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 Como lidar com os planejamentos para o futuro?

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AutorMensagem
diegoo

Discípulos
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Masculino
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 5

Mensagem Sex 30 Maio 2014 - 20:18

Bom pessoal, como prometido gostaria de dividir uma dúvida com vocês, tenho uma certa dificuldade em entender como devemos lidar com coisas planejadas para o futuro, por exemplo, tenho uma apresentação para realizar em meu trabalho amanhã, realmente muito importante, me preparei durante meses, se não fosse essa minha preocupação e preparação durante esses meses não serei bem-sucedido amanhã, no caso eu tive que me preocupar com o futuro, essa preocupação me ajudou de certa forma, porém a prática do budismo nos traz para o presente, então como podemos ir nos preparando para algo no futuro sem que haja um apego intenso?

Sei que essa preocupação se resume em sofrimento, mas para esclarecer minha dúvida, eu pelo menos gostaria de saber como vocês colocariam as práticas budistas nesse contexto, por que ao estudarmos para algo é por que de fato estamos pensando no futuro, e pensar no futuro é incerto, mas se não estudarmos iremos mal naquilo. Andei pensando e de fato devemos de certa maneira pensar no futuro, porém não cobiçá-lo, nos prepararmos para aquilo da melhor maneira, caso eu seja bem sucedido ótimo, caso não, tudo bem também. O importante é como lidar com isso, a vida é Dukkha e se existe felicidade é porque o sofrimento está intrínseco nela.

Eu entendo que devemos saber como lidar com o sofrimento, segundo Buda, os desejos (apegos), sejam eles sensuais, querer e não-querer são a causa raiz do sofrimento, se desapegando eliminamos o sofrimento, porém como o desapego é algo gradual, o sofrimento irá ocorrer em nossas vidas, então quando ocorrer como agir? Já que não nos desapegamos daquilo ainda? Tenho alguns pensamentos que não sei se estão corretos, por exemplo, refletir sobre como aquilo é impermanente e que não vale a pena sofrer por aquilo, simplesmente solto esse sofrimento, deixo o ego de lado e continuo vivendo meu presente, em diversos suttas Buda deixa claro que o ego não existe, já que tudo é interdepente, mas para entendermos esse não-eu precisamos nos aprofundar nas práticas.

Obrigado a quem puder me ajudar Agradecimento
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Administrador

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Masculino
Local : SP
Define-se budista? : Sim
Mensagens : 472

