Budismo - Sangha Online
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 Sobre este Fórum: Dúvidas sobre o Budismo

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Edson Campos

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Mensagem Qui 7 Maio 2015 - 13:17

Olá pessoal!
Tenho acompanhado de perto o budismo, lendo a respeito e conversando com algumas pessoas sobre as praticas.
O que mais despertou meu interesse foi o caráter não teísta e a filosofia de vida pautada na ética e no crescimento e evolução e auto conhecimento.
Porem venho observado em algumas praticas certas condutas que me fizeram questionar; outro dia em um fórum de um grupo budista em Santos, as pessoas estavam organizando oferendas e preces a um importante monge budista. Até a parte das preces não me causou estranheza, porem a parte de oferendas mês pareceu uma forma de idolatrar um ser humano, o que na minha visão parece um retrocesso, pois o que sempre me deixou desconfortável nas religiões "oficiais" é o fato de Deus ser mais e o ser humano ser menos. Gostaria de ler comentários a respeito, mais notadamente com a visão do meio budista.
Eu admiro e sigo exemplos de seres humanos notáveis e que dão grandes contribuições para o crescimento da humanidade, mas sou contrario eleva-los a condição de ídolos ou deuses.
Procuro conhecimento e esclarecimento e sou grato desde já.
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illcircus

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Mensagem Qui 21 Maio 2015 - 22:00

Não encontrei nada relacionado a minha dúvida, mas me perdoem se já houver um texto a respeito.

Bom, eu gostaria de saber quais são os feriados budistas. Encontrei algumas informações na internet, mas muito desencontradas, cada uma indicando uma data diferente (mesmo usando os mesmos critérios, no caso da lua, por exemplo). 

Obrigada pela atenção  Grato

_________________________________________________________________________________________________
“My religion is very simple. My religion is kindness.”
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Mensagem Sab 4 Jul 2015 - 21:03

Podemos pensar que os animais são, de alguma maneira, mais evoluídos que os seres com consciência? Eles parecem não possuir esse terceiro aspecto da Origem Dependente. São mais desapegados e distantes do desejo? Mais próximos de Nibbana?
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Mensagem Dom 5 Jul 2015 - 20:50

José P. S. Filho escreveu:
Podemos pensar que os animais são, de alguma maneira, mais evoluídos que os seres com consciência? Eles parecem não possuir esse terceiro aspecto da Origem Dependente. São mais desapegados e distantes do desejo? Mais próximos de Nibbana?

Olá Jose P. S. Filho! Bom, essa é uma ideia comum  Feliz
Primeiramente, os animais possuem consciência... O que une todos os seres (fantasmas, devas, humanos, animais), afinal, é que todos possuem uma mente, e é justamente por isso que aqueles que tornam sua mente maleável e calma podem se lembrar de suas vidas não só como seres humanos, mas também como animais, devas, fantasmas, entre outros.
Uma pessoa com Alzheimer, em seus estágios iniciais, pelo menos, ela não perde a lembrança, ela perde o acesso a suas lembranças, tanto que dali um tempo ou até dias pode ocorrer dela se lembrar do que não consegui lembrar há algum tempo, até que não consiga se lembrar nunca mais.
Da mesma forma, o que acontece é que os animais também têm consciência, mas eles não têm "acesso" a ela da forma que os seres humanos têm, de tal forma que possam treinar a mente como podem. Essa é apenas uma comparação grotesca, é claro  Sorridente

Logo, os animais não estão mais próximos de Nibbana, pelo contrário - estão mais distantes. 
Para o Buddha, nascer como ser humano é a melhor oportunidade para a prática, porque os seres humanos conseguem treinar a sua mente. É até melhor praticar como humano do que como Deva, porque os Devas, ao desfrutarem de muitos prazeres, acabam por ficar muitas vezes indolentes ou indiferentes à necessidade de praticar e incapazes de reconhecer o sofrimento das experiências condicionadas. Como os seres humanos passam por experiências que oscilam bem entre sofrimento e alegria, essa observação pode ser melhor realizada.

Inclusive, o Karma que mais implica no renascimento como um animal é o Karma que alimenta a Ignorância. É muito interessante aquele Sutta em que o Buddha encontra dois homens que imitam animais, o Kukkuravatika Sutta, em que ele diz que o Entendimento incorreto leva a renascer como animal ou no inferno.

[Buda]: "Agora, eu digo, existem duas destinações para uma pessoa com o entendimento incorreto: o inferno ou o ventre animal."


Já quem costuma cultivar muito desejo e cobiça, os Suttas dizem que isso pesa e inclina para renascer como um Fantasma, pois eles são caracterizados por não conseguirem saciar sua fome, tendo barrigas muito grande e bocas muito pequenas  Calado
Paz a sua mente  Feliz
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Mensagem Qua 23 Set 2015 - 21:46

Boa noite a todos. Queria perguntar a respeito de relacionamentos amorosos. Queria saber se o amor romântico "macula" ou limita a plenificação do amor genuíno caracterizado pelo desapego. É uma pergunta que queria que levassem muito a sério pois tem frequentemente me atormentado. Queria saber, em outras palavras, se o exercício e cultivo do amor romântico impede o desenvolvimento da natureza Buda e a iluminação.
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Mensagem Sab 26 Set 2015 - 10:23

Se formos considerar que estamos querendo abandonar qualquer Intenção conectada com Tanha (Desejo) e cultivar somente as intenções conectadas com Generosidade, abrir mão, Contentamento e Renúncia, basta observarmos que intenção está por trás do amor romântico.
Se for olhar com calma e tempo, por trás do Amor Romântico está um desejo de prazer, de retorno, de reconhecimento, de aprovação do outro. Isso é apenas mais desejo egocêntrico. Agora, quando vamos reconhecendo as Intenções Hábeis que eu citei, aos poucos nós vamos aprendendo a ser gentis independente da situação ou da atitude da outra pessoa - nossa felicidade não está mais no lugar ou no indivíduo, está em nossas intenções. Então, não importa o que o outro faça, nossa alegria está em ser generosos, virtuosos e com poucas necessidades. Fazemos as coisas visando o benefício dos outros porque reconhecemos, instante após instante, que a intenção de buscar algo esperando retorno - mesmo de ser generoso esperando retorno - só nos leva ao sofrimento, a mais enredamento com o Samsara. Assim, quando percebemos que buscar as coisas para nós mesmos só faz crescer Tanha, desejo por ser existir, por não-ser existir e desejo sensual, passamos a agir no mundo apenas por Generosidade - cada vez mais há menos por se fazer aqui no mundo. Então, a intenção passa a ser de querer beneficiar aos outros sem esperar nada em troca - e é aí que está o problema com o Amor Romântico. Ele quer algo em troca. Isso não é Amor Genuíno, é amor maculado por Tanha. Esta prática não é sobre buscar aquilo que queremos ou que nos agrada, é fazer aquilo que é generoso independente de nossas preferências e contemplar tudo como impermanente.  Feliz
Lembrei de um vídeo da Jetsunma Tenzin Palmo, uma monja muito "insightful" rs. Dá para ver que ela reconheceu algo por experiência própria. Por que não vê o vídeo em que ela trata deste assunto?


