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 Um paralelo entre dois Suttas que evidencia como mudar de hábito

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Define-se budista? : Sim
Mensagens : 473

Mensagem Dom 18 Maio 2014 - 22:35

Um paralelo entre dois Suttas que evidencia como mudar de hábito
Uma das dificuldades iniciais na prática budista consiste na questão da mudança de hábitos - como depender menos de prazeres externos? Como abandonar vícios de longa data? Como aprender a praticar de maneira virtuosa, obedecendo os 5 preceitos e se libertando das influências dos julgamentos de outras pessoas?
Uma das práticas elogiadas pelo Buddha é a reflexão - podemos criar a tendência de que, em um dado momento, em vez de respondermos rapidamente com um impulso habitual, nos lembremos de reflexões prévias para agirmos de maneira inovadora. Exemplo: suponhamos que eu estou habituado a reclamar em voz alta quando alguém me pede um favor enquanto realizo uma tarefa. Ao perceber a inadequação desse comportamento, posso construir a tendência de que Sati, Atenção Plena, se lembre do perigo dessas ações ao refletir diversas vezes - especialmente após uma meditação - da futilidade da raiva, dos perigos provenientes da Má Vontade e da impermanência dessa emoção. Eu poderia meditar e usar a mente para visualizar essas situações que me incitam revolta, apenas para recriar esse sentimento e observá-lo - quão concreto ele é? Este é o primeiro passo para mudar de hábito: gerar desejo para abandonar o que é inábil ao reconhecer os perigos contidos em tal comportamento inadequado.
[Buda]: “E como é que ao praticar ele pratica o caminho para a cessação dos hábitos prejudiciais? Aqui um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. Aquele que assim pratica está praticando o caminho para a cessação dos hábitos prejudiciais." - (retirado de Samanamandika Sutta - acessoaoinsight)
Com isso, posso me lembrar de reflexões prévias e, no momento da raiva, empenhar o primeiro esforço correto - o abandono do que é inábil. Abandonar é diferente de retaliar - não significa "destruir" o sentimento indesejado, mas larga-lo, parar de dar atenção a ele, permitir que ele cesse. Mas isso não pode parar por aí - deve-se seguir para os outros esforços corretos, especialmente o de estimular o surgimento de uma qualidade hábil que ainda não surgiu e, em seguida, sustenta-la, independente se a raiva continuar ali ou não.
Então, ao ouvir alguém me pedindo um favor, assim que surgisse a raiva eu poderia me lembrar das minhas reflexões e, com isso, pensar: "Essa raiva já foi motivo de sofrimento para mim durante muito tempo. A morte se aproxima a cada momento (Samvega) - como posso atribuir tanta importância as minhas tarefas? Se não posso ajudar, se realmente não posso ajudar, que eu simplesmente responda que não posso. Se posso ajudar, que eu simplesmente ajude, sem manifestar essas reclamações através da linguagem. Não continuarei reclamando, porque não é assim que os nobres se comportam (vergonha de cometer transgressões), não é isso que orienta à felicidade (temor de cometer transgressões).". Depois, eu poderia desviar a mente para algo benéfico enquanto começo a ajudar: "Que renunciando ao meu egocentrismo, que eu possa me alegrar em ajudar a outras pessoas (Compaixão), visando a sua felicidade (Amor-bondade) e me alegrando quando ela se manifestar (Alegria altruísta). Satisfeito com a conduta virtuosa (Contentamento), convicto de que isso conduz à paz interior porque é incentivado pelos sábios nos quais me inspiro (Pasaada), que eu cultive esse caminho em paz.". Não são necessários pensamentos compridos, apenas pequenas reflexões e, depois, basta que se sustente o sentimento sem qualquer verbalização. Essa mudança de posicionamento e ideia, de entendimento, estimula a mudança de comportamento e, assim, eu poderia mesmo que de maneira um pouco forçada questionar a pessoa que me chamou: "No que mais posso ajuda-lo?", mesmo que a mente queira retornar ao seu isolamento confortável. Mas como já se refletiu no que é realmente benéfico, as reclamações da mente perdem o domínio sobre nós e, assim, podemos agir de acordo com o Dhamma independente de suas contestações. Sempre que a mente se desvia, a retornamos para a conduta e pensamentos desejáveis, como retornamos a atenção à respiração quando ela se desvia para um pensamento fantasioso.
Mas, basicamente, a mudança de hábito só pode ocorrer quando nos convencemos, constantemente, de que o que estávamos habituados a fazer conduz ao sofrimento (porque só é hábito aquilo que a mente vê como prazeroso), ao passo que o novo hábito desejado é o que, de fato, conduz a uma felicidade duradoura. Visando o segundo, também devemos gerar desejo por sustentar qualidades hábeis.
Esse gerar desejo deve ser fundamentado no Entendimento Correto do que é sofrimento e do que é felicidade, baseado nos ensinamentos do Buddha acerca do Apego e da Renúncia, como retratado no Tapussa Sutta:
[Buda]: ‘Se, tendo visto as desvantagens dos prazeres sensuais, eu insistisse nesse tema; e se, tendo entendido as recompensas da renúncia, eu me familiarizasse com isso, existiria a possibilidade de que meu coração ficasse excitado com a renúncia, ganhasse confiança, decisão e firmeza, vendo-a como estar em paz.’ - (retirado de Tapussa Sutta - acessoaoinsight)
Isso evidencia que a mudança de hábito requer tempo. É preciso insistir em refletir que os apegos não são benéficos, que os prazeres que encontramos nas intrigas e nos momentos de raiva são ilusórios e com péssimas consequências; mas que aquilo que é difícil praticar - a renúncia - é o que de fato conduz à paz e à liberdade das flutuações dos eventos externos, evidências da impermanência dos fenômenos condicionados.
Somente através da insistência nessas reflexões, da insistência em despertar desejo e energia em praticar de acordo com o que reconhecemos nessas reflexões, podemos mudar de hábitos. Esse é um bom paralelo entre 2 Suttas de como a prática de Sila é sustentada pela reflexão na prática do Dhamma.
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