Mensagem Seg 23 Jun 2014 - 18:11

Vou dar minha opinião... Aliás, é difícil falar sobre isso... Parece que fica mais difícil escrever rs
Eu sempre gosto de recordar que as coisas mundanas e convencionais são coisas para serem usadas. O Entendimento sobre isso varia de praticante para praticante, e por isso o que eu vou falar aqui pode ser exagero para alguns, enquanto para outros pode ser inspirador, então considere com cautela qualquer conceito ou preconceito que sua mente produzir enquanto ler o que eu quero dizer com isso.
O que você disse está certo - o Buddha disse que a Vida é Sofrimento, isso é, qualquer tipo de existência é sofrimento - no inferno, reino humano, reino dos devas, não importa - qualquer tipo de existência será intrinsecamente insatisfatória, porque não importa quanto tempo dure a felicidade de uma determinada experiência, ela sempre irá acabar. Querer (Cobiça/ Deleite) e Não-querer (Aversão) são dois lados da mesma moeda - se você quer isso, você não-quer aquilo. Não compreender isso faz com que algumas pessoas confundam Aversão com Desencantamento (Nibbida) [eu sempre esqueço se é com dois b's ou dois d's   ]. Desencantamento leva a Nibbana, e surge do Conhecimento/ Sabedoria corretos. Quando você compreende como as coisas realmente funcionam, você fica desencantado e abre mão delas, só que isso é diferente de Aversão. Tem muita gente que gosta do Budismo porque incentiva o isolamento, e muitas dessas pessoas são tímidas, antissociais, etc. Acontece que elas acabam adaptando o Budismo as suas opiniões, em vez de transformarem suas opiniões de acordo com a prática. Aí ficam pensando: "Eu não me apego ao prazer da sociabilização. Eu não me incomodo em ficar sozinho, em silêncio, eu estou livre desse apego, estou mais próximo de Nibbana.", mas quando se encontram no meio de várias pessoas ficam tensos e infelizes. Isso me lembra a história do Ajahn Sumedho. Ele se saia bem em suas meditações em locais isolados, mas quando pessoas vinham visita-lo, surgia Aversão na mente dele, porque ele queria ficar sozinho - e ele justificava isso: "Pois o isolamento é conducente a prática do Dhamma... o Buddha aconselhou o isolamento, etc etc..."; e todas essas pessoas fazem isso pensando que isso é Desencantamento, é desapego em relação ao estar com várias pessoas, mas isso é Aversão.
Se há Aversão, quer dizer que você está feliz na ausência de algo, mas se aquilo está presente, você fica infeliz. Então Aversão é apenas outro lado da moeda de Cobiça - se você não-quer aquilo, quer dizer que você quer a ausência daquilo. É um apego do mesmo jeito.
Então o Desencantamento genuíno, o Desapego correto que vem da prática é aquela capacidade de enxergar a impermanência dos fenômenos, mas também a sua relatividade com honestidade. Sim, em isolamento é mais fácil praticar o Dhamma, mas isso não justifica que sejamos aversivos a outras pessoas. Se pudermos "usar o mundo e as convenções" para garantir mais tempo de isolamento para nós (utilizando dinheiro para comprar uma casa e ir morar sozinho, ou mudar sua agenda para ter mais tempo para si mesmo), ótimo, mas não devemos nos apegar a isso produzindo o ciclo de Cobiça-Aversão, querer- não-querer. Se surgir esse desejo, como agir? Varia. Às vezes você consegue esfriar esse apego apenas com um "movimento da mente". É meio difícil escrever isso, mas é como se ao se conscientizar do apego você fizesse um pequeno esforço e o apego esfriasse. Em outros casos é bom você refletir:
"Buscar felicidade no mundo é apego. Apego conduz ao Ciclo de Nascimento e Morte. Como dizia Ajahn Chah, conseguir o que quero (Isolamento) é o nascimento; perder o que quero é a morte. Se ao perder isso eu me desesperar por conseguir o isolamento novamente, gerarei apenas um novo nascimento, que, inevitavelmente, gerará outra morte (a perda do Isolamento), pois é impossível que eu consiga isolamento eterno, uma vez que nada que é condicionado é impermanente." - apenas um exemplo rs.
Às vezes reflexões grandes, às vezes um pensamento bem curto, uma frase, e isso já acalma o apego. Aí se você vai refletir até o apego sumir, depende. Às vezes basta enfraquece-lo e sustentar alguma outra coisa - enxergar as outras pessoas como tão capazes como você de alcançar a iluminação; perceber que ser bondoso com os outros faz parte da prática; perceber que metta consiste justamente em aceitar as coisas como elas de fato são (isto é, aceitar como impermanente o que é impermanente e, assim, parar de querer mudar as coisas, mudar o mundo, mudar as coisas externas para conseguir conforto ou felicidade, afastar as pessoas para estar só) etc.