Que possamos reconhecer a oportunidade para cultivar a Generosidade e a Renúncia em qualquer instante. :)
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Mensagem Sab 26 Set 2015 - 12:06

Então, de fato, o amor romântico não condiz com a exata vida santa em busca do desapego e libertação do Samsara. Por causa de Tanha. Eu me pergunto se haveria possibilidade de um relacionamento amoroso sem tanha e sem apego. Se pudesse discorrer sobre isso...
Eu vi esse vídeo da monja Jetsumna e foi um dos que alimentou mais meu ponderamemto sobre esse assunto.

Levando-se em consideração tudo isso, então seria por causa disso que existe voto de abstinência na vida monástica: para evitar o enredamento em Samsara.

Cara, que situação...
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Mensagem Seg 28 Set 2015 - 18:38

É... Nós ficamos um pouco assustados ou até "chocados" à medida que vamos nos aprofundando em alguns ensinamentos. Não sei se "chocados" seria a palavra  Sorridente
Dá para ter um relacionamento amoroso sem Tanha... Bom, depende do que você entende por relacionamento amoroso rs...
Deixando os conceitos de lado, é melhor considerar a prática. A prática é essa, basicamente - contenção dos 6 sentidos, ou seja, abandonar Tanha em relação a qualquer coisa que se experimente por meio dos 5 sentido + a mente (sexto sentido) e usar esses fenômenos condicionados apenas por generosidade, por bondade, sem apego... Partindo disso e olhando para como nos relacionamos com os outros, podemos ver que amor romântico é algo que não faz sentido. Projetamos expectativas sobre o outro e queremos que a outra pessoa corresponda as nossas expectativas. Com o tempo até criticamos: "Você mudou! Você não é a mesma pessoa que conheci!", mas como pode, se tudo é impermanente? Como pode alguém que se compromete a contemplar a impermanência das coisas, exigir estabilidade do seu parceiro, cônjuge, amigo ou o que quer que seja?
É como a Jetsunma Tenzin Palmo disse no vídeo, é difícil para as pessoas aceitarem isso, de que Amor Romântico não faz sentido sob a ótica da prática espiritual.
Agora, sobre relacionamentos nesta prática espiritual, são possíveis. Basta ir entendendo o que é esta prática - é parar de colocar sua felicidade nas pessoas ou no mundo e aprender a cultivá-la partindo das suas intenções. Não importa com quem você esteja, em que lugar você esteja, ou qual emoção esteja na sua mente - cultive as intenções de renúncia, amor bondade, generosidade, compaixão, desapego, contentamento, gratidão. A prática é esta. Enquanto estamos apontando para os outros achando que são os outros que têm que mudar para alcançarmos a nossa Paz, estamos errados. Aí os relacionamentos chegam a outro patamar, outra dimensão, não é?  Feliz
Temos um parceiro para a vida, um parceiro no dia a dia, um parceiro para momentos a dois, um parceiro para relacionamento amoroso e até sexual (apesar de que relação sexual, de fato, obstrui a prática) só que a motivação muda. Cada vez menos exigimos do outro. Cada vez menos buscamos nossa plenitude no outro. Não há um "Outro" que possa nos completar. Somente o Autoconhecimento e o Autotreinamento é que levam alguém à Plenitude. Esse Entendimento vai crescendo pouco a pouco, certo? É gradual. Então, é aos poucos que vamos abandonando os Prazeres Sensuais e depositando nossa felicidade nas intenções hábeis, como generosidade.
Então, se você está num Relacionamento Amoroso, não precisa ser radical. Apenas passe a observar e treinar as intenções. Esse é o segundo fator do Nobre Caminho Óctuplo.

Sobre o voto de abstinência, é complicado falar sobre isso. Celibato é um tema controverso para as pessoas - alguns acham símbolo de pureza, outros acham que é tolice, uma negação da natureza humana.
Se formos buscar os ensinamentos do Buddha, essa última argumentação é tola. Não estamos praticando para reconhecer ou desenvolver "Natureza Humana". Aquilo que o Buddha nos incentiva a conhecer por nós mesmos é "algo" que está em todos os seres, humanos e não-humanos. 
Quanto ao Celibato, por que os monges seguem? Falando superficialmente, é porque é um prazer sensual que, quando abandonado, ajuda a mente a se aprofundar ainda mais na meditação, na renúncia, no contentamento, a unificar-se ainda mais na tranquilidade. Então por que nos 5 preceitos Buddha pede apenas abstenção de conduta sexual ilícita, em vez de pedir total celibato?
Porque a prática é gradual. Ele coloca uma base para os leigos e, a partir disso, cada um vai subindo a escada conforme se sentir capaz ou encorajado.
Há casais budistas nos quais os cônjuges adotam o celibato juntos, e passam a apoiar um ao outro na prática espiritual e meditativa combinada com o Celibato. Também conheço histórias de homens e mulheres que tornaram-se monges e monjas com o apoio de seus cônjuges. Acho que uma das monjas ordenadas sob a presença do Ajahn Brahmavamso foi esse caso. Há muitos exemplos aparentemente raros, mas que na verdade são naturais - quanto mais o indivíduo busca refúgio no seu interior e na sua intenção, menos ele busca no mundo (nos 5 sentidos, inicialmente).
Só que não precisa ser radical, abandonar tudo, adotar o celibato e subir para a montanha. Não é assim rs. Comece a mudar suas intenções, e você irá abandonando algumas coisas aos poucos. É gradual, isso é algo muito importante de ter em mente: essa prática é gradual. Você pode ver pelos próprios monges ou pelos Suttas. Para cada pessoa os monges ensinam de um jeito. O Ajahn Brahmavamso, por exemplo, todos riem com as palestras dele. Um dia um leigo pediu para ele dar uma palestra mais séria, uma palestra de "nível de monges". Ele fez isso e, ao final da palestra, a pessoa que fez o pedido ficou tão arrependida que implorou que ele não fizesse isso de novo. Lembro também de uma pessoa falando de um livro do Ajahn Brahm - "The Art of Disappearing" (A arte do desaparecimento) - dizendo que ficou deprimida ao refletir sobre nossa condição no Samsara. É assim. Uma hora os monges estão falando sobre coisas alegres, felizes, afirmativas, e outras vezes falam coisas que desafiam muito nossas ideias. É gradual, e cada um vai avançando de acordo com o seu nível. Mas não precisa dividir monges x leigos. Existem leigos que alcançaram muito mais realizações do que monges.

