livres do arrependimento "Eu perdi muito tempo. Tudo aquilo não valeu nada.", porque enxergamos que tudo é Impermanente.
Meditação é justamente deixar as coisas cessarem, é um processo gradual de desapego. A medida que permitimos mais coisas cessarem, maior o prazer na mente - mas é quando deixamos tudo o que é condicionado cessar é que alcançamos a paz, que está além mesmo de qualquer prazer ou êxtase meditativo. Se pudermos ensinar a mente, aos poucos, a se inclinar para tal desapego, será mais fácil soltar essas coisas como o julgamento da sociedade que, diante da morte, não tem valor. Não devemos esperar para despertar na morte - pois isso dificilmente acontecerá. O momento para começar é agora.
E, quando não pudermos nos dedicar ao desapego e tivermos que sair ao mundo, aos poucos devemos ensinar a mente a usar as convenções com sabedoria, sem se apegar a elas, sem se identificar com elas, mas lembrando que elas são coisas para serem usadas, porque não são eternas, não estarão ali para sempre - então a preocupação excessiva que costumamos alimentar é desnecessária.
Apenas devemos cultivar intenções benéficas. Se elas se manifestarem em atitudes estranhas para os outros, não importa. Fundamentalmente, todos estamos envelhecendo e vamos morrer. Quem acrescenta esses enfeites "Não pode ficar feliz no luto", "Quem é muito quieto é idiota", são os seres humanos; e você percebe como esses enfeites mudam de cultura para outra. Logo, são apenas convenções - só isso. São coisas para serem usadas, mas não devemos nos submeter e nos apegarmos aquelas convenções e ideias majoritárias que conduzam a prática do Apego e descontentamento.
O que acham?  Feliz 
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://sangha-online.forumeiros.com
HORUZEN

Discípulos
avatar

Masculino
Idade : 25
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 8

Mensagem Sex 24 Jan 2014 - 16:35

Assino embaixo.

Ultimamente, eu tenho pegado todas essas contradições exteriores às quais eu deixava me corromper interiormente como um treinamento. Estou me forçando à voltar a pensar fora da caixa e encontrar a consciência mais elevada para cada situação. Assim indexando na minha consciência a condicionando. Condicionamento esse que eu chamo de "preparação de campo". Pois quando não se é iluminado, muitas vezes, você precisa preparar e começar a enxergar as coisas à sua volta de uma forma diferente para aí sim estar propício à alcançar a iluminação.

Ontem eu estava conversando com um amigo e ele me disse uma verdade: Nós somos manipulados por medo. Seja manipulados por nós mesmos ou por outros. Medo. Medo de se sentir deslocado, medo de ficar sozinho, medo de perder o emprego, medo de morrer de fome, medo de ser julgado e lá vai lista, hahaha.

O que realmente sempre me chateou nisso tudo era ver pessoas próximas perdidas nessas ilusões. Ilusões que são tão frequentes e bem aceitas que acabam se tornando uma realidade. É como se essas pessoas estivessem usando as faculdades benéficas da mente de uma forma invertida, rsrsrs. Como se tivessem pegado a esquina errada.

Mas vi que o primeiro passo para conseguir fazer a diferença em relação à isso; para conseguir ajudá-las é me desapegar dessa dor, me desapegar disso primeiro. Pois eu precisarei estar totalmente livre de interferências cognitivas para que eu aproveite o meu real potencial. O Resto poderá ou não acontecer por consequência. Não poderei controlar as viáveis mais apenas guiá-las para o caminho certo, e acredito que já é o bastante, pois é o certo.

Esse é o exemplo de uma confusão que costumavam fazer. Com o apego muito forte você acha que está ajudando mas está apenas querendo controlar, colocando passarinhos em uma gaiola sendo que eles são mais belos voando pelo céu. E isso se aplica interiormente como exteriormente.

Acredito que podemos praticar o Dhamma no dia-a-dia, mas cada um irá encontrar uma medida criativa para isso. Afinal, nossas mentes são sistemas que foram programados diferente. Ou seja, a verdade está dentro de nós. Por fora só há complementos (no máximo).
Voltar ao Topo Ir em baixo
Administrador