São os 4 Esforços Corretos. Esforçar-se para abrir mão do que é prejudicial e, depois, cultivar e sustentar o que é benéfico (o que, ao mesmo tempo, evita o renascer do que é prejudicial).
Agora, uma coisa que você tem de ter cuidado ao lidar com a ansiedade com o futuro é em não tentar eliminá-la. Às vezes nós queremos refletir e pensar até a contaminação sumir. Como eu disse, é relativo. Às vezes basta se conscientizar e a contaminação desaparece. Outras vezes ela é algo tão latente, ou tão habitual devido as nossas experiências passadas nessa mesma vida, que ela fica ardendo, ela se torna um desejo ascendente, que cresce cada vez que nos negamos a saciá-lo. E muitos apegos na prática são superados desse jeito - com paciência e determinação. Você tem de voltar sua mente toda vez para aquilo que é benéfico (como colocamos, pode ser contemplação da Impermanência, de Metta, da citação de um monge como Ajahn Chah; qualquer coisa), independente de quantas vezes a contaminação chame a atenção da mente. Ou às vezes basta pensar: "Esse apego pode estar, esse apego pode arder, eu não farei coisa alguma - permitirei que esse apego desapareça ao seu próprio tempo.". Isso é Contentamento, que geralmente é a melhor coisa para Ansiedade.
Contentamento, ou Frugalidade, é estar internamente satisfeito, sem precisar mudar nada no momento presente. Só que essa satisfação interna não significa, necessariamente, uma sensação de bem-estar na mente. Significa que você está seguro de como praticar de acordo com o Dhamma - não busque felicidade em nenhuma coisa condicionada, seja bondoso, generoso, permita as coisas impermanentes cessarem por si mesmas, busque sua felicidade em ser gentil e pacífico. Desapegue, permita as coisas virem e irem, sejam elas boas ou más. Cultive apenas esse Desapego, essa Bondade, essa Compaixão, essa capacidade de fazer as pazes com as coisas. Se vier algo ruim, esteja consciente e permita cessar. Se vier algo bom, esteja consciente e permita cessar. Use as formações e convenções até onde elas forem úteis a sua prática. Então, se houver oportunidade de comprar um carro bom, não seja rígido e pense: "Agora estarei consciente e permitirei o desejo de comprar esse carro cessar." rs. Ter um carro bom ajuda na prática, porque facilita a sua vida e traz menos preocupações - então compre o carro. Se surgir algum pensamento de fantasia ou ansiedade, faça uma reflexão rápida: "Não estou comprando esse carro para usufruir de prazeres sensuais - isso apenas agita a mente. Comprarei esse carro para utilizá-lo com sabedoria em minha vida mundana/ profissional, etc" rs. É como a reflexão que o Buddha aconselhava aos monges quando iam comer, era mais ou menos assim: "Não usarei este alimento para embriaguez ou entretenimento, mas apenas para a manutenção do meu corpo.".
O ponto é - não espere que essa reflexão faça a contaminação sumir. Reflita e esteja consciente da contaminação, esteja consciente de não alimentá-la até ela desaparecer. Ou melhor, esteja consciente de estar alimentando alguma outra coisa, como Contentamento. Não tenha pressa que a ansiedade desapareça.
Às vezes eu sinto uma ansiedade forte e me vem uma dor de estômago. Eu apenas reflito: "Essa sensação física é impermanente. Eu deixarei ela cessar por si mesma. Por agora, apenas sustento o Contentamento de estar consciente da impermanência de tudo o que é condicionado.", e continuo fazendo o que estou fazendo, mesmo com aquela dor. Se surge algum pensamento aversivo, eu corto aquele pensamento, ou eu sorrio como se eu pensasse outra vez: "Pode vir, pode ir". Não adianta eu escrever muito sobre isso, você vai ter que testar várias vezes.
Em cada caso você tem de agir de uma maneira diferente, mas tudo gira em torno da mesma coisa: primeiro entender corretamente, então agir embasado em desapego. Só que você tem que ter cuidado para não cair em Aversão. Eu não sei se ficou claro, já é confuso escrever sobre isso, imagine ler rs.
Se não tiver entendido me fale, porque é difícil passar isso mesmo...