Agora, que esse ensinamento desafia muitos estereótipos, crenças ou conceitos que nos foram passados, isso é verdadeiro e muito forte. O conflito de ensinamentos é intenso. São coisas muito opostas. Como lidar com isso? Olhando as coisas com as lentes do Entendimento Correto. E como desenvolver Entendimento Correto? Bom, ouvindo as palavras das pessoas que estão trilhando e que trilharam esse caminho, os "Bons Amigos"! 

Então, aconselho a você ver mais 2 vídeos que são do mesmo canal desse vídeo que eu postei da monja. São 2 vídeos de uma conversa que vi há algumas semanas com a Márcia Baja, discípula do Lama Padma Santem. O primeiro vídeo é maiorzinho, mas localizei que ela fala sobre Relacionamentos a partir do 17º min (apesar que te aconselho a ver o vídeo todo rs). Ela é uma leiga que a meu ver, alcançou mais realizações do que muitos monges por aí rs. Dê uma olhada e paz! Piscadela  




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Mensagem Sab 3 Out 2015 - 8:39

É natural que se tenha medo e preocupação em prosseguir com a iluminação? É natural ter medo da iluminação?
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luanalanzana

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Mensagem Dom 4 Out 2015 - 19:18

Buddha Dúvida: A meditação em si é o esvaziamento da mente? se sim, existe também a meditação guiada, por exemplo eu gostaria de desenvolver o AMOR e medito na causa? como isso funciona a distinção entre as duas meditações, ambas existem? 

Grata,  Feliz
Luana
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Mensagem Qui 8 Out 2015 - 19:16

José P. S. Filho escreveu:
É natural que se tenha medo e preocupação em prosseguir com a iluminação? É natural ter medo da iluminação?
Muito natural e comum, porque essa prática consiste num processo de abandono das nossas preferências, das nossas ideias, das nossas crenças, e principalmente do nosso conceito de "Eu", "Meu", "Meu eu". Essa prática vai muito fundo, desenraizando nossos desejos tanto grotescos quanto sutis.
No começo, no desenvolvimento de Sila (Virtude), que começamos com essa contenção de Tanha (Desejo por ser/existir ou não-ser/existir). É interessante quando colocamos Tanha não só como Desejo, mas como Desejo por ser/existir ou não-ser/existir. Por quê? Porque aí a gente começa a contemplar ... Por que dei o lugar no ônibus? Por que elogiei Fulano? Por que joguei aquele pedaço de alimento fora? Por que troquei o programa que estava passando na TV? Por que comprei aquela roupa cara?
Quando começamos a observar nossas Intenções, Karma (Ação Intencional) a gente começa a reconhecer o que é Tanha: desejo pelas experiências ou pelas não-experiências. Desejo que a pessoas me vejam como boa porque dei o lugar no ônibus... Como gentil porque elogiei Fulano... Desejo comer só o que meu paladar acha gostoso, então jogo o alimento fora... Desejo ver só o que condiz com minha preferência, então mudo a programação... É assim... De vida em vida, ou num nível mais "pé no chão", de instante a instante.
Aí o primeiro desafio é dado: passe a fazer as coisas apenas por Generosidade. Eu tomo como referencial aquele Sutta no qual o Buddha vai deitar para descansar e Mara o chama de negligente, de preguiçoso, então o Buddha responde: "Estou deitando em benefício de todos os seres.". Isso é realmente profundo. Como fazer as coisas somente em benefício dos outros seres? Como aprender a fazer somente o que for realmente necessário?O que esse corpo realmente precisar? Aí que começa a Contenção dos Sentidos, não é? E aí que começa o medo também... Começamos a ser desafiados a parar de fazer as coisas por o que gostamos ou não gostamos...

Se vamos avançando, desenvolvemos Sila e uma mente muito poderosa, que se unifica nessa intenção de renúncia na meditação, e aí vamos nos aprofundando na prática, reconhecendo como estávamos enganados sobre nós mesmos. Nossa felicidade não está no lugar, na pessoa, ou mesmo num pensamento ou no humor na mente - e vamos tendo de abandonar todas as nossas noções acerca da realidade. Aí o Buddha diz: corpo não é o Eu, pensamentos não são o Eu, volição não é o Eu, sensações não são o Eu, até a consciência não é o Eu! Isso não dá medo? rsrs É natural! 
Esse Caminho é um Caminho de Renúncia, de Abandono, e não é fácil. É um desafio de pararmos de buscar felicidade onde sempre buscamos, e reconhecer que a felicidade que sempre buscamos é muito pequena se comparada ao sofrimento consequente dessa busca. O ato de buscar, de desejar, Tanha, já nos faz ver muito sofrimento. Aí vamos abandonando, mas é natural que vá surgindo medo nesse processo.

Então, é gradual. Cada um vai explorando conforme suas possibilidades. O Buddha colocou como base os 5 preceitos, e a partir disso cada um vai caminhando como for possível. Mas se a pessoa despertar um pouquinho de Confiança no Buddha e Curiosidade, e se começar a contemplar a vida, a impermanência e a instabilidade da felicidade que encontramos ao depositá-la nas experiências ou no mundo, cada vez mais vamos nos inspirar a ser vigilantes sobre a intenção e a fazer menos coisas por preferência, por desejo, e mais coisas apenas por Generosidade, por Renúncia, por Boa-vontade  Feliz
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Mensagem Qui 8 Out 2015 - 19:36

luanalanzana escreveu:
Buddha Dúvida: A meditação em si é o esvaziamento da mente? se sim, existe também a meditação guiada, por exemplo eu gostaria de desenvolver o AMOR e medito na causa? como isso funciona a distinção entre as duas meditações, ambas existem? 