Admin
avatar

Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Sex 24 Jan 2014 - 20:52

De fato uma das melhores coisas é ver dificuldades como oportunidades. Às vezes minha mente começa a inclinar para a Preguiça e Torpor - "Não vou praticar nessa situação. Vou esperar uma situação mais propícia, esse ambiente me desanima...", mas, às vezes, a Atenção Plena se lembra - "Ei! Ver isso como uma dificuldade é tolo, isso só traz sofrimento para você! Ver isso como uma oportunidade - isso só traz alegria para você. Qual a escolha mais sábia?", e, geralmente, a mente vai para o lugar só com essa reflexão - digo isso porque, muitas vezes, a mente requer mais reflexão, ou reflexões novas, para ser recondicionada. Por isso cada um deve usar sua criatividade, como você citou.
Perceber que precisamos treinar a nós mesmos para ajudar aos outros também é uma reflexão muito bonita. É preciso notar que, no final das contas, cada um precisará fazer por si mesmo (logo, não podemos ajudar aos outros totalmente), mas todos têm influência sobre os outros e, portanto, se treinarmos as nossas mentes, poderemos exercer boas influência sobre outros seres para que eles tenham exemplos da prática para a libertação do sofrimento.
O Buddha propôs dois "poderes" - o poder da meditação e o poder da reflexão. Esses são os dois poderes maravilhosos para recondicionar a mente. Quando Sampajañña (Clara Compreensão) percebe que a mente está distraída, podemos fazer um esforço para fazer uma bela reflexão e a mente "volta ao lugar". Em muitos lugares nos Suttas você vê o Buddha comentando da sua prática antes da Iluminação, e você vê várias reflexões que ele fazia para inclinar a mente corretamente: "'Essa Má Vontade é condicionada e insatisfatória' - isso arrefeceu em mim, Bhikkhus.", "Isso é um câncer, um tumor, uma flecha", "Isso é o sublime, o silenciar das formações, Nibbana" - então, há vários exemplos do Buddha usando reflexões para inclinar a mente para o Desapego e afastá-la da Renúncia, nós podemos fazer a mesma coisa.
É maravilhoso combinar esses dois poderes também. A forma de fazer isso é meditar e, só depois, refletir. E realmente funciona! Eu tinha muito problema em praticar perto de pessoas (Ainda tenho rs), e ficava negligente, preguiçoso e desatento. Então, eu resolvi que iria programar a minha mente a se lembrar do perigo dessas atitudes quando elas ocorressem. Então, eu comecei a meditar e, depois das meditações, eu trazia as minhas reclamações a mente: 'É difícil praticar Linguagem Correta aqui...', 'Se eu fizer isso, o que pensarão de mim?', entre outros. Quando esses pensamentos estavam em mente, eu me lembrava da morte e me questionava - "Qual o significado disso tudo? Você pode ficar se apegando a isso durante várias vidas - acha que isso será divertido? A morte está chegando. A prática deve ser feita, e ela é conducente a uma alegria muito maior do que a de agradar as pessoas nesse mundo. Você vai morrer e mesmo o seu corpo ficará para trás - você não deve nada a ninguém. Pratique de acordo com o Dhamma.". Em poucos dias eu percebi a diferença - quando minha mente começava a se inclinar para a preguiça em situações 'sociais', Sati surgia e logo lembrava: "Morte.", eu passei a estimular aquilo: "Isso! Ainda bem que me lembrei. Vou morrer - por que estou reclamando? Por que não estou praticando? Ponha-se no lugar, Mente!", e assim eu me reestabelecia.
O motivo disso é que, depois da meditação, a mente costuma estar mais forte - algumas vezes até extasiada, não é? Acontece que as reflexões que você faz com uma mente meditativa são mais fortes e marcantes, então é, de fato, uma forma de programar a mente. Então, você sai da meditação, traz um estado que te incomoda e reflete em algo benéfico com aquele estado em mente. Quando ele surgir de novo, a mente vai fazer a associação que você ensinou, e aí você se lembrará do que deve fazer naquele momento. Essa é uma maneira muito efetiva de combinar Meditação e Reflexão para recondicionar a mente.
De qualquer forma não devemos nos desanimar. Como você disse, cada um de nós deve usar a própria criatividade, sempre inclinados ao mesmo objetivo: Desapego e Contentamento. Pelo que você escreveu, dá para ver que você tem bom Entendimento Correto e percebe várias reflexões que podem ser usadas para inclinar a mente. É bom continuar experimentando, e aos poucos percebemos que algumas funcionam melhor com nossas mentes, ou são mais eficazes em determinadas situações. Assim, através de experimentações, aprenderemos a ser treinadores e discípulos de nós mesmos.
Voltar ao Topo Ir em baixo
http://sangha-online.forumeiros.com
Conteúdo patrocinado



Mensagem

Voltar ao Topo Ir em baixo
 

[Vídeo] Lidando com as emoções

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1

 Tópicos similares

-
» Esses vídeos são verdadeiros ou fakes?
» Artigos sobre a Mediunidade
» Lidando com a derrota
» É possível receber dom da visão, revelação, da cura, libertação, de línguas ATRAVÉS da emoção ?
» O "Culto das Emoções" e o Culto Racional

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Budismo - Sangha Online :: Estudos e conversas sobre as Escolas do Budismo :: Budismo Theravada :: Ensinamentos em textos e vídeos-