Mas o que eu senti é que você tem o Entendimento Correto, só não consegue se libertar da contaminação, que seria Ansiedade. Foi como eu disse - esteja conscientemente sustentando algo benéfico até que a contaminação desapareça. Às vezes demora um dia inteiro rs.
Eu lembro que uma vez surgiu um desejo muito forte em mim de fazer algo ligado a prazeres sensuais. Eu refleti sobre o perigo daquilo, a impermanência daquilo, e o desejo esfriou pouco, mas logo ele ardeu mais forte de novo. O tempo passava, e o desejo aumentava porque eu não estava atendendo-o. Então eu tentava cultivar algo benéfico como Contentamento, mas não funcionava muito. Então eu decidi parar com todo esse tentar - faz isso, faz aquilo - e apenas pensei: "Eu já sei o perigo dessa ação, portanto, não importa o quanto esse desejo fique latejando em minha mente, eu o permitirei cessar quando for o seu tempo." e permaneci fazendo o que estava fazendo, desapegado. Quando digo desapego quero dizer que eu estava tentando cultivar algo benéfico, só que a atitude tinha mudado - eu ficava contemplando o repulsivo ou tentando cultivar Contentamento com a atitude de me livrar da contaminação, só que isso é Aversão. Quero dizer, eu estava me esforçando demais para me livrar da contaminação, e acabei contaminando o processo rs. O Desapego tem de vir de Entendimento + Paciência, não adianta só ter o entendimento Correto. Então eu sustentei o Entendimento Correto (isso é perigoso por causa disso; isso causa sofrimento em virtude disso; a impermanência disso termina em insatisfação) e combinei isso com Paciência (portanto, não importa o quanto esse desejo tente chamar minha atenção, dirigirei a minha mente para algo benéfico e continuarei fazendo o que está de acordo com o Dhamma).
Fazer planos para o futuro faz parte, o importante é o que você disse - sem apego intenso. É o que eu disse - use o mundo, use as convenções, mas não se apegue. Coma sua comida, mas não se apegue a ela. Compre um carro para usá-lo, mas não se apegue a ele. É isso que o Buddha fala naquele Sutta:
[Buda]: “Bhikkhus, Kassapa está satisfeito com qualquer tipo de manto e recomenda a satisfação com qualquer tipo de manto, e ele não se dedica a uma busca errônea naquilo que não é apropriado, devido a um manto. Se ele não obtém um manto ele não fica agitado, e se ele o obtém, ele o usa sem ficar apegado a isso, sem ficar apaixonado por isso, sem ficar cegamente absorto nisso, vendo o perigo nisso, compreendendo a escapatória." - Santuttha Sutta
Ou seja, qualquer agitação que surja na mente por ter conseguido ou não o manto, ele reflete sobre aquilo para esfriar o apego e o abandona, deixando-o de lado e permitindo-o cessar (por Entendimento Correto, não por Força - por paciência, não por tentativas ansiosas). Se ele consegue o manto, ele o utiliza com sabedoria, sem ficar apegado, ele só usa - isso que eu quero dizer com "usar". Use as coisas sem apegar-se a elas. Use as convenções, seu nome, suas roupas, seus pertences, suas palavras, seu corpo, sua mente - mas não se apegue. Use tudo isso  consciente da impermanência dessas coisas, e busque aquilo que facilita sua prática, mas não fique aversivo se você não puder garantir todas as condições mais convenientes, mais facilitadoras.
E lembre-se de não "contaminar o processo" (Gostei disso rs). Acho que todos que praticam o Dhamma passam por várias etapas em que misturam Desapego com Aversão, e acabam contaminando o processo. Desapego significa que você não está mais alimentando o que é prejudicial, mas não necessariamente que você está tentando eliminar o que é prejudicial. Na verdade, para eliminar o apego, você tem justamente que parar de alimentá-lo. Agora, tentar eliminá-lo já é um apego, entende?
Quando surgir um apego, não tente se livrar dele, apenas solte-o e permita-o cessar. Essas duas palavras são extremamente poderosas: "permita cessar". Permitir, não forçar. Como permitir? Por Entendimento Correto. Compreenda o perigo e o sofrimento nos prazeres sensuais para abrir mão do desejo por eles e cultivar Contentamento, cultivar inspiração pela paz interior, pela alegria de ter poucos desejos, mesmo que tenha um desejo ardendo no agora. Não espere que ao refletir sobre os perigos o desejo suma de imediato - reflita pelo menos para enfraquece-lo e então permita-o cessar enquanto você cultiva o desapego genuíno, que consiste em deixar que as contaminações se vão com o próprio tempo.
É um processo gradual sim, porque essas contaminações vêm de hábitos arraigados de muito tempo. Então, o que acontece? Com o tempo essas contaminações ficam menos fortes, só que elas continuam vindo por muito tempo. Não é porque você conseguiu esfriar um apego uma vez e sentiu um êxtase incrível que ele não voltará de novo - ele voltará, só que provavelmente você conseguirá se desapegar dele com mais facilidade. Só que é relativo - às vezes um hábito que você abandonou por um longo tempo pode gerar um desejo fortíssimo justamente porque faz tempo que você não faz aquilo. Mas geralmente o apego enfraquece a medida que você consegue permiti-lo cessar.
É importante que você consiga diferenciar Desapego e Aversão na sua própria prática. Eu mesmo já fiz isso várias vezes e continuo confundindo esses dois várias vezes. São muitas armadilhas até a Iluminação, por isso é necessário paciência.