Grata,  Feliz
Luana

Olá Luana...! Olha, não sei te responder, o que você entende por "esvaziamento"? rs
Tem um trocadilho Zen que diz - como esvaziar o que já está vazio? rs
Só explicando o trocadilho primeiro, é que no Budismo se diz que tudo é vazio pois nada neste mundo possui uma existência fixa, inerente e autossuficiente - nada subsiste sozinho, por si mesmo, tudo depende de processos, e com a mente não é diferente. O Buddha  dizia que experienciamos "várias mentes", vários estamos emocionais e "várias consciências", de tal forma que "aquilo que está ciente, que conhece" é impermanente, não é um "negócio" fixo ali afastado, observando todo o resto. Mente e pensamento são duas coisas separadas, mas a mente não é algo imóvel e fixo, então ela é vazia, aí vem esse trocadilho - como esvaziar o que já é vazio?

Bom... pode-se dizer que meditação é esvaziamento da mente - mas depende do que você entende por esvaziamento. Esse termo é um pouquinho mais sutil e profundo, acho melhor deixá-lo para quando nos aprofundamos mais na meditação. Basta entender meditação como unificação da mente em algo. Como assim? Na meditação, a mente unifica-se e repousa sobre algum objeto e abandona todo o resto, de tal forma que a nossa percepção fica reduzida a um espaço cada vez menor da nossa experiência. E isso deixa a mente feliz, porque vamos reconhecendo a felicidade renúncia, do abandono, do contentamento com pouco. Paramos de buscar felicidade lá fora, no mundo, nas coisas, nas pessoas ou mesmo no humor da mente, e passamos a buscar a felicidade da intenção de querer pouco - a felicidade não é mais buscada nas experiências, mas nas intenções. Então, despertamos essa intenção de unificar a mente e deixá-la descansar em cada vez um campo menor de percepção, e assim vamos abandonando cada vez mais coisas.
Assim, em vez de olhar a floresta, olhamos para a árvore e repousamos a mente nisso. Em vez de olhar a árvore, olhamos a folha ou a terra. Então, em vez de olhar para fora, olhamos para dentro, por exemplo - o que estou sentindo no corpo todo? Depois, em vez de olhar o corpo todo, olhamos só a respiração. Embora a mente vá sendo distraída por pensamentos ou sons de fora, chamamos a mente de volta, e vamos ensinando-a a reconhecer a felicidade de unificar-se em cada vez menos coisas - lhe ensinamos a alegria da simplicidade. Então a percepção da respiração vai ficando tão refinada, que surge um Êxtase - e aí unificamos a mente nisso. Vão surgindo novas sensações sutis e profundas, e nossa percepção vai assim - afunilando, abandonando o mundo, os sons lá fora, o corpo, a respiração, e vai se unificando num campo cada vez menor de experiência, até que direcionamos a mente para aquele está consciente, para si mesma, e vemos o que ela realmente é, sem todas essas coisas em volta: 5 sentidos, pensamentos, vontades, preferências, etc. 
Meditação é basicamente descansar a mente. Ensiná-la a parar de se movimentar para fora, e descansar cada vez mais "para dentro". Nesse processo, a mente vai descobrindo que quanto mais ela abandona, mais satisfeita ela fica. E é assim que ela pode ver as coisas como realmente são - quando nos afastamos das coisas e depois nos aproximamos delas de novo, então entendemos o que realmente são, e também quem realmente somos. É mais ou menos isso.

No final das contas, é como se meditação fosse um esvaziamento em vários sentidos. É um esvaziamento desse desejo de buscar felicidade lá fora, e também um esvaziamento no sentido de que vemos a impermanência das coisas e assim permitimos que elas assentem e parem. 
Mas por que dizem que meditação não é parar de pensar? Porque esse não é bem o objetivo, vamos colocar assim. Parar de pensar é uma consequência natural. O seu objetivo na meditação deve ser permitir a mente repousar, descansar, unificando-se em alguma coisa, e ensinando-a a preferir isso. A medida que a mente aprende a apreciar o silêncio, ela vai se inclinando nisso sozinha. E como isso é feito? Ensinando a mente a parar de buscar sua felicidade por meio dos seus desejos. Paramos de fazer as coisas dividindo-as em gosto ou não gosto (dualidade) e passamos a fazer aquilo que for generoso, que for gentil, e assim vamos renunciando aos nossos desejos egocêntricos. Então, não adianta ir meditar porque você quer parar de pensar - isso é só mais um desejo egocêntrico. Vá meditar porque isso é algo generoso a ser feito para sua mente - ela precisa descansar, porque a natureza dela é silenciar, repousar, e não ficar se envolvendo com as coisas do mundo. Quando você vai se sentar na almofada com essa intenção de generosidade e gentileza, a mente se assenta a seu próprio tempo - você deixa que ela faça isso a seu próprio tempo. Você rega a flor, mas ela floresce a seu próprio tempo. Então, você agua as sementes, mas aguarda. Deixa os pensamentos assentarem por si mesmos. Deixa o êxtase vir por si mesmo. Deixa o êxtase estar por si mesmo. Deixa o êxtase ir por si mesmo. Você vai aprendendo a perceber como você sempre atrapalha o processo quando você entra com o seu desejo e pensa "Eu quero que silencie mais! Eu quero que esse Êxtase dure mais!". Assim surge o insight: desejo leva a sofrimento. Então, você vai mudando a atitude, e nessa mudança de atitude, a mente se unifica cada vez mais no abandono, descansa cada vez mais, e então a visão das coisas como elas realmente são se torna cada vez mais profunda. Meditação é mais ou menos isso  Feliz Ajudou? Ou confundiu mais?  Rindo
E claro - lembre-se que não adianta meditar 2 horas por dia e não levar essa atitude para o resto do dia. Meditação é mudar a intenção, mudar a atitude, e isso tem que ser feito no resto da vida também. Não adianta continuar cultivando o incômodo com a ofensa de alguém, com o fato de que as pessoas não estão querendo ver o programa que você gosta ou com o fato de que a comida estava muito fria no almoço - se não se toma cuidado com os desejos egocêntricos no dia a dia, quando formos sentar para meditar, teremos uma mente extremamente exigente e inquieta, querendo consertar o mundo para estar em paz sem entender que a paz não está lá fora, mas na intenção interior  Muito feliz
Então, Meditação sozinha não funciona - ela precisa ser desenvolvida sobre uma base de Virtude e Generosidade.
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Mensagem Sex 9 Out 2015 - 7:58