Eu lembro de uma vez que surgiu um desconforto muito forte em mim, nem lembro o porquê. Eu estava esperando meu pai no carro. Só sei que eu refleti que eu deveria parar com aquilo, abandonar aquele desejo e cultivar Contentamento. Ok, refleti sobre isso mas o desconforto continuava ali. O que eu fiz? Tentei cultivar Contentamento ao máximo, só que o desconforto só aumentava rs. Eu não entendia o porque - eu estava combatendo a contaminação, porque eu não conseguia vencer? Porque eu estava combatendo Desejo com Desejo. Então eu decidi deixar aquele desejo ali e cultivar contentamento - só tirei o "ao máximo". Eu estava cultivando contentamento para acabar com aquela contaminação. Mas quando enxerguei o perigo desse desejo forte de querer eliminar aquele apego, eu apenas cultivei Contentamento. Mais nada. Eu apenas deixei o Apego ali. "Pode estar apego, eu não vou alimentá-lo, não vou tentar eliminá-lo - pode estar o quanto tempo você quiser, eu permanecei aqui cultivando o que vale a pena." Isso é diferente de "Esse apego não está certo. Tudo isso é impermanente. Por isso eu devo me sentir contente no aqui e agora. Mas por que não estou me sentindo contente? Por que essa contaminação não some? Eu estou satisfeito no aqui e agora... Por que essa contaminação não parou ainda?" entende? rs
Investigue isso em você mesmo, talvez seja esse o problema.
Ajahn Brahmavamso explica isso maravilhosamente bem num texto dele, leia:
"Há aquelas ocasiões nas quais ficamos sem saber o que fazer porque o sofrimento é demasiadamente intenso. Como Ajaan Chah costumava dizer, “Você não consegue ir para a frente, você não consegue ir para trás, você não consegue ficar parado” – não sabemos o que fazer. Essa é uma ocasião belíssima. É o momento em que podemos realmente compreender a que o Buda se referia – sobre o sofrimento da vida. O que deve ser feito quando o sofrimento surge é investigar. Investigar significa vigiar e observar em silêncio. Precisamos observar sem interferir, sem envolvimento, porque se nos envolvermos não estaremos observando com plenitude.
Isso exige coragem e força para nos mantermos firmes só observando. Uma das coisas que poderemos notar é que o sofrimento passa e ele sempre passa dando lugar para a felicidade. Esse é o jogo do samsara, (a perambulação perpétua de uma vida para uma outra vida), o jogo do dia e noite, do calor e frio.[...]"
"O Buda disse que uma vez que tenhamos visto as Quatro Nobres Verdades e o sofrimento inerente à vida, ficaremos desencantados – esse belo e maravilhoso desencantamento, que não busca um escape para fora, mas ao invés disso um refúgio no interior. Não somos como o cachorro sarnento que tenta ir para algum outro lugar para livrar-se da sarna e tampouco como o cachorro sarnento que tenta o suicídio para livrar-se da sarna. Ao invés disso, estamos tentando nos contentar com a sarna e aprender a viver com isso ao invés de ir contra isso. Descobrimos que quando nos contentamos com a sarna, ela desaparece. Através do desejo nos familiarizamos com o sofrimento. Vendo o sofrimento de forma completa ficamos desencantados. Do desencantamento surge o desapego, (viraga). Desapego é o desaparecimento de tudo, as coisas desaparecem, se vão, cessam."
"Através do desejo nos familiarizamos com o sofrimento", isto significa que há muito sofrimento até a Iluminação, só que não é o sofrimento mundano, é o sofrimento da prática espiritual, de deixar os apegos cessarem - só que é através da consciência desse processo que aprendemos como os apegos funcionam, e isso tudo ocorre por várias tentativas - tentamos várias coisas no mundo mental para ver como conseguir deixar os apegos cessarem. Por Tentativa e Erro aprendemos, GRADUALMENTE, a desapegar e estar em paz.
"Eu me lembro de quando ainda jovem, viajei para o sul do México para uma cidade chamada Oaxaca. Ela era o centro da cultura dos cogumelos alucinógenos, mas eu não estava interessado nos cogumelos e tampouco os experimentei porque naquela época eu já era Budista. Eu me lembro de obter uma imagem mental, (nimitta), enquanto me encontrava num quarto, vendo as paredes e o teto se tornarem como manteiga e simplesmente derreterem e desaparecerem no nada. Essa foi uma experiência bastante assustadora na época. Mas foi apenas um indício de que eu estava começando a entender como funciona a percepção, permitindo que as coisas desaparecessem, cessassem e se esvaziassem."
Percebeu como ele termina esse trecho? "PERMITINDO que as coisas desaparecessem, cessassem e se esvaziassem.". A prática não é forçar.
Há Esforço, há tensão, fricção, porque as vezes o desejo é muito forte, que precisamos nos esforçar MUITO para permanecer no lugar, para não nos submetermos ao apego, para não atende-lo. É por isso que Ajahn Brahm fala que Esforço Correto é o esforço para desapegar, para permitir cessar. Às vezes lemos "Esforço Correto" e fazemos aquilo que eu fiz - nos esforçamos para eliminar a contaminação, mas isso nada mais é do que Aversão. Temos que achar o Caminho do Meio. O Desapegar que vem do Entendimento Correto, e que persiste através da Paciência e Esforço Corretos.
Por fim, esse exemplo do Buddha em um Sutta e como Ajahn Brahm relaciona isso esclarece de forma muito bela o que quero dizer com Desapego como "permitir cessar", e não como "se esforçar para eliminar":
"Façamos como o Buda no Bhayabherava Sutta (MN 4). Se ele estivesse caminhando e viesse o medo, ele continuava caminhando até que o medo desaparecesse e só então mudava de postura. Se ele estivesse sentado, não ficava em pé, ele ficava ali sentado até que o medo declinasse. Se ele estivesse deitado ou em pé, a mesma coisa. Faça o mesmo quando houver algum sofrimento na sua vida. Não mude de posição. O que quero dizer é, não faça nada de diferente, mantenha-se na mesma posição, e eu garanto que qualquer sofrimento que você estiver experimentando simplesmente desaparecerá. Você descobrirá que o sofrimento não tem nada a ver com a forma através da qual tentamos manipulá-lo. Não tem nada a ver com o monastério, com o nosso corpo, com a nossa saúde, com a nossa idade ou com qualquer outra coisa. Isso é simplesmente o que o sofrimento faz, ele vem e vai por si mesmo.

Não importa o que quer que sejamos, o que quer que façamos, é a natureza do sofrimento – ele vem quando tiver que vir. Ele virá sem ser convidado e partirá sem permissão. Partirá quando tiver que partir, não quando quisermos que parta. Na verdade, quanto mais quisermos que ele parta, mais tempo ele permanecerá. Ele é assim, perverso. Na verdade, se o convidarmos e permitirmos que ele fique, ele não mais nos agüentará e partirá. Essa é a natureza do sofrimento."

O texto é esse: Por fim a alegria de saber que não há felicidade no mundo.

Esse é um dos meus preferidos rs. Como assim? Quer dizer que compreendemos que no mundo, ou seja, nas coisas sensuais, não há felicidade. Não adianta buscar na comida, em uma paisagem, em um programa de TV, no sexo, em ter filhos, em ser famoso, adorado, popular, bem-visto, rico, amado, culto, inteligente, intelectual - nada que você consiga no mundo traz felicidade. Tudo o que você conseguir no mundo ficará girando felicidade-sofrimento-felicidade-sofrimento. A verdadeira felicidade é a Paz Interior, que se consegue por essa atitude de permitir aos apegos cessarem e cultivar aquilo que leva a Atenção Plena, a Consciência, a Compaixão, ao Desapego, a Frugalidade, ao Amor-Bondade.
Eu costumo escrever muito porque até eu conseguir sentir que estou me expressando bem demora, mas às vezes as pessoas leem e não entendem nada, outras se identificam totalmente rs. Não sei qual foi seu caso, me dÊ um feedback o/
Seu tópico é interessante, espero que possam surgir conversas e novas opiniões sobre isso. De qualquer forma, esse post todo vem do que eu mesmo tenho percebido e do que eu interpretei do seu texto. Espero que sirva de alguma coisa, e se não servir, tudo bem. Não adianta buscar felicidade no mundo, na ausência de algo (aversão) ou na presença de algo (cobiça), não é? Minha felicidade está em apenas tentar ajuda-lo com compaixão, e qualquer apego que surja devido a uma crítica sua ou qualquer outra coisa, eu irei apenas refletir do perigo disso e permitir isso cessar ao seu próprio tempo, enquanto permanecerei cultivando o que for benéfico. É isso o que eu tenho aprendido com a prática budista, com o Buddha, a Sangha e o Dhamma em si.  Reverência
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Mensagem Ter 8 Jul 2014 - 11:59

Olá  Oi/Tchau 

Seu texto me trouxe um grande esclarecimento, fiquei feliz ao ver como você identificou uma das minhas grandes dificuldades que tenho consciência, a ansiedade, mesmo com minhas poucas palavras.