Gratidão! ajudou bastante!  Rindo

eu queria saber então se também há a chamada Visualização, por exemplo, eu quero desenvolver a compaixão e utilizo uma técnica de visualização (não sei como funciona, eu que estou inventando o exemplo) para educar a mim mesma - digamos assim... não sei como eu posso fazer isso, ou se é possível.....
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Mensagem Sex 9 Out 2015 - 20:04

luanalanzana escreveu:
Gratidão! ajudou bastante!  Rindo

eu queria saber então se também há a chamada Visualização, por exemplo, eu quero desenvolver a compaixão e utilizo uma técnica de visualização (não sei como funciona, eu que estou inventando o exemplo) para educar a mim mesma - digamos assim... não sei como eu posso fazer isso, ou se é possível.....

É uma alegria compartilhar o Dhamma!  Feliz Já é uma alegria simplesmente compartilhar... compartilhar os ensinamentos do Buddha, então, é uma alegria ainda maior!
Há sim as "visualizações". Na Meditação de Metta (Amor-bondade), ou de Compaixão, os mestres aconselham que comecemos visualizando algo que nos traz um sentimento de gentileza e acolhimento e depois passemos a visualizar coisas que não nos despertam esses sentimentos, para começarmos a associar esses sentimentos de amor a essas outras coisas. Então, começamos visualizando alguém o qual possamos verdadeiramente pensar: "que essa pessoa seja feliz. Que ela se livre do sofrimento. Que ela encontre a paz. Que ela aprenda a lidar com as dificuldades da vida. Que ela encontre esse caminho.", e então visualizamos essa pessoa. Como são feitas essas visualizações depende de cada um - temos que brincar com isso!  Sorridente
Isso porque cada um vai ter a sua própria imaginação. Alguns podem visualizar sua mãe, e lembrar de todas as coisas que ela fez, ver as imagens dela dizendo algo gentil, trabalhando para lhe dar algo que necessitasse etc e, assim, despertar um sentimento de gratidão, de admiração e de cuidado - "Que eu possa agradecer tudo o que ela me fez. Que eu possa ajudá-la a se libertar de qualquer sofrimento que surgir. Que ela possa ser verdadeiramente feliz e contente."
Podemos visualizar um animal, como um gatinho, um cachorrinho, um passarinho... Uma vez eu salvei um pardal aqui em casa e visualizei ele, e realmente despertei este sentimento de amor, de desejo pela felicidade dele.
E o "objeto" pode ser qualquer coisa. Um monge que gosto muito disse certa vez que uma das suas discípulas não conseguia despertar Metta (Amor-bondade) com os objetos que as pessoas costumam usar - gatinhos peludinhos, bebês sorridentes ou coelhinhos branquinhos -, mas que ela descobriu que tinha uma afinidade por flores! Isso porque ela tinha um jardim e cultivava várias plantas, e por isso quando ela trazia essa imagem a mente dela ela sentia esse sentimento de amorosidade, de cuidado, de carinho, de compaixão crescer.
A medida que ficamos habilidosos nisso, podemos começar a compreender que o importante não é tanto o objeto - é só no começo. Com o tempo reconhecemos que somos capazes de despertar esse sentimento, esse desejo pelo bem-estar do outro, com qualquer objeto. Despertamos o cuidado com um besouro, gentileza com uma pessoa estúpida, cordialidade com uma formiga em nosso braço, delicadeza com um copo de água que colocamos calmamente na mesa... Aí voltamos naquele ponto que eu estava comentando: vamos descobrindo felicidade não nas experiências ou nas coisas, mas na intenção. Assim, no começo treinamos esse sentimento de Amor com objetos que temos afinidade e, com o tempo, vamos visualizando objetos mais neutros ou mais difíceis (pessoas que não gostamos, insetos que nos causam asco, e assim por diante) para irmos associando essas imagens com o sentimento já desenvolvido com uma imagem anterior.

No começo podemos verbalizar, pensando verbalmente: "Que essa pessoa seja feliz. Que esse ser encontre a paz. Que ele reconheça a felicidade da caridade...", mas depois é bom irmos aprendendo a despertar Compaixão e Amor sem os pensamentos, apenas com as imagens/visualizações se possíveis. Podemos ver não só um objeto particular, mas também a humanidade, ou uma pessoa que ajudamos na noite passada, ou alguém que nos estendeu a mão hoje de manhã em momento de necessidade... Podemos realmente brincar com isso!  Feliz Podemos visualizar alguém nos ofendendo, gritando, e nós ali, ouvindo a pessoa olhando-a nos olhos com um sorriso, porque reconhecemos que aquela raiva que ela está compartilhando nós também conhecemos, nós sabemos que vai passar, e nós sabemos que essa pessoa pode sentir esse amor que nós estamos sentindo agora, em meditação. Então, visualizamos a pessoa raivosa, e ao mesmo tempo "visualizamos a nós mesmos" desenvolvendo essa compreensão de que a outra pessoa é muito mais do que raiva - ela é  uma mente luminosa que apenas está se deixando corromper naquele momento.
Mas o ponto é intenção de novo - por que estamos fazendo isso e qual a intenção que queremos cultivar? E então podemos perceber que isso é Meditação também - é de novo permitir que a mente repouse e descanse, unificando-se em algo benéfico e gentil ao mesmo tempo em que vai abandonando e largando todo o resto: deixamos um pouco o mundo de lado, o corpo de lado, e visualizamos essas imagens, a fim de treinar essa intenção de Amor-bondade. Então nossa Paz irá depender cada vez menos das outras pessoas. Claro que não é para ficarmos "raivosos por estarmos com raiva" rsrs. Não podemos exigir que "Agora que estou fazendo Meditação da Compaixão, não posso sentir raiva.", se a raiva vier, tudo bem. O importante não é o que estamos experienciando (um humor bom ou ruim, conservando com alguém simpático ou irritante) - mas o que estamos cultivando (amor-bondade, generosidade, caridade, paciência, escuta qualificada, etc). Assim reconhecemos a felicidade da caridade que não espera nada em troca. Somos gentil com alguém estúpido, e mesmo que isso pareça tornar a outra pessoa mais estúpida ainda, isso não importa - nossa felicidade está na intenção de ser gentil, e não na meta de mudar a outra pessoa, de forçá-la a mudar ou de agradá-la. Então Paz!  Feliz
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Mensagem Seg 9 Nov 2015 - 0:12

Qual a origem daquilo que se chama matéria inorgânica (sem vida) - pedras, minerais, tecidos, etc. - uma vez que para a existência é necessário karma? De onde surgiram estas coisas e por que existem? Há algo que Buda disserta a respeito?
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Mensagem Sex 13 Nov 2015 - 16:26

José P. S. Filho escreveu:
Qual a origem daquilo que se chama matéria inorgânica (sem vida) - pedras, minerais, tecidos, etc. - uma vez que para a existência é necessário karma? De onde surgiram estas coisas e por que existem? Há algo que Buda disserta a respeito?

Olá José P. S. Filho  Feliz
Eu acho que o Buddha nem falou sobre isso, viu? Não até onde eu saiba, pelo menos  Sorridente
De qualquer maneira, acho que deveríamos seguir o conselho dele de deixar estes tipos de dúvidas de lado... Mesmo sobre o funcionamento de Karma, até certo ponto, acho bom a gente não tentar pesquisar muito... O que eu quero dizer é que é melhor simplificar e pegar só um pouquinho de conhecimento do que realmente é necessário para investigar se Desejo (Tanha) realmente traz sofrimento e se generosidade e abrir mão são de fato o caminho para a paz.
É como aquele Sutta em que o Buddha pega um punhado de folhas e pergunta aos monges: o que é maior - esse punhado de folhas em minhas mãos ou todas as folhas de todas as árvores da floresta? Quando os monges escolhem a segunda alternativa, ele responde que, da mesma maneira, as folhas de todas as árvores da floresta estão para tudo aquilo que ele sabe, ao passo que o punhado de folhas em suas mãos está para aquilo que de fato ele pronunciou e discursou aos seus discípulos, porque de tudo o que ele sabia, apenas algumas pouquíssimas coisas seriam necessárias para que cada um investigasse o sofrimento, a causa do sofrimento, a cessação do sofrimento e o caminho para a cessação do sofrimento.
Então, dúvidas como: como o mundo surgiu? Por que existem coisas inanimadas? Como o Karma funciona na situação x? Por que Ignorância dá origem às Formações Volitivas, que dá origem à Consciência...? Há como mover-se de um jhana ao outro? Como desenvolver poderes supra-humanos? Qual a diferença entre os devas e os titãs? Qual... o que... como... E por aí vai... rsrs
Simplesmente não tem fim.
Então acho que é melhor a gente pegar poucos ensinamentos. Mais simples do que as 4 Nobres Verdades não tem. E como o Buddha disse, as 4 Nobres Verdades são como a pegada de um elefante - assim como as pegadas de qualquer animal terrestre cabem nas pegadas de um elefante, todos os ensinamentos do Buddha estão contidos nas 4 Nobres Verdades. Então é melhor pegarmos esse simples ensinamento, investigá-lo por nós mesmos com Atenção com Sabedoria, investigar como nossas intenções interferem em nossos estados mentais e como a gratificação proveniente da satisfação de um desejo a curto prazo parece maior que o sofrimento posterior, mas como a longo prazo o sofrimento de satisfazer o desejo é muito maior do que o prazer de saciá-lo. Então, investigamos como parar de sermos tão autocentrados, de ficar só correndo atrás de satisfazer os nossos desejos, e como ser mais "não-eu", mais altruístas, como servir aos outros sem esperar nada em troca (porque vamos descobrindo, por EXPERIÊNCIA PRÓPRIA, como que esperar algo, desejar algo, buscar algo só nos traz sofrimento atrás de sofrimento), e vmos assim cultivando os 3 modos de conduta correta (corpo, linguagem e mente). Levamos essa alegria, essa inclinação pela renúncia e pela generosidade para a meditação e desenvolvemos Samadhi e, com isso, investigamos a realidade e nossa própria mente. Quando percebermos que só progredimos quando paramos de interferir com a meditação, então surgirá essa Urgência de parar com todas as perguntas e desejos e de apenas cultivar as causas pra essa prática florescer A SEU PRÓPRIO TEMPO. Então, paramos de ser exigentes e apenas vamos cultivando a flor de lótus interior, sem querer ficar puxando-a para cima (qual será a cor de suas pétalas? Como será o seu interior? Quantas pétalas há?). Se formos pacientes e gentis assim, deixando as dúvidas de lado, a mente alcançará uma profunda paz e poder interiores e assim as dúvidas serão respondidas espontaneamente. Nirvana é Incondicionado, não Condicionado. Então não é por meio do querer que vamos chegar lá. Apenas cultivamos essa prática e quando estiver tudo pronto, a resposta virá sozinha. Não será necessário uma intenção: a realização simplesmente ocorrerá no momento em que estivermos prontos, sem chamarmos por ela.

Então, esses tipos de dúvidas é melhor deixar de lado, eu acho. Melhor investigarmos o Sofrimento, que é algo mais fácil de entender. Coisas sobre origem do mundo, alma x corpo, nirvana, renascimento, karma... Melhor deixar de lado. Quando entendermos qual a origem e cessação do sofrimento, é natural que a mente estará em fim no nível de compreender estas outras coisas também... Afinal, para aquele que se liberta do sofrimento, ele compreendeu as 4 Nobres Verdades, especialmente a cessação do sofrimento. Quem conhece a cessação do sofrimento, conhece a Originação Dependente, isto é, como se dá o "processo de existir": da Ignorância surgem as Formações Volitivas, que dá origem à Consciência, que dá origem à Mentalidade/Materialidade... e assim por diante. Quem entender como se dá esse processo, entende como o mundo vem a ser, e como vem a cessar. É como este sutta: http://www.acessoaoinsight.net/sutta/SNXII.15.php
Nele o Buddha rejeita a ideia de que "Tudo existe" e de que "Nada existe". Ele diz que a resposta correta é a Originação Dependente: com condição x, y surge. Com condição y, z surge. Com condição z, a surge. Com condição a, b surge.
É por isso que tem aquele Sutta que diz que o fim do mundo só pode ser encontrado nesta mente. Porque é nesta mente que ele se origina. Se não há consciência, não há objetos mentais nem físicos (nama-rupa - mentalidade-materialidade). Por consequência, não há mundo. Só há mundo, se houver uma consciência que esteja ciente. Só falar sobre isso já é complicado. Imagine então tentar entender como existem essas coisas inanimadas... isso só vai dar origem a um monte de perguntas rs
Mas se pegarmos essa declaração de que só compreende o mundo tal como ele é aquele que entende a Originação Dependente, e que só compreende a mesma aquele que descobre a origem e cessação do sofrimento, o melhor a fazer é largar Tanha (Desejo) por responder essas dúvidas e nos nos atermos a dúvidas sobre Dukkha, Sofrimento, e as outras deixar para depois. Melhor focar nas 4 Nobres Verdade, o que acha?  Feliz
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Mensagem Sex 13 Nov 2015 - 16:43