Creio que todos nós temos a famosa ansiedade, porém em escalas diferentes. O diferencial é que cada um é único, ou seja, cada pessoa enxerga e lida com a ansiedade de maneira diferente, muitas vezes uma situação muito embaraçosa para uma pessoa, pode não ser tanto para outra, por esse motivo entendo como é realmente difícil passar seu entendimento e prática, pois cada qual tem seu “antídoto” e cada vez mais vamos os aperfeiçoando.

Muito bacana o que você disse sobre hábitos arraigados de muito tempo, somos todos condicionados, somos reativos e não enxergamos isso, então tudo aquilo que demorou um tempo para nascer, crescer e amadurecer em nossas mentes, ou seja, de forma gradual, irão desaparecer de forma gradual também, pois houve diversas condições para surgirem, muitas vezes complexas, então devemos ter o entendimento correto + paciência, permitir cessar.

O que você disse aqui:

Citação :
Por fim, esse exemplo do Buddha em um Sutta e como Ajahn Brahm relaciona isso esclarece de forma muito bela o que quero dizer com Desapego como "permitir cessar", e não como "se esforçar para eliminar":

"Façamos como o Buda no Bhayabherava Sutta (MN 4). Se ele estivesse caminhando e viesse o medo, ele continuava caminhando até que o medo desaparecesse e só então mudava de postura. Se ele estivesse sentado, não ficava em pé, ele ficava ali sentado até que o medo declinasse. Se ele estivesse deitado ou em pé, a mesma coisa. Faça o mesmo quando houver algum sofrimento na sua vida. Não mude de posição. O que quero dizer é, não faça nada de diferente, mantenha-se na mesma posição, e eu garanto que qualquer sofrimento que você estiver experimentando simplesmente desaparecerá. Você descobrirá que o sofrimento não tem nada a ver com a forma através da qual tentamos manipulá-lo. Não tem nada a ver com o monastério, com o nosso corpo, com a nossa saúde, com a nossa idade ou com qualquer outra coisa. Isso é simplesmente o que o sofrimento faz, ele vem e vai por si mesmo.


Não importa o que quer que sejamos, o que quer que façamos, é a natureza do sofrimento – ele vem quando tiver que vir. Ele virá sem ser convidado e partirá sem permissão. Partirá quando tiver que partir, não quando quisermos que parta. Na verdade, quanto mais quisermos que ele parta, mais tempo ele permanecerá. Ele é assim, perverso. Na verdade, se o convidarmos e permitirmos que ele fique, ele não mais nos agüentará e partirá. Essa é a natureza do sofrimento."

Tem muita verdade nesse texto, não é possível contaminar nossa mente com qualquer tipo de sofrimento, seja ele medo ou ansiedade, lembro de um vídeo que vi, não estou lembrando agora onde vi, assim que lembrar edito rs, mas nele o lama nos diz sobre nossa mente ser totalmente moldável, que podemos mudar os padrões de pensamento, em escalas mais positivas, nossa mente não é como um tecido que pode ser totalmente coberto por uma tinta, ou seja, não iremos sentir apenas sofrimento mesmo que queiramos rs, nossa mente se satura dessa sensação por mais incrível que seja, é a impermanência : )


Às vezes criamos situações ruins para nós mesmos e para os outros e não percebemos como aquilo começou ou por que agi daquela maneira, ai uma pessoa para e te fala assim: “Nossa, não esperava isso de você!”, poxa nem eu esperava rs... O fato é que não nos conhecemos por completo, devemos ter essa “urgência” (não confundir com cobiça rs) de nos conhecermos, quando conhecermos a raiz de nossos sofrimentos, podemos nos libertar. Lembro que vi um filme que se chama: “Poder Além da Vida”, um ótimo filme, recomendo a todos! Nesse filme um grande praticante budista disse para um atleta que o admirava: “Sabemos tanto de nós mesmos como um pinta em nosso nariz”, se formos pensar bem é assim mesmo rs, achamos que nos conhecemos por completo e isso ao meu ver é inábil, no deixa cego, pois se acharmos que temos a compreensão do todo, não vamos a busca, não partimos para a caminhada da iluminação, ai aquele vazio que surge às vezes, não é entendido, a grande verdade é que somos insaciáveis não é mesmo?  Tudo que é mundano é insaciável e como você disse o desencantamento surge da compreensão correta.