Eu entendo e concordo.
Essas perguntas e outras mais aparecem a medida que vou desenvolvendo o poder de percepção. Analisando o próprio sofrimento percebo as suas condicionalidades e, então, verifico por experiência própria e conhecimento direto que tudo no universo é causal e é gerado por algo anterior. Então essas perguntas aparecem como continuidade dessas percepções; perguntas que no fundo estão vasculhando o processo operante da Origem Dependente e que ajudam na compreensão ainda melhor do sofrimento. São coisas interessantes, assuntos de se pensar e que despertam intrigamento.

Entendo a questão da priorização das Quatro Nobres Verdades e não discordo. Apenas sinto que, de alguma maneira, responder algumas questões é ter acesso ainda maior à compreensão dessas verdades. Acaba levando a isso. Então não é como se eu estivesse desfocando as Quatro Nobres Verdades e o sofrimento, mas levando-os mais a sério, procurando conhecê-los com responsabilidade e grande seriedade. É o meu esforço empregado.


Última edição por José P. S. Filho em Ter 17 Nov 2015 - 13:02, editado 2 vez(es)
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Mensagem Sab 14 Nov 2015 - 7:13

Você tem razão José  Feliz
Mas assim... Você vê em alguns Suttas que às vezes um díscipulo pergunta alguma coisa e quando o Buddha responde, muitos deles atingem um caminho supramundano ou mesmo a Iluminação Completa. Só que isso só acontece com aqueles que já possuem uma virtude bem estabelecida e uma mente facilmente inclinada a Samadhi. Por exemplo o Bahiya Sutta, o Buddha fala: no ouvido, haverá somente o ouvido; no visto, apenas o visto [...], e você não estará nem aqui, nem ali, nem entre os dois. Isto é o fim do sofrimento.
Esse tipo de resposta faz alusão a esse "processo criativo da mente", como alguns dizem. Refere-se a forma como a mente cria a realidade, como a distorcemos com nossos condicionamentos e como devemos olhar a mente de tal forma a terminar com esse processo condicional para chegar ao Incondicionado. Só que quando a gente lê isso, pode até servir para uma teoria nossa, mas não serve para muita coisa mais se não tivermos uma mente com Samadhi.
Não que não seja bom procurar algumas respostas - só que às vezes seria melhor aprofundarmos mais nosso Samadhi, de tal forma que Pañña (Sabedoria) virá como resultado natural. Nesse Sutta, ao ouvir isso Bahiya se torna um Arahant, mas quando nós lemos isso não conseguimos fazer muita coisa além de raciocinar intelectualmente o seu significado. É interessante guardar esse texto para quando tivermos um Samadhi mais profundo, mas mais interessante ainda, eu acho, é focar nas 4 Nobres Verdades mesmo. Como o próprio Buddha fez no Sutta, ele fala tudo isso para Bahiya para no fim falar sobre Sofrimento de novo - "isso é o fim do sofrimento". Se focarmos no abandono de Tanha e na realização da 3ª nobre verdade (caga - generosidade, patinissaga - abandonar, mutti - libertar-se e analayo - desapegar), a mente alcançará um nível de concentração tal qual a Sabedoria genuína virá naturalmente. É como o Buddha diz no Cetanakaraniya Sutta: "para aquele que tem Concentração, não é necessário o pensamento intencional 'que surja o conhecimento e visão das coisas como elas de fato são'.", porque isso vem naturalmente.
É como perguntar sobre algum conteúdo de ensino superior sem nem mesmo ter entrado no ensino médio. Podemos até guardar a resposta que alguém nos dê, mas no fundo isso não vai penetrar o coração. Então, talvez seja melhor nos dedicarmos a avançarmos nas séries/anos escolares, até que estejamos mais receptivos para compreender, eu acho Sorridente
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Mensagem Ter 17 Nov 2015 - 22:33

Quem é Mara? É um deus ou a personalização do mau, um símbolo apenas? Qual a forma correta de pensar?
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Mensagem Qui 19 Nov 2015 - 20:29

José P. S. Filho escreveu:
Quem é Mara? É um deus ou a personalização do mau, um símbolo apenas? Qual a forma correta de pensar?

Eu lembro de ter visto um vídeo uma vez em que perguntaram isso para Ajahn Brahm, e ele disse: "Mara é ambos". Se você for ver nos Suttas, realmente é ambos - é tanto esses desejos internos que temos, essa sede e obsessão por controlar as coisas e achar que as pessoas, o mundo ou a nossas emoções tem de ser de determinada forma para estarmos felizes; e é também retratado como um ser que dedica a sua vida a encantar os outros seres e deixá-los enredados em seus desejos.
Se for ver, isso nem é tão importante para a prática. Pode ser que Mara arrume um momento para nos afortunar, mas o mais importante é realmente se preocupar com os "Maras internos", esses desejos de sempre mudar as nossas experiências tanto no mundo como na mente rsrs... Se a gente fizer isso certinho, nós não só escapamos de Mara como evitamos renascer como um Mara... Tem um Sutta em que Mahamoggallana, um dos grandes discípulos do Buddha, conversa com Mara falando de uma das suas vidas antigas em que ele próprio foi Mara. Então, qualquer um de nós pode renascer como Mara e achar que o prazer ou o sentido da vida está em estimular a paixão dos outros seres e enredá-los no Samsara, mas se praticarmos os ensinamentos do Buddha, então estaremos livre desse renascimento, e quem sabe, em breve, de qualquer renascimento!  rsrs  Piscadela
Se quiser ler o Sutta: http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN50.php#R20
Mas de novo, isso não é tão importante, especialmente porque ainda não temos Samadhi para vermos isso por nós mesmos... Melhor tomar os maras internos e trabalhar com eles, mas há vários Suttas (não só um) que deixam claro que qualquer um poder renascer como um Mara.
Além disso, também é importante lembrar: "os maras internos são diferentes dos Maras como seres, indivíduos". Isso porque quem nasce como um Mara não pode, até certo ponto, fazer surgir qualidades ruins dentro de outro ser. Se vê em alguns Suttas que, a depender do nível espiritual do ser, Mara pode "possuí-lo" e usar o seu corpo para fazer algo inábil... Mas isso é somente com alguns seres. Com outros, Mara não pode sequer fazer surgir Desejo na mente da pessoa - ele pode apenas realizar façanhas ou até criar imagens com seus "super-poderes" para tentar fazer surgir algo inábil na mente de outro ser. E sim, um Mara tem poderes supra-humanos até certo nível, considerando-se ainda que quem renasce como um Mara foi classificado pelo Buddha como tendo nascido, se não estou me confundindo, no reino mais "alto" dos Devas no Plano Sensual (porque alguns reinos dos Devas estão na Esfera Sensual e outros estão na Esfera Sutil dos Jhanas).   Feliz
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Mensagem Ter 1 Dez 2015 - 11:47

Bom dia.
Há algum sutra ou texto específico do Buda ou de algum meste dissertando sobre a vida em família? Seu aspecto e influência no caminho? 

Seria também bom igualmente ouvir a opinião dos queridos.
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Mensagem Ter 1 Dez 2015 - 20:34

José P. S. Filho escreveu:
Bom dia.
Há algum sutra ou texto específico do Buda ou de algum meste dissertando sobre a vida em família? Seu aspecto e influência no caminho? 

Seria também bom igualmente ouvir a opinião dos queridos.

Olá José! Eu lembro desse Sutta que é o Código de Disciplina para a pessoa leiga: 
http://www.acessoaoinsight.net/sutta/DN31.php#T10

Achei esse também:
http://www.acessoaoinsight.net/sutta/ANVIII.54.php

O Buddha fala sobre amigos falsos, como tratar um cônjuge, como trabalhar e proteger nossas riquezas, dentre vários outros assuntos convenientes àqueles que não levam à vida monástica.
Ser monge ajuda em muitos sentidos: nos provêm bons amigos espirituais e mais tempo para olharmos para a mente e descobrirmos a felicidade da contenção dos sentidos. Enquanto isso, aqui "fora", o que se indica é buscar a felicidade na exacerbação e descontrole dos sentidos, e por isso praticar como um leigo é difícil em muitos casos, especialmente quando não temos amigos espirituais por perto - eis a importância da Sangha para os leigos.
Mas não devemos desanimar... Um fator incrivelmente básico mas que acho essencial para os leigos (também para os monges) é Generosidade e Amor-bondade. Não só no sentido material de doar coisas, mas também no sentido espiritual de doar seu tempo e sua energia... Isso é útil mesmo quando temos amigos não-espirituais, que confiam toda sua felicidade em coisas externas. Às vezes pensamos que deveríamos estar meditando ou fazendo algo mais útil, e isso acaba indo contra o ensinamento do Buddha, aumentando Aversão. Então podemos despertar esse sentimento de dedicar um pouco de tempo a outra pessoa. É meio difícil... ter de lidar com pessoas que se entregam aos prazeres do sentido é um sofrimento, dizia o Buddha. Como nem sempre dá para evitar, podemos ter essa atitude. É algo interessante de investigar, especialmente se a nossa família não pratica um caminho espiritual  Feliz
Mas em que sentido especificamente você gostaria de falar sobre a prática na vida em família?
De qualquer forma, espero que ajude.
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Mensagem Qua 2 Dez 2015 - 16:51

Queria agradecer as palavras e o texto. Queria agradecer pois sempre me ajuda, Adm. Muito obrigado.

De forma específica, queria saber as desvantagens da vida em família. E se houvesse alguma vantagem, também.
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Mensagem Dom 6 Dez 2015 - 18:38

É uma alegria espiritual ajudar! Embora eu demore um pouco rsrs  Muito feliz
Esse assunto acho meio complicado.. O Buddha dizia que a vida em família era meio empoeirada para a prática espiritual, e em certo sentido é mesmo, porque vivemos numa sociedade em que muitos valores são contrários aos valores espirituais e em que há muitas pessoas ou coisas que podem nos distrair da nossa prática. Às vezes não dá para dirigir muita atenção ou relaxamento na mente porque há várias coisas competindo por nossa atenção. Mas ainda assim dá para nos relacionarmos com isso por generosidade... Já na vida monástica os monges têm menos deveres mundanos e podem passar mais tempo "sentindo a si mesmos". Assim podem investigar os humores instáveis das próprias mentes e a aprender a treiná-las... Mas eles também fazem serviços de solidariedade como cerimônias e construções de monastérios ou centros de meditação, como exemplo.

Mas eu acho isso relativo. De qualquer forma, a vida monástica tem mais vantagens. Mas dependendo do praticante, a vida em família também pode ser muito frutífera. Conflitos em família podem ser um solo fértil para bons insights, para o exercício do Parami (Perfeição) da Paciência. A rotina de trabalho pode ser um bom exercício de disciplina - como você tem uma rotina a seguir, isso restringe suas escolhas. Independente se você está energético ou cansado, extasiado ou depressivo, alegre ou triste, você tem que ir trabalhar às 07:30, e isso serve para cultivar Disciplina e Atenção Plena no sentido de que você pode conferir como os humores da mente são impermanentes - não importa o que você faça, o sofrimento e a felicidade ficam se alternando quase que aleatoriamente. Se você cultiva um bom coração, parece que o sofrimento passa mais rápido e ambos são bons o suficiente para você ser generoso. Se você vai entendendo isso, você vai estabilizando a prática, em vez de ficar naquela montanha russa (quando me sinto bem eu pratico; quando me sinto mal extravaso na comida ou na TV rsrs). Então a vida em Família também tem suas vantagens - tudo depende da habilidade do indivíduo em saber fazer bom uso do que estiver disponível. O que você acha?  Feliz
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Mensagem Dom 6 Dez 2015 - 19:29

Eu concordo, Adm.
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