Aqui estão algumas passagens legais do filme, são curtas e valem muito a pena:





Gostaria de pedir desculpas pela demora, quis responder em um momento mais oportuno, ler com mais calma seu texto. Percebo sua notável boa intenção e seu esforço em passar sua prática e entendimento, textos longos como o seu indicam uma enorme preocupação com o outro. Sou grato por me ajudar e também por tantos outros que irão se alimentar de suas palavras. Mas uma vez sou muito grato __/|\__
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Mensagem Dom 13 Jul 2014 - 16:05

Ah sim... Realmente tudo muda na mente, nossos humores são instáveis rs...
Mas o que podemos mudar em relação a essas coisas são as nossas atitudes, isto é, nossos posicionamentos mentais - como nos relacionamos com esses humores? Como eu disse, precisamos usar os fenômenos condicionados com desapego, fortalecendo os sentimentos benéficos e deixando que os prejudiciais cessem por si mesmos. Deixamos eles cessarem fortalecendo o Entendimento Correto e então, deixando-os ali, enquanto se faz algo benéfico.
É aquilo que o Bhante Mudito diz da frase que eu coloquei no topo do site: "Evitar o mal, cultivar o bem...", não é "lutar contra o mal", é evitar. Significa que quando o mal surgir na mente, não lute, não faça esforço exagerado, não fique tenso. Abra mão dele por ter o entendimento de que ele traz sofrimento e cultive o que é benéfico. Cultivar o que é benéfico já evita o mal que não surgiu, e permite sumir aquele que já surgiu. Como diz o Buddha num sutta, uma boa maneira de remover pensamentos inábeis é dar atenção ao sinal benéfico, isso é, se houver raiva, foque na Amorosidade; se houver Ansiedade, foque na Frugalidade e Contentamento; se houver Preguiça e Torpor, foque na Alegria e na sabedoria de compreender quando o corpo precisa descansar ( só que há uma diferença do sono necessário e daquele sono que usamos como fuga das situações as quais somos aversivos). Então, o importante é como nos relacionamos com esses estados mentais. Abandone os prejudiciais (embasados no Apego) não com força, mas com sabedoria; e cultive os benéficos.

[Ajahn Brahmavamso]: "Não se trata do que é experimentado na meditação, o que muda é como a meditação é experimentada. Se estivermos aborrecidos, estaremos contentes com isso? Se realmente estivermos contentes, o aborrecimento não durará.
Toda inquietação é uma tentativa de fuga. Fuga através do que? Através do descontentamento. Se estivermos descontentes com a nossa inquietação, esta estará sendo alimentada. Se estivermos felizes por estar aqui com essa mente velha e estúpida, então a mente para. É como dirigir um carro e desligar a gasolina." - Contentamento

Só que essa prática é difícil devido aos hábitos e as Vipallasas, que são as percepções distorcidas. Às vezes fizemos tanta reflexão sobre os perigos dos prazeres sensuais, e num momento de descuido a cobiça invade a mente e ficamos com aquela crença de que podemos encontrar uma grande felicidade se atendermos algum desejo sensual. Há algo na mente que quer eliminar aquilo, que sabe que aquele Desejo Sensual é perigoso, só que ele é muito forte - há mesmo algo que acredita que há felicidade nos prazeres sensuais, mesmo depois da todas as reflexões. Como? Porque demora tempo para mudar nossas percepções. Então precisamos treinar a Contenção e a Autoconsciência para vigiar a mente e nos inspirarmos através das reflexões, como o Buddha disse no Tapussa Sutta - a mudança de hábitos ocorre através da reflexão das desvantagens do apego, e da familiarização das recompensas da renúncia. Com o primeiro, evitamos o mal e o soltamos. Com o segundo, cultivamos o bem enquanto o mal cessa por si mesmo, sem esforço exagerado da nossa parte. Esse é o Caminho do Meio, que é fortalecido pelo poder da sabedoria, e não da força exagerada.
Portanto, obrigado pelos seus agradecimentos. Eu sempre uso isso para me inspirar e refletir sobre as recompensas da vida virtuosa. Isso estimula minha mente a permanecer no caminho, e sempre quando há raiva na minha mente e eu me lembro dos meus méritos passados, eu cultivo o bem e a raiva some sozinha. Esse é um belo exemplo do que significa essa frase no topo do site!  Muito feliz